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segunda-feira, fevereiro 20, 2017

E Voce prefere ter Razão ou ser Feliz?

Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
E voce? Escolhe ser feliz ou ter razão?

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

O Tempo

"Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?
Você irá gastar cada centavo, é claro!
Todos nós somos cliente deste banco que estamos falando.
Chama-se TEMPO.
Todas as manhãs são creditados para cada um 86,400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

• Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte para um
estudante que repetiu o ano.
• Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe
que teve o seu bebê prematuramente.
• Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um
editor de um jornal semanal.
• Para você perceber o valor de UM DIA, pergunte a uma diarista
que não pode ir ao trabalho.
• Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes
que estão esperando para se encontrar.
• Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma
pessoa que perdeu o trem.
• Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma
pessoa que conseguiu evitar um acidente.
• Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO de segundo,
pergunte a alguém que ganhou a medalha de prata em uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
O ontem é história.
O amanhã é um mistério.
O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE! "
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

"Quem Ama Educa"

É muito comum os pais me procurarem no consultório para atender seus filhos (crianças e/ ou adolescentes) com a queixa de que seus filhos são “malcriados”, respondões,   não sabem lidar com frustrações. Comportam-se como manipuladores e dominadores diante de seus pais. Nestes casos, não é o filho que precisa de Psicoterapia, mas os pais que precisam serem orientados para lidar e mudar seus comportamentos diante dos seus filhos, colocando a estes limites, tendo atitudes firmes e aprenderem a não ceder às chantagens emocionais dos mesmos.
O médico Psiquiatra Içami Tiba (1941-2015), em seu livro “Educação Familiar – Presente e Futuro (2014)”, nos convida a refletir sobre o comportamento:
Se um filho ofende a mãe, esta não deveria atendê-lo. Se a mãe engole seco e procura atendê-lo, está reforçando a má educação. Se a mãe, sem ficar brava, disser claramente: “Se você me trata mal, eu saio de perto de você” (e se afasta), o filho vai aprender que se tratar mal as pessoas, elas se afastarão.
Não é interessante nem educativo a mãe se afastar em silêncio ou magoada. Tem de explicar que não aceitou como o filho a tratou. Não basta o filho vir e pedir algo outra vez. É preciso que antes peça desculpas pelo desrespeito. Este é o preço que o filho deve pagar por ter tratado mal a mãe. Se insistir com grosseria, ele que arque com outras consequências, que devem estar combinadas antes. Tudo o que é combinado tem de ser cumprido. Mesmo que a vontade dos pais seja perdoar, alimentam a má educação.
Pense nisso: Educar dá trabalho! Mas vale a pena…Afinal: quem ama, educa.
Referencia/ Citação:
Tiba, Içami. Educação familiar : presente e futuro – São Paulo : Integrare Editora, 2014.
Contato:


Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sexta-feira, novembro 11, 2016

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ALIVIA A ANSIEDADE E MUDA O CÉREBRO

Por: Dra Silvana Frassetto (Especialista em TCC)
Não dá para evitar: a vida moderna causa estresse e ansiedade. Coisas importantes como a insegurança no emprego, ou pequenas, como uma pia entupida, vão se amontoando e os níveis de ansiedade vão aumentando, e vão mudando o cérebro das pessoas. Um estudo recente publicado na revista Translational Psychiatry, demonstrou que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aplicada a pacientes com fobia social reduziu os sintomas destes pacientes, ocasionando, também, mudanças no volume e na atividade cerebral. A psicóloga especialista em TCC e doutora em Bioquímica, com ênfase em Neurociências, Silvana Frassetto, explica que a TCC parte da ideia que podemos nos libertar de angústias se nos tornamos conscientes de nossa forma distorcida de ver as situações, particularmente as estressantes, ajustando desta forma nosso comportamento.
Fobia Social (ou transtorno de ansiedade social) ocorre quando o indivíduo sente intenso e persistente medo em situações sociais onde possam ocorrer constrangimento ou avaliações negativas. Não se trata apenas de timidez. A pessoa fóbica social evita a todo custo se expor em eventos sociais, como falar em público, dirigir uma reunião ou dar uma palestra. Muitas pessoas chegam a desistir de empregos e dos estudos visando fugir destas situações que para ela são apavoradoras.
Como a pesquisa foi feita
Pesquisadores da Linköping University e de outras universidades suíças trataram 26 pacientes fóbicos ansiosos por 9 semanas. Realizaram uma imagem por ressonância magnética (MRI em inglês) do cérebro dos pacientes antes e depois da terapia.
Os pesquisadores descobriam que quanto maior era a melhora do paciente, menor era o volume de uma área cerebral chamada amígdala, a qual, dentre outras situações, é ativada quando a pessoa sente medo e ansiedade.
Esta pesquisa evidencia os efeitos psicológicos e biológicos da terapia cognitivo-comportamental e mostra que, quando o paciente está em terapia, ele não somente altera suas emoções, pensamentos e comportamentos, mas também o próprio cérebro.
Fonte: Neuroplasticity in response to cognitive behavior therapy for social anxiety disorder. K N T Mansson, A Salami, A Frick, P Carlbring, G Andersson, T Furmark and C-J Boraxbekk.
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Contato:
vivian.psico@hotmail.com

domingo, setembro 04, 2016

Insônia e o Tratamento com a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)


