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terça-feira, junho 20, 2017

Os monges e a mulher no rio

"Em um monastério, viviam dois monges que eram muito amigos e sempre cumpriam seus afazeres em conjunto. É fato que monges não podem se aproximar de mulheres, nem ao menos, nelas tocar. Certo dia, ao atravessarem a floresta para comprar mantimentos na cidade, se depararam com uma mulher que estava com dificuldades para atravessar o rio que dava acesso ao vilarejo e que se encontrava agitadíssimo.
Um dos monges disse:
– Não podemos ajudá-la, fizemos voto de que não poderíamos tocar em mulher alguma.
 


O outro monge replicou:
– Também fizemos voto de ajudar a todas as pessoas e criaturas deste mundo, sem haver distinção.
Então, este mesmo monge colocou a mulher em suas costas e atravessou o rio, deixando-a na outra margem.
Os dois monges seguiram caminho e durante a jornada houve uma grande pausa na conversação dos mesmos. Logo, o silêncio foi interrompido pelo monge que era contra a idéia de carregar a jovem, que disse:
– Você não devia tê-la carregado, ela vai ser um peso para sua caminhada!
O outro monge, sabiamente respondeu: – Eu deixei a mulher na outra margem do rio. No entanto, você é quem continua carregando a mulher na sua caminhada..."

(Autor Desconhecido).

E você ja parou pra pensar: Onde está a sua mente agora? Ainda está carregando as bagagens do passado?

quinta-feira, março 30, 2017

A sua paz interior depende exclusivamente de você

"Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.
O velho não aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir."
(Parábola taoísta de autoria desconhecida)

terça-feira, outubro 25, 2016

(Re)Descubra o Novo!

Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si.
Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada…
Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV,quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar. Quem mora ali mesmo, ás vezes quer até se mudar…
Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar.
Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas. Depois de algum tempo da conquista, se transforma, já não beija mais como antes, não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que nunca existiu…
Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos.
Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor.
Antes de terminar o relacionamento, examine se o que você cobra tanto, você oferece?
Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente?
O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.
Por isso, deixe-se levar pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser.
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sexta-feira, outubro 14, 2016

Reflexão para a Vida

Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar precisava encontrar um sucessor entre seus 2 discípulos.
O mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova. Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. Parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam da montanha para ouvirem do monge, o óbvio anúncio. O derrotado aproxima-se e pergunta ao vencedor como ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas: há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.

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segunda-feira, março 26, 2012

Escolhas: Apegar-se ou ser Livre?




Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita;
2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam.
3) Após isso um macaco curioso desce;
4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são curados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais…
O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.


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domingo, outubro 09, 2011

Sobre Perdas



Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?
O homem prontamente respondeu:
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los.
Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.
Perdemos coisas o tempo todo.
A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.
Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.

quinta-feira, setembro 29, 2011

O Valor das Coisas


Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais ou num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Autoria: George Carlin


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Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com

quarta-feira, setembro 28, 2011

O Mito da Caverna: Reflexão sobre superação, perseverança e mudanças






Havia uma caverna subterrânea com uma única abertura para o mundo exterior.
Dentro dela, seres humanos acorrentados pelas pernas e pescoços, vivendo na semi-escuridão desde a infância, presos de tal modo que não se podiam mover.
Tais homens, verdadeiros prisioneiros, ficavam de costas para a abertura da caverna e só podiam olhar para frente onde havia uma parede, pois eram impedidos de virar a cabeça por causa das correntes.
A única luz que viam era proveniente de uma fogueira que ardia do lado de fora da caverna, e que projetava, para seu interior, sombras de pessoas e objetos que passassem entre a fogueira e a entrada da caverna.
Assim, os prisioneiros acreditavam que as sombras que viam eram a única verdade, a realidade do seu mundo.
Em certo momento, um dos prisioneiros foi libertado das correntes e trazido para fora da caverna.
No seu processo de adaptação à nova realidade, precisou acostumar-se com a claridade do fogo e a visão de um novo mundo.
Viu primeiro as sombras no chão, depois os reflexos de homens e objetos na água, e então, fitou-os diretamente.
Depois, vendo o céu, o sol, pôde raciocinar sobre eles.
Tocou em objetos, pisou o solo e olhou para todos os lados.
Descobriu fatos e coisas nunca antes imaginados, uma nova realidade.
Passando algum tempo, maravilhado com o grande processo de mudança que tinha vivido, lembrou-se dos companheiros e retornou à caverna.
Era importante dar aos demais prisioneiros a oportunidade de descobrir outra realidade.
Mas sua missão não foi fácil.
Por sua dificuldade em acostumar-se novamente à semi-escuridão e em interpretar as sombras com a mesma habilidade, passou, a princípio, a ser ridicularizado pelo grupo.
Os prisioneiros da caverna ainda acreditavam na sua "realidade", e concluíram que o prisioneiro libertado voltava enxergando menos que antes, contando estranhas histórias sobre uma "realidade impossível".
Julgavam ser melhor não sairem da caverna, não rejeitarem as sombras tão familiares em troca de um mundo "melhor", porém desconhecido.
Apesar das dificuldades, o "iluminado" enfrentou, com paciência e determinação, sua missão, compreendendo as resistências impostas por seus companheiros e mantendo-se firme na busca pela evolução e pelo descobrimento de coisas novas para ele e seus semelhantes. 

