"As crenças que temos sobre nós mesmos, sobre o mundo e sobre o futuro, determinam a maneira como nos sentimos." Aaron T. Beck
domingo, outubro 30, 2011
Compromisso
Ser solteiro ou ser casado: o que você quer ser? Bom seria se pudéssemos
ficar com o que há de bom em cada opção. Mas não podemos. Podemos
perfeitamente ser sozinhos, se por esta condição optarmos. Mas aí está –
o que me parece – uma grande armadilha. Sim, realmente existem inúmeras
vantagens em ser sozinho. Tudo aquilo que é tido como ruim na condição
de comprometido passa a ser maravilhoso na condição
de sozinho. Estar em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer
pessoa. Estar só quando assim se quer. Estar com os amigos, quando for
conveniente. Viajar, ficar, ir ou não ir. Tudo é possível. Tudo pode,
cada qual dentro de seu padrão de vida. Entretanto, tem algo que não
muda nunca: o desejo de amar e ser amado. E o amor é possível sozinho
somente até certo ponto. Depois, quando chega o desejo de compartilhar, é
preciso comprometer-se. Assumir compromissos é só para fortes e
corajosos!
sábado, outubro 29, 2011
A vida como ela é
A vida não é
decididamente, como gostaríamos, desejaríamos ou imaginávamos.
Há pessoas que
se esbravejam se enfurecem e lutam para que a vida delas caiba no modelo de
vida que imaginaram como ideal para si: mudam tanto a ponto de forçar para
fazer com que o sonho caiba dentro da realidade. Na maioria das vezes não da
certo justamente porque não é natural. Nada do que é forçado vai bem.
A vida ainda não é justa: coisas
boas acontecem a pessoas ruins e vice-versa. Mas a vida também pode ser alegre,
engraçada, divertida, insensata, louca, sábia e emocionante.
Em algum momento a vida vai nos
surpreender. Não adianta fugir.
Há pessoas que vivem intensamente;
Há pessoas que não aceitam a
realidade e criam fugas;
Há pessoas que vivem esperando que o
pior aconteça, e o pior pode nunca vir a acontecer;
Há pessoas que encaram os problemas
e encontram soluções para os mesmos; enquanto há outras que paralisam diante
dos problemas;
Há pessoas que decidem e outras que
esperam;
Há pessoas de todos os tipos, jeitos
e formas. Há quem sonha e há quem faz acontecer.
O que muita gente não entende é que
não adianta ficar se lamentando porque algo não deu certo ou não aconteceu da
maneira como desejaria. Pois isso acontecera, em algum momento! E o que fazer?
Você terá escolhas:
- Pode se lamentar;
- Pode ficar frustrado;
- Pode encontrar culpados;
- Pode ficar com raiva;
- Pode criar estratégias para mudanças;
- Pode ter outras metas, mas quem sabe mais realistas;
- Pode se fortalecer.
Tudo vai depender da maneira como você encara a situação: Ou você vai
continuar brigando pra que a vida lhe de algo que não cabe pra você, ou você
vai ampliar seu olhar e ver que há outras possibilidades para que a sua vida
seja plena!
sábado, outubro 22, 2011
Hipocondria: A doença imaginária com sofrimento real
Hipocondria (= Também conhecido como Nosomifalia)
s.f.
1. Psicopatologia. Patologia mental definida pelo excesso de pensamentos e preocupações acerca de seu próprio estado de saúde, embora não haja razão genuína para isso.
[Figurado] Que está tristonho ou melancólico; tristeza.
(Etm. do latim: hypochondria; pelo grego: hypokhondría.as)
1. Psicopatologia. Patologia mental definida pelo excesso de pensamentos e preocupações acerca de seu próprio estado de saúde, embora não haja razão genuína para isso.
[Figurado] Que está tristonho ou melancólico; tristeza.
(Etm. do latim: hypochondria; pelo grego: hypokhondría.as)
2. Estado de perturbação psíquica em que o indivíduo supervaloriza as sensações subjetivas, atribuindo-as a alterações ou a doenças orgânicas inexistentes, podendo mesmo convencer-se de que tem doenças muito graves ou mesmo incuráveis
No Transtorno Hipocondríaco existe uma preocupação, medo ou crença persistente de estar com algum transtorno somático grave e progressivo. Geralmente a atenção do paciente se concentra em um ou dois órgãos ou sistemas. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo paciente como anormais ou perturbadores. Consultas médicas, exames clínicos e laboratoriais frequentes não aliviam o medo do hipocondríaco que não considera nenhum exame convincente. Por isso, os refaz continuamente para certificar-se de que os médicos não deixaram escapar nada.