[Sinônimo: Distúrbio do sono]
Nos tempos atuais, correria, estresse, compromissos e preocupações: em meio a tudo  como simplesmente fechar os olhos e pegar no sono à noite?
Estudos multinacionais mostram que a prevalência de insônia crônica entre os adultos varia de 3,9% a 22%.
A ICSD-3 (Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono-3) define como insônia crônica a condição que se instala quando surge um ou mais dos seguintes problemas, pelo menos três vezes por semana, por pelo menos três meses:
  • Dificuldade para iniciar o sono;
  • Dificuldade para mantê-lo;
  • Acordar mais cedo do que o desejado;
  • Resistência para deitar num horário razoável;
  • Dificuldade para dormir sem um parente ou um cuidador.
Quando a duração desses transtornos é menor do que três meses, a insônia é classificada como de curta duração.
A Insônia é um distúrbio e pode estar associado ao aumento do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia, hipertensão, fadiga e ansiedade. Nos quadros crônicos, está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho.
Tratamento:
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é considerada uma das metodologias mais assertivas e eficazes no tratamento para a insônia, pois promove mudanças nas ações e  nos pensamentos que interferem diretamente na capacidade de dormir bem e ajuda a desenvolver hábitos saudáveis de sono. Algumas das técnicas utilizadas no tratamento:
  • Aprender a lidar com as emoções e com as crenças disfuncionais que você tem sobre dormir – (Expl: Não serei capaz de dormir pode gerar ansiedade – o que dificultara ainda mais o seu sono);
  • Higiene do sono;
  • Técnicas de relaxamento;
  • Restringir o tempo de sono;
  • Controle dos estímulos que mantém a vigília.
Estudos comprovam que seus benefícios são superiores ao uso de medicamentos, tanto na eficácia quanto na duração dos efeitos positivos.
Medicações: Geralmente são prescritos em casos refratários, quando os demais recursos foram esgotados.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Suicídio: Vamos falar à respeito?


O Suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, seja por causar medo, espanto ou pelo fato das pessoas não saberem como lidar com a triste realidade.
As causas mais comuns do Suicídio estão associadas a transtornos mentais (psicológicos e/ ou psiquiátricos) que podem incluir depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.
Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma media de 800 mil pessoas cometem Suicídio no mundo a cada ano (número maior que todos os mortos em guerras, vítimas de homicídios e desastres naturais). Novos estudos indicam que o ritmo dos Suicídios está se acelerando. A Universidade de Oxford estudou os efeitos da crise econômica global, que começou em 2008, sobre as taxas de Suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa. Em todos os casos, elas apresentaram crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente. Os Suicídios no mundo já vinham aumentando (o número global de casos cresceu 60% desde a década de 1970), mas agora assumiram um ritmo mais intenso. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
Ainda segundo a OMS, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.
Indicadores que a pessoa precisa de ajuda especializada, tem ideação (=ideias) Suicida e pode vir a cometer o Suicídio:
  • Desesperança de vida/ de futuro;
  • Isolamento social;
  • Deixar de cumprir com as obrigações diárias sem se importar com consequências;
  • Falar sobre a morte como a única saída para os problemas;
  • Dizer frases do tipo: “Não consigo lidar com tudo isso – a vida é muito difícil. Não se preocupe, não estarei aqui pra ver o desenrolar disso. Não vou te atrapalhar por muito tempo. Você ficara melhor sem mim. Sinto como se não houvesse saída. Gostaria de estar morto. Não queria ter nascido.”
Portanto, esteja atento às mudanças bruscas nos comportamentos; se você perceber que as ideias de suicídio são frequentes, investigue se existe um planejamento para o ato suicida. Não encare a situação como: “ele (a) faz isso somente para chamar atenção/ Não teria coragem”. Procure ajuda especializada o mais rápido.
A prevenção ainda é a melhor saída.
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) na prevenção ao Suicídio:
O processo terapêutico da TCC com o paciente com pensamentos suicidas tem similaridades com o processo terapêutico da TCC para pacientes com depressão, com transtornos de ansiedade, com transtornos de dependência de substância, dentre outros (Wenzel et al., 2010). A TCC com o paciente suicida se debruça sobre os problemas de vida do indivíduo, mais aguçadamente se estes estiverem concatenados com crises suicidas. Sendo assim, torna-se importante atentar para a prevenção do Suicídio, seja na busca de estratégias que modifiquem a ideação ou intenção suicida, seja na busca de estratégias que provoquem esperança para o futuro (Wenzel et al., 2010).
Sabe-se da eficácia comprovada do tratamento da TCC para pacientes com quadros depressivo e ansioso, os quais podem aumentar o risco de Suicídio. Um terapeuta com características ativas e assertivas, que acredite no tratamento e tenha um plano de ação é ponto importante para gerar mudança nas cognições, nas emoções e nos comportamentos do paciente. Uma aliança terapêutica estabelecida pode contribuir para a redução da desesperança e dos pensamentos suicidas (Sudak, 2012).
Estudo realizado por Brown e colaboradores (2005) com um grupo de pacientes com graus significativos de desesperança aponta que intervenções realizadas por meio de 10 sessões de TCC tornaram 50% dos participantes menos propensos à tentativa de suicídio no período do acompanhamento do que o grupo que não recebeu tal tratamento. Além disso, foi constatada diminuição significativa dos níveis de desesperança do grupo que foi acompanhado a partir da TCC, bem como outros sintomas depressivos se tornaram menos graves.
Fonte/ Referências Bibliográficas:
Brown, G. K., Have, T. T., Henriques, G. R., Xie, S. X., Hollander, J. E., & Beck, A. T. (2005). Cognitive therapy for the prevention of suicide attempts: A randomized controlled trial. Journal of American Medical Association, 294(5),563-570. DOI: http://dx.doi.org/10.1001/jama.294.5.563
Global Burden of Disease, Organização Mundial da Saúde.
Sudak, D. M. (2012). Combinando terapia cognitivo-comportamental e medicamentos: Uma abordagem baseada em evidências. Porto Alegre: Artmed.

Wenzel, A., Brown, G. K., & Beck, A. T. (2010). Terapia cognitivo-comportamental para pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed.

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com

quarta-feira, junho 27, 2012

Psicofobia é crime

Psicofobia: Medo, preconceito ou discriminação contra os doentes mentais. Ao longo da história doentes mentais foram acusados de ser possuídos pelos demônios ou o diabo ou de serem bruxos ou demonios ou servos do diabo. Nos tempos modernos, quando foi desenvolvida a psicologia, verificou-se que essas pessoas tinham uma doença mental e não demônios ou quaisquer outras explicações acima mencionadas. O receio do doente mental ainda continua.

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

No desembarque do aeroporto JFK, em Nova York, no começo deste ano, o outdoor que recebia milhares de pessoas diariamente não trazia nenhuma bela foto da cidade ou mensagem de boas-vindas. O que os viajantes encontravam era uma enorme propaganda com a mensagem: “Relaxa, vai passar, isso é temporário... Se você não diz isso sobre câncer, também não diga sobre depressão”. A ironia desconcertante da publicidade reflete muito da imagem que alguns transtornos mentais ainda recebem por parte da sociedade: para alguns, um destempero; para outros, uma fraqueza. Mas a depressão é um transtorno mental dos mais graves e incapacitantes. Dentre as 10 principais causas de afastamento do trabalho em todo o mundo, cinco são decorrências de transtornos mentais. A depressão aparece em primeiro lugar.
Para 46 milhões de brasileiros, segundo dados do Ministério da Saúde, a depressão é uma realidade: 20% a 25% da população já teve ou tem depressão ao longo da vida. A incapacitação profissional, a falta de interesse e de motivação para participar de atividades sociais rotineiras e de ter prazer nas coisas de que gosta e com as pessoas que ama, transforma dramaticamente o cotidiano dessas pessoas, o de seus familiares e amigos, trazendo consequências devastadoras. Essa falta de capacidade de se relacionar tem efeitos profundos e duradouros, que dificultam a reinserção social dos que tentam se recuperar de um episódio de depressão.
Paradoxalmente, ao mesmo tempo em que a depressão e os demais transtornos mentais atingem a muitos brasileiros, o preconceito em torno a eles é crescente na sociedade. Já é hora de combater essa discriminação, como atualmente já se faz com os homossexuais, negros e mulheres. A expressão psicofobia expressa justamente o nefasto preconceito contra os doentes mentais e portadores de deficiência.
Se não se deve debochar ou subestimar de doenças como o câncer, conforme apontou o outdoor no aeroporto americano, também não há razão para as doenças mentais não serem encaradas com a seriedade que ela pede e seus portadores exigem. Há várias formas de preconceito, entre elas a própria negação da doença como algo menor ou passageiro. Como disse Albert Einstein, lamentando a triste época em que vivia, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. Em pleno 2012, ideias preconceituosas devem ser combatidas com ainda mais veemência. É chegada a hora de a sociedade olhar com maturidade e respeito para os portadores de transtornos mentais.
Psicofobia é crime. 