Há quem considere a hipocondria como um sintoma, uma verdadeira doença ou um traço de personalidade. De um modo geral o quadro clínico do Hipocondríaco, parece estar associado a outros transtornos emocionais, especialmente a Transtornos Depressivos e de Ansiedade. Pesquisas apontam que a incidência na população que possuem o transtorno varia entre 1 e 6% e atinge homens e mulheres.
A sociedade contemporânea piorou as coisas ao estimular uma preocupação excessiva com o cuidado com o corpo: hiper-vigilantes e atentos às funções normais, a tendência é notar e amplificar a cada pequeno sinal e considerá-los como indicio de perigo. Há pessoas que sentem todos os efeitos colaterais descritos nas bulas de medicamentos ou pensam terem contraído a ultima patologia da qual se tem falado ultimamente.
Cybercondria – Fazer uso da internet para obter informações a cerca da própria saúde, pratica que geralmente favorece o auto-diagnóstico e auto-medicações e que pode elevar o nível de ansiedade e agravar o quadro do hipocondríaco. Ou seja, a internet contribui de forma negativa para quem tem predisposição para a hipocondria, pois a quantidade de informações encontradas na rede, ao invés de tranqüilizar, aumenta o pesadelo dessas pessoas.
Há quem considere a hipocondria como um sintoma, uma verdadeira doença ou um traço de personalidade. De um modo geral o quadro clínico do Hipocondríaco, parece estar associado a outros transtornos emocionais, especialmente a Transtornos Depressivos e de Ansiedade. Pesquisas apontam que a incidência na população que possuem o transtorno varia entre 1 e 6% e atinge homens e mulheres.
A sociedade contemporânea piorou as coisas ao estimular uma preocupação excessiva com o cuidado com o corpo: hiper-vigilantes e atentos às funções normais, a tendência é notar e amplificar a cada pequeno sinal e considerá-los como indicio de perigo. Há pessoas que sentem todos os efeitos colaterais descritos nas bulas de medicamentos ou pensam terem contraído a ultima patologia da qual se tem falado ultimamente.
Cybercondria – Fazer uso da internet para obter informações a cerca da própria saúde, pratica que geralmente favorece o auto-diagnóstico e auto-medicações e que pode elevar o nível de ansiedade e agravar o quadro do hipocondríaco. Ou seja, a internet contribui de forma negativa para quem tem predisposição para a hipocondria, pois a quantidade de informações encontradas na rede, ao invés de tranqüilizar, aumenta o pesadelo dessas pessoas.
O Centro de Estudos em Psicologia do Ceará tem um texto bastante explicativo sobre a Hipocondria:
“… É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Muitas pessoas quando passam por uma doença grave e se restabelecem ficam sensibilizadas com o que aconteceu, preocupando-se demais, contudo nesses casos se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não havia hipocondria.
… Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações.Segundo pesquisas, os sentimentos causados nos médicos pelos pacientes hipocondríacos são:
Compreensão;
Pena;
Incômodo;
Impotência.”
Pena;
Incômodo;
Impotência.”
Critérios Diagnósticos:
CID-10 F45.2 – Transtorno Hipocondríaco
A característica essencial deste transtorno é uma preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação duradoura com a sua aparência física. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo sujeito como anormais ou perturbadores. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois órgãos ou sistemas. Existem freqüentemente depressão e ansiedade importantes, e que podem justificar um diagnóstico suplementar.
-Dismorfofobia (corporal) (não-delirante)
-Hipocondria
-Neurose hipocondríaca
-Nosofobia
CID-10 F45.2 – Transtorno Hipocondríaco
A característica essencial deste transtorno é uma preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação duradoura com a sua aparência física. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo sujeito como anormais ou perturbadores. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois órgãos ou sistemas. Existem freqüentemente depressão e ansiedade importantes, e que podem justificar um diagnóstico suplementar.
-Dismorfofobia (corporal) (não-delirante)
-Hipocondria
-Neurose hipocondríaca
-Nosofobia
Características Diagnósticas:
Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar).
A. Qualquer um dos seguintes sintomas:
– Uma crença persistente, com duração de pelo menos seis meses, da presença de no máximo duas doenças físicas graves (das qual pelo menos uma deve ser especificamente nomeada pelo paciente).