*ANTÔNIO GERALDO DA SILVA é psiquiatra e presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Fobia Social – O Inferno são os Outros

Fobia Social segundo a Classificação Internacional de Doencas: CID 10 - (F40.1) - Medo de ser exposto à observação atenta de outrem e que leva a evitar situações sociais. As Fobias sociais graves se acompanham habitualmente de uma perda da auto-estima e de um medo de ser criticado.
As Fobias sociais podem se manifestar por rubor, tremor das mãos, náuseas ou desejo urgente de urinar, sendo que o paciente por vezes está convencido que uma ou mais destas manifestações secundárias constitui seu problema primário. Os sintomas podem evoluir para um ataque de pânico.
Antropofobia
Neurose social
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14
A Fobia social configura um transtorno de ansiedade comum associado a um elevado grau de angustia e incapacitação de seus problemas.
O medo de pessoas surge no primeiro ano de vida de uma criança, sendo natural observarmos o temor que algumas crianças têm de estranhos: um fato considerado normal. A manifestação desse temor na vida adulta é o que causa surpresa: medo de ter contato com outras pessoas, de estar entre elas, de fazer uma simples pergunta, de flertar, de olhar para elas etc. O temor é tão intenso que leva as pessoas a abandonarem suas vidas podendo chegar ao ponto de se isolarem completamente.
Segundo Kessler e Cols., a Fobia social ocorre em cerca de 13% da população.
Seja qual for a forma de Fobia social, há um pré-requisito necessário ao diagnostico: a presença de pessoas, pois é a ansiedade diante de outras pessoas que define o quadro.
No quadro clinico, o mais comum é o medo que a pessoa tem de inúmeras situações nas quais outras pessoas possam estar observando e/ ou formando uma opinião/ julgamento sobre ela:
o De parecer ridículo;
o De pessoas desconhecidas;
o De ser o centro das atenções;
o De não saber o que esperam dela;
o De cometer erros;
o De falar com pessoas em posição de autoridade;
o Dentre outros.
Situações que podem desencadear ansiedade:
o Falar em publico;
o Comer, beber e escrever diante de pessoas;
o Conversar com pessoas;
o Ir a festas/ reuniões;
o Falar ao telefone;
o Situações de flerte ou ansiedade de encontros;
o Ambientes em que estejam outras pessoas;
o Dentre outros.
Sintomas físicos:
o Desconforto;
o Palpitações;
o Sudorese;
o Diarréia;
o Tremores;
o Tensão muscular;
o Rubor facial;
o Dentre outros.
Sintomas psíquicos:
o Sensação de confusão;
o Vergonha;
o Humilhação;
o Insegurança;
o Dentre outros.
Cognições (Pensamentos):
o Medo da avaliação negativa por parte dos outros;
o Auto-depreciacao;
o Baixa-estima;
o Superestimação da probabilidade das coisas não darem certo;
o Sensação de estarem sendo observados;
o Sentir que incomodam aos outros;
o Dentre outros.
Comportamentos:
o Fuga/ esquiva;
o Atenção seletiva;
o Auto-observação;
o Dentre outros.
As pessoas que tem a Fobia social geralmente apresentam dificuldades em falar não, colocar limites, expressar o que desejam ou o que lhes desagrada.
Tratamento:
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é uma abordagem terapêutica testada empiricamente e reconhecida como eficaz para o tratamento da Fobia Social.
Dentre as principais técnicas cognitivo comportamentais utilizadas no tratamento da Fobia social estão: a reestruturação cognitiva, o treino de habilidades sociais, as técnicas de relaxamento e também as técnicas de exposição (imaginária e ao vivo).
Referencias Bibliográficas: 
CID-10 - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. OMS (coord.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
Kessler RC, McGonagle KA, Zhao S, Nelson CB, Hughes M, Eshleman S, Wittchen HU, Kendler KS. Lifetime and 12-month prevalence of DSM-III-R psychiatric disorders in the United States: results from the National Comorbidity Survey. Arch Gen Psychiatry 1994.

Observação: 
- Texto publicado em 2012 e atualizado em Dez/ 2016.

Contato: 
vivian.psico@hotmail.com – F: (19) 3232-8181 – Campinas/ SP ou (11) 4013-2748 – Itu/ SP

quarta-feira, janeiro 04, 2012

Estresse na Atualidade




Estresse (stress, em inglês): estar sob pressão ou estar sob a ação de estímulo persistente.
Segundo a Física: estado de tensão sobre um material antes de se partir.
Aproximadamente entre 50 a 70% das consultas médicas estão direta ou indiretamente relacionadas ao Estresse.
A reação de estresse é uma reação normal e fisiológica do organismo e está relacionada com o instinto de sobrevivência conhecido como luta ou fuga, sendo que os fatores que desencadeiam o estresse podem ser positivos ou negativos: como uma promoção ou a demissão no trabalho.
O estresse provoca alterações hormonais e metabólicas e estas alterações favorecem o aparecimento de sintomas e doenças. Os sintomas do estresse dependerão do tipo de personalidade do individuo, ate porque o impacto das situações estressoras sobre as diferentes pessoas é muito variável: um assalto, por exemplo, pode desempenhar um grau de estresse diferente entre diferentes vítimas. Outra questão que merece atenção é o aspecto cumulativo dos estímulos estressores: nem sempre a reação de estresse que se vê no momento é decorrente do estressor atual, ou seja, pode se tratar de um efeito cumulativo de vários outros estressores anteriores. O organismo humano vai reagindo fisiologicamente na tentativa de adaptar-se às circunstâncias.
Ocorrerão problemas quando o estresse for muito intenso ou prolongado, pois o organismo não tem condições de relaxar e se recuperar do estresse que abre caminho para o aparecimento de doenças.
O reconhecimento precoce do estado de estresse previne o aparecimento de doenças e torna o tratamento mais fácil.
Sinais de reconhecimento precoce do estresse:
-Alterações comportamentais e de humor (choro fácil, irritabilidade, agressividade);
-Indecisão;
-Aumento de faltas ao trabalho por doenças;
-Dificuldade de concentração e diminuição do rendimento;
-Atrasos freqüentes e falta de pontualidade;
-Diminuição da autoconfiança;
-Problemas de relacionamento interpessoal;
-Abuso de álcool, fumo ou drogas.
Sintomas comuns do estresse:
-Ansiedade e ataque de pânico;
-Depressão;
-Palpitações e taquicardia;
-Hipertensão;
-Diminuição da imunidade, alergias e infecções de repetição;
-Ma digestão, azia, gazes;
-Tensão e dores musculares;
-Alterações do sono: insônia ou sono excessivo;
-Fadiga física e mental;
-Alterações metabólicas: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade.
Quando o estresse chega à fase de esgotamento surgem diversos e variados sintomas e sinais de alerta:
-Perda de concentração mental, esquecimento;
-Fadiga fácil, fraqueza, mal-estar, esgotamento físico, apatia, falta de motivação;
-Instabilidade, falta de controle, agressividade, tendência a discussões;
-Depressão, angústia;
-Palpitações cardíacas;
-Suores frios, tonturas, vertigens;
-Dores generalizadas;
-Queixas físicas sem constatação médica;
-Respiração alterada, ofegante e curta;
-Extremidades (mãos e pés) frias e suadas;
-Musculatura tensa e dolorida;
-Indigestão, gastrite, mudança de apetite;
-Dermatoses, alergias, queda de cabelo;
-Tiques nervosos;
-Isolamento, vontade de ficar sozinho, introspecção;
-Alterações do sono, insônia;
-Abuso de substâncias.
O tratamento do estresse inclui medidas relacionadas ao estilo de vida e em situações mais graves pode ser necessário o uso de medicamentos psicotrópicos e apoio psicológico.
Como medidas preventivas são indicadas: 
-Atividade física regular;
-Ouvir música;
-Manter alimentação saudável: com ingestão de alimentos ricos em antioxidantes, consumo de peixes e cogumelos, ingestão de chá verde;
-Envolver-se em atividades prazerosas e saudáveis;
-Ter lazer;
-Desenvolver a flexibilidade para lidar com as mudanças do dia-dia;
-Evitar o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas.
Terapia Cognitivo Comportamental (TCC):
A Psicoterapia Cognitivo Comportamental vai ajudar o indivíduo a identificar os fatores estressores que vem prejudicando as áreas de sua vida, e a partir de então, se estabelecem as metas cujos  objetivos são gerar alterações no estilo de vida do paciente, bem como mudanças de pensamentos (cognições) e comportamentos tido como nocivos.
Obs: Publicado em Jan/ 2012 - Atualizado em Out/ 2016.
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Autoria e Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