– A preocupação persistente com uma deformidade ou desfiguração presumida (dismorfofobia).
B. Preocupação com os sintomas causa sofrimento persistente ou interferência no funcionamento na vida diária pessoal, levando o paciente a procurar tratamento médico ou investigações (ou ajuda equivalente com curandeiros locais).
C. Persistente recusa em aceitar o conselho médico de que não há nenhuma causa física compatível com seus sintomas ou anormalidades, exceto por curtos períodos de algumas semanas imediatamente após as consultas médicas.
A. Qualquer um dos seguintes sintomas:
– Uma crença persistente, com duração de pelo menos seis meses, da presença de no máximo duas doenças físicas graves (das qual pelo menos uma deve ser especificamente nomeada pelo paciente).
– A preocupação persistente com uma deformidade ou desfiguração presumida (dismorfofobia).
B. Preocupação com os sintomas causa sofrimento persistente ou interferência no funcionamento na vida diária pessoal, levando o paciente a procurar tratamento médico ou investigações (ou ajuda equivalente com curandeiros locais).
C. Persistente recusa em aceitar o conselho médico de que não há nenhuma causa física compatível com seus sintomas ou anormalidades, exceto por curtos períodos de algumas semanas imediatamente após as consultas médicas.
DSM-IV – HIPOCONDRIA – 300.7
Características Diagnósticas:
A. Preocupação com o medo de ter, ou crença de que se tem doença grave baseada na interpretação errada de sintomas físicos.
B. A preocupação persiste apesar de adequada avaliação e tranquilizacao médicas.
C. A crença no critério A não tem intensidade delirante (como na Perturbação Delirante, Tipo Somático) e não está circunscrita a uma preocupação com a imagem corporal (como na Perturbação Dismórfica Corporal).
D. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou disfunção social, ocupacional ou noutras áreas importantes do funcionamento individual.
E. A duração da perturbação é de pelo menos seis meses.
F. A preocupação não é melhor explicada por Perturbação da Ansiedade Generalizada, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, Perturbação de Pânico, Episódio Depressivo Maior, Ansiedade de Separação ou outra Perturbação Somatoforme.
Especificar se:
– Com fraco insight: se durante a maior parte do tempo do episódio atual, o sujeito não reconhece que a preocupação acerca de ter uma doença grave é excessiva ou não tem fundamento.
(in Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da American Psychiatric Association, 2002, Climepsi Editores)
B. A preocupação persiste apesar de adequada avaliação e tranquilizacao médicas.
C. A crença no critério A não tem intensidade delirante (como na Perturbação Delirante, Tipo Somático) e não está circunscrita a uma preocupação com a imagem corporal (como na Perturbação Dismórfica Corporal).
D. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou disfunção social, ocupacional ou noutras áreas importantes do funcionamento individual.
E. A duração da perturbação é de pelo menos seis meses.
F. A preocupação não é melhor explicada por Perturbação da Ansiedade Generalizada, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, Perturbação de Pânico, Episódio Depressivo Maior, Ansiedade de Separação ou outra Perturbação Somatoforme.
Especificar se:
– Com fraco insight: se durante a maior parte do tempo do episódio atual, o sujeito não reconhece que a preocupação acerca de ter uma doença grave é excessiva ou não tem fundamento.
(in Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da American Psychiatric Association, 2002, Climepsi Editores)
Tratamento: Como tratamento para o Transtorno Hipocondríaco, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), em alguns casos associada ao tratamento psiquiátrico medicamentoso, tem respondido de forma satisfatoria ao quadro, pois habilita o paciente a desafiar as crenças irracionais a cerca das doenças imaginarias e a criar estratégias para driblar o medo e a preocupação exagerada e persistente.
- Publicado em Out/11
- Revisado em Out/ 2016
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Contato:
vivian.psico@hotmail.com
Postado por
Vivian Maria Denny - Psicóloga Terapeuta Cognitivo-Comportamental (TCC) - Campinas
às
15:18
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Transtorno Hipocondriaco
Local:
Campinas, SP, Brasil
domingo, outubro 09, 2011
Sobre Perdas
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?
O homem prontamente respondeu:
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los.
Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.
Perdemos coisas o tempo todo.
A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.
Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.
Postado por
Vivian Maria Denny - Psicóloga Terapeuta Cognitivo-Comportamental (TCC) - Campinas
às
21:40
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Campinas, SP, Brasil
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