Estresse




Estresse (stress, em inglês): estar sob pressão ou estar sob a ação de estímulo persistente.
Segundo a Física: estado de tensão sobre um material antes de se partir.
Aproximadamente entre 50 a 70% das consultas médicas estão direta ou indiretamente relacionadas ao Estresse.
A reação de estresse é uma reação normal e fisiológica do organismo e está relacionada com o instinto de sobrevivência conhecido como luta ou fuga, sendo que os fatores que desencadeiam o estresse podem ser positivos ou negativos: como uma promoção ou a demissão no trabalho.
O estresse provoca alterações hormonais e metabólicas e estas alterações favorecem o aparecimento de sintomas e doenças. Os sintomas do estresse dependerão do tipo de personalidade do individuo, ate porque o impacto das situações estressoras sobre as diferentes pessoas é muito variável: um assalto, por exemplo, pode desempenhar um grau de estresse diferente entre diferentes vítimas. Outra questão que merece atenção é o aspecto cumulativo dos estímulos estressores: nem sempre a reação de estresse que se vê no momento é decorrente do estressor atual, ou seja, pode se tratar de um efeito cumulativo de vários outros estressores anteriores. O organismo humano vai reagindo fisiologicamente na tentativa de adaptar-se às circunstâncias.
Ocorrerão problemas quando o estresse for muito intenso ou prolongado, pois o organismo não tem condições de relaxar e se recuperar do estresse que abre caminho para o aparecimento de doenças.
O reconhecimento precoce do estado de estresse previne o aparecimento de doenças e torna o tratamento mais fácil.
Sinais de reconhecimento precoce do estresse:
-Alterações comportamentais e de humor (choro fácil, irritabilidade, agressividade);
-Indecisão;
-Aumento de faltas ao trabalho por doenças;
-Dificuldade de concentração e diminuição do rendimento;
-Atrasos freqüentes e falta de pontualidade;
-Diminuição da autoconfiança;
-Problemas de relacionamento interpessoal;
-Abuso de álcool, fumo ou drogas.
Sintomas comuns do estresse:
-Ansiedade e ataque de pânico;
-Depressão;
-Palpitações e taquicardia;
-Hipertensão;
-Diminuição da imunidade, alergias e infecções de repetição;
-Ma digestão, azia, gazes;
-Tensão e dores musculares;
-Alterações do sono: insônia ou sono excessivo;
-Fadiga física e mental;
-Alterações metabólicas: diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia, obesidade.
Quando o estresse chega à fase de esgotamento surgem diversos e variados sintomas e sinais de alerta:
-Perda de concentração mental, esquecimento;
-Fadiga fácil, fraqueza, mal-estar, esgotamento físico, apatia, falta de motivação;
-Instabilidade, falta de controle, agressividade, tendência a discussões;
-Depressão, angústia;
-Palpitações cardíacas;
-Suores frios, tonturas, vertigens;
-Dores generalizadas;
-Queixas físicas sem constatação médica;
-Respiração alterada, ofegante e curta;
-Extremidades (mãos e pés) frias e suadas;
-Musculatura tensa e dolorida;
-Indigestão, gastrite, mudança de apetite;
-Dermatoses, alergias, queda de cabelo;
-Tiques nervosos;
-Isolamento, vontade de ficar sozinho, introspecção;
-Alterações do sono, insônia;
-Abuso de substâncias.
O tratamento do estresse inclui medidas relacionadas ao estilo de vida e em situações mais graves pode ser necessário o uso de medicamentos psicotrópicos e apoio psicológico.
Como medidas preventivas são indicadas: 
-Atividade física regular;
-Ouvir música;
-Manter alimentação saudável: com ingestão de alimentos ricos em antioxidantes, consumo de peixes e cogumelos, ingestão de chá verde;
-Envolver-se em atividades prazerosas e saudáveis;
-Ter lazer;
-Desenvolver a flexibilidade para lidar com as mudanças do dia-dia;
-Evitar o fumo e o excesso de bebidas alcoólicas.
Terapia Cognitivo Comportamental (TCC):
A Psicoterapia Cognitivo Comportamental vai ajudar o indivíduo a identificar os fatores estressores que vem prejudicando as áreas de sua vida, e a partir de então, se estabelecem as metas cujos  objetivos são gerar alterações no estilo de vida do paciente, bem como mudanças de pensamentos (cognições) e comportamentos tido como nocivos.
Obs: Publicado em Jan/ 2012 - Atualizado em Out/ 2016.
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Autoria e Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sábado, outubro 22, 2011

Hipocondria: A doença imaginária com sofrimento real



Hipocondria (= Também conhecido como Nosomifalia)
s.f.
1. Psicopatologia. Patologia mental definida pelo excesso de pensamentos e preocupações acerca de seu próprio estado de saúde, embora não haja razão genuína para isso.
[Figurado] Que está tristonho ou melancólico; tristeza.
(Etm. do latim: hypochondria; pelo grego: hypokhondría.as)
2. Estado de perturbação psíquica em que o indivíduo supervaloriza as sensações subjetivas, atribuindo-as a alterações ou a doenças orgânicas inexistentes, podendo mesmo convencer-se de que tem doenças muito graves ou mesmo incuráveis
No Transtorno Hipocondríaco existe uma preocupação, medo ou crença persistente de estar com algum transtorno somático grave e progressivo. Geralmente a atenção do paciente se concentra em um ou dois órgãos ou sistemas. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo paciente como anormais ou perturbadores. Consultas médicas, exames clínicos e laboratoriais frequentes não aliviam o medo do hipocondríaco que não considera nenhum exame convincente. Por isso, os refaz continuamente para certificar-se de que os médicos não deixaram escapar nada.
Há quem considere a hipocondria como um sintoma, uma verdadeira doença ou um traço de personalidade. De um modo geral o quadro clínico do Hipocondríaco, parece estar associado a outros transtornos emocionais, especialmente a Transtornos Depressivos e de Ansiedade. Pesquisas apontam que a incidência na população que possuem o transtorno varia entre 1 e 6% e atinge homens e mulheres.
A sociedade contemporânea piorou as coisas ao estimular uma preocupação excessiva com o cuidado com o corpo: hiper-vigilantes e atentos às funções normais, a tendência é notar e amplificar a cada pequeno sinal e considerá-los como indicio de perigo. Há pessoas que sentem todos os efeitos colaterais descritos nas bulas de medicamentos ou pensam terem contraído a ultima patologia da qual se tem falado ultimamente.
Cybercondria – Fazer uso da internet para obter informações a cerca da própria saúde, pratica que geralmente favorece o auto-diagnóstico e auto-medicações e que pode elevar o nível de ansiedade e agravar o quadro do hipocondríaco. Ou seja, a internet contribui de forma negativa para quem tem predisposição para a hipocondria, pois a quantidade de informações encontradas na rede, ao invés de tranqüilizar, aumenta o pesadelo dessas pessoas.
O Centro de Estudos em Psicologia do Ceará tem um texto bastante explicativo sobre a Hipocondria:
“… É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Muitas pessoas quando passam por uma doença grave e se restabelecem ficam sensibilizadas com o que aconteceu, preocupando-se demais, contudo nesses casos se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não havia hipocondria.
… Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações.Segundo pesquisas, os sentimentos causados nos médicos pelos pacientes hipocondríacos são:
Compreensão;
Pena;
Incômodo;
Impotência.”
Critérios Diagnósticos:
CID-10 F45.2 – Transtorno Hipocondríaco
A característica essencial deste transtorno é uma preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação duradoura com a sua aparência física. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo sujeito como anormais ou perturbadores. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois órgãos ou sistemas. Existem freqüentemente depressão e ansiedade importantes, e que podem justificar um diagnóstico suplementar.
-Dismorfofobia (corporal) (não-delirante)
-Hipocondria
-Neurose hipocondríaca
-Nosofobia
Características Diagnósticas:
Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar).
A. Qualquer um dos seguintes sintomas:
– Uma crença persistente, com duração de pelo menos seis meses, da presença de no máximo duas doenças físicas graves (das qual pelo menos uma deve ser especificamente nomeada pelo paciente).
– A preocupação persistente com uma deformidade ou desfiguração presumida (dismorfofobia).
B. Preocupação com os sintomas causa sofrimento persistente ou interferência no funcionamento na vida diária pessoal, levando o paciente a procurar tratamento médico ou investigações (ou ajuda equivalente com curandeiros locais).
C. Persistente recusa em aceitar o conselho médico de que não há nenhuma causa física compatível com seus sintomas ou anormalidades, exceto por curtos períodos de algumas semanas imediatamente após as consultas médicas.
DSM-IV – HIPOCONDRIA – 300.7
Características Diagnósticas:
A. Preocupação com o medo de ter, ou crença de que se tem doença grave baseada na interpretação errada de sintomas físicos.
B. A preocupação persiste apesar de adequada avaliação e tranquilizacao médicas.
C. A crença no critério A não tem intensidade delirante (como na Perturbação Delirante, Tipo Somático) e não está circunscrita a uma preocupação com a imagem corporal (como na Perturbação Dismórfica Corporal).
D. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou disfunção social, ocupacional ou noutras áreas importantes do funcionamento individual.
E. A duração da perturbação é de pelo menos seis meses.
F. A preocupação não é melhor explicada por Perturbação da Ansiedade Generalizada, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, Perturbação de Pânico, Episódio Depressivo Maior, Ansiedade de Separação ou outra Perturbação Somatoforme.
Especificar se:
– Com fraco insight: se durante a maior parte do tempo do episódio atual, o sujeito não reconhece que a preocupação acerca de ter uma doença grave é excessiva ou não tem fundamento.
(in Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da American Psychiatric Association, 2002, Climepsi Editores)
Tratamento: Como tratamento para o Transtorno Hipocondríaco, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), em alguns casos associada ao tratamento psiquiátrico medicamentoso, tem respondido de forma satisfatoria ao quadro, pois habilita o paciente a desafiar as crenças irracionais a cerca das doenças imaginarias e a criar estratégias para driblar o medo e a preocupação exagerada e persistente.
  • Publicado em Out/11
  • Revisado em Out/ 2016

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quarta-feira, setembro 28, 2011

O Mito da Caverna: Reflexão sobre superação, perseverança e mudanças






Havia uma caverna subterrânea com uma única abertura para o mundo exterior.
Dentro dela, seres humanos acorrentados pelas pernas e pescoços, vivendo na semi-escuridão desde a infância, presos de tal modo que não se podiam mover.
Tais homens, verdadeiros prisioneiros, ficavam de costas para a abertura da caverna e só podiam olhar para frente onde havia uma parede, pois eram impedidos de virar a cabeça por causa das correntes.
A única luz que viam era proveniente de uma fogueira que ardia do lado de fora da caverna, e que projetava, para seu interior, sombras de pessoas e objetos que passassem entre a fogueira e a entrada da caverna.
Assim, os prisioneiros acreditavam que as sombras que viam eram a única verdade, a realidade do seu mundo.
Em certo momento, um dos prisioneiros foi libertado das correntes e trazido para fora da caverna.
No seu processo de adaptação à nova realidade, precisou acostumar-se com a claridade do fogo e a visão de um novo mundo.
Viu primeiro as sombras no chão, depois os reflexos de homens e objetos na água, e então, fitou-os diretamente.
Depois, vendo o céu, o sol, pôde raciocinar sobre eles.
Tocou em objetos, pisou o solo e olhou para todos os lados.
Descobriu fatos e coisas nunca antes imaginados, uma nova realidade.
Passando algum tempo, maravilhado com o grande processo de mudança que tinha vivido, lembrou-se dos companheiros e retornou à caverna.
Era importante dar aos demais prisioneiros a oportunidade de descobrir outra realidade.
Mas sua missão não foi fácil.
Por sua dificuldade em acostumar-se novamente à semi-escuridão e em interpretar as sombras com a mesma habilidade, passou, a princípio, a ser ridicularizado pelo grupo.
Os prisioneiros da caverna ainda acreditavam na sua "realidade", e concluíram que o prisioneiro libertado voltava enxergando menos que antes, contando estranhas histórias sobre uma "realidade impossível".
Julgavam ser melhor não sairem da caverna, não rejeitarem as sombras tão familiares em troca de um mundo "melhor", porém desconhecido.
Apesar das dificuldades, o "iluminado" enfrentou, com paciência e determinação, sua missão, compreendendo as resistências impostas por seus companheiros e mantendo-se firme na busca pela evolução e pelo descobrimento de coisas novas para ele e seus semelhantes. 

Escrita há cerca de 2500 anos, pelo filosofo Platao, o mito da caverna constitui um modelo de perseverança, superacao e crescimento.
Quando saímos de nossas "cavernas" para o mundo exterior, buscando qualidade de vida, estamos percorrendo o mesmo caminho do prisioneiro libertado: o caminho da liberdade, da superação dos medos pelo desconhecido e da evolução. Da mesma forma, quando retornamos à caverna, para motivar nossos colegas, devemos estar preparados para enfrentar as barreiras às mudanças e os comportamentos conservadores que preferem as sombras conhecidas à nova realidade fora da caverna.
É o momento de refletirmos sobre nossos caminhos, progressos e também sobre nossa missão como agentes de mudanças e de encorajadores para o novo.


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quinta-feira, setembro 15, 2011

Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)


A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é um método de psicoterapia breve, orientada e estruturada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais, reestruturar os pensamentos e a modificar as emoções e os comportamentos disfuncionais.
Seu princípio básico é de que a maneira como percebemos uma situação e pensamos diante dela, e não a situação em si que determina nossas emoções e comportamentos. Por exemplo, estar em um Shopping Center não representa uma situação ameaçadora para a maioria das pessoas e, portanto, não desperta fortes emoções. Porém, para um paciente com transtorno de ansiedade, estar em um Shopping pode ser percebido como ameaçador, pois ele pode pensar que algo de pior vai lhe acontecer como: vou ter um ataque ou as pessoas vão ficar me olhando e rindo de mim, dentre outros pensamentos, levando a emoções muito fortes e a comportamentos ditos disfuncionais (sente-se mal, quer ir embora do local, etc). Em outras palavras, as nossas cognições (pensamentos) determinam as emoções (sentimentos) e comportamentos (ações) que as acompanham. Portanto, atua-se sobre as cognições, buscando, dessa forma, alterar as emoções e os comportamentos que estão causando angústia para o indivíduo. Daí origina-se o nome de Terapia Cognitivo Comportamental.
Ao longo do processo terapêutico, o terapeuta procura atuar diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação cognitiva. Em paralelo à reestruturação, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolução de problemas.

          Alguns transtornos para os quais a TCC é eficaz:
  • Depressão (visão negativa de si, dos outros e do mundo);
  • Insônia;
  • Hipomania ou episódios maníacos (visão inflada de si, dos outros e do mundo);
  • Ideação ou comportamento suicida (desesperança em relacao ao futuro);
  • Ansiedade - generalizada ou estado de panico (ameaça real ou imaginaria de perigo iminente);
  • Fobias (ansiedade persistente, intensa e irreal, em resposta a uma situação específica);
  • Estado paranóide (visão dos outros como manipuladores e mal intencionados);
  • Transtorno obsessivo-compulsivo - TOC (pensamentos continuados e persistentes sobre segurança; atos repetitivos para precaver-se de ameaças; rituais);
  • Anorexia e bulimia (auto-imagem corporal ditorcida);
  • Hipocondria (preocupação exagerada com doenças);
  • Dentre outros.
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