Escrita há cerca de 2500 anos, pelo filosofo Platao, o mito da caverna constitui um modelo de perseverança, superacao e crescimento.
Quando saímos de nossas "cavernas" para o mundo exterior, buscando qualidade de vida, estamos percorrendo o mesmo caminho do prisioneiro libertado: o caminho da liberdade, da superação dos medos pelo desconhecido e da evolução. Da mesma forma, quando retornamos à caverna, para motivar nossos colegas, devemos estar preparados para enfrentar as barreiras às mudanças e os comportamentos conservadores que preferem as sombras conhecidas à nova realidade fora da caverna.
É o momento de refletirmos sobre nossos caminhos, progressos e também sobre nossa missão como agentes de mudanças e de encorajadores para o novo.


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segunda-feira, setembro 19, 2011

Resiliência – O comportamento dos Vencedores


Resiliênciaresiliencia-1
(inglês resilience)
s. f.
1. [Física] Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2. [Figurado] Capacidade de superar, de se recuperar de adversidades.
A psicologia tomou esse termo emprestado da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, eventos traumáticos, dentre outros - sem entrar em surto psicológico.
É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas sem prejuízos para o desenvolvimento, que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades e de ser fortalecido por elas.
O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças e lesões, por exemplo). Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não possui resiliência, estão não apenas o estresse, mas doenças graves como a gastrite até a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites, doenças intestinais, hipertensão arterial, dentre outros males.
Na Neuropsiquiatria, estudos têm demonstrado que nosso cérebro tem a capacidade de
se moldar diante dos acontecimentos vivenciados em nosso dia-a-dia, sendo que o ambiente em que estamos inseridos tem papel transformador. Nesse sentido, nossa capacidade de renovação é completa: nossos pensamentos, atitudes e formas de assimilação para determinados acontecimentos. Certas pessoas tornam-se resignadas e acabam aceitando, passivamente, os dissabores da vida. Essa resignação compromete a ação de lutar contra o que ocorre, e a renúncia gera a acomodação frente a cada situação diferente e nova. Costuma-se dizer que tais pessoas sofrem da "Síndrome da Gabriela": "eu nasci assim, eu cresci assim, sempre fui assim". Outras são, totalmente, reativas. O ambiente é que comanda sua satisfação pela vida. Suas reações são reclamar e praguejar, sendo que nem ao menos tomam alguma atitude efetiva para a mudança. A revolta é uma das principais características de comportamento. Mas, há aquelas que além de confrontarem as situações, enfrentam as tensões com desenvoltura, fazendo de cada experiência um aprendizado positivo. Ao invés de focarem no problema, focam na solução. Ou seja, desenvolveram ao longo da vida, um comportamento resiliente.
A Resiliência não é um traço de caráter hereditário que possuímos ou deixamos de possuir. Trata-se de uma conquista pessoal. Não é à toa que a superação e o crescimento humano são potencializados em momentos de dificuldade!
Uma pessoa resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e usa sua energia para lutar. O fatalismo e o sentimento de vítima do destino passam longe dessas pessoas. Pensamentos negativos como tudo é difícil, não consigo mudar de rumo ou ninguém faz nada por mim, não fazem parte de suas vidas. Ao contrário, vão à luta para reverter situações indesejáveis.
Toda tentativa de mudança pode produzir insegurança, medo e desejo de manter a rotina já conhecida. Não adianta a pessoa reclamar do destino, ao invés de tentar mudar e começar algo novo. Se nada for feito, a tendência é agravar os problemas a cada dia que passa, podendo surgir sintomas de angústia, depressão, úlcera, labirintite e outros distúrbios psicossomáticos.
É possível ter a ilusão de acostumar-se com os problemas, quando na verdade eles não param de crescer. Muitas vezes as pessoas insistem em comportamentos negativos e depois reclamam. Reclamar é inútil, pois a única saída é analisar a situação e buscar uma solução. Repetir os mesmos erros e esperar que os resultados melhorem é acumular frustrações. Isso só pode nos deixar infelizes.
É importante reagir, começar agora a mudar a situação indesejada: estudar, trabalhar, cuidar da saúde, estabelecer relações prazeirosas, adquirir novos hábitos de vida, organizar-se. Manter vínculos com pessoas que possam dar apoio e estímulo para novas conquistas pode ajudar na superação dos problemas, mas não se deve esperar que façam o papel de salvadores do fundo do poço. Cada pessoa deverá encontrar a melhor solução para si mesma.
Nos dias de hoje, mesmo com o estresse, manter a qualidade de vida e o equilíbrio emocional sao essenciais. Mas como fazer isso? A resposta é simples: treinando a capacidade de cada indivíduo de desenvolver a resiliência.
O pesquisador George Souza Barbosa entende a resiliência como um “amálgama de 7 fatores”: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).
Administração das Emoções é a habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que lêem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a auto regulação. Quando esta habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos, e, com freqüência desgastam no âmbito emocional aqueles que convivem em família ou no trabalho.
Controle de Impulsos se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema muscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente para a experiência de uma emoção. As pessoas podem exercem um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, sendo que esses sistemas estão vinculados à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de Impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.
Otimismo se definiria pela crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.
Análise do Ambiente se trata da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presente no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro, ao invés de se posicionar em situação de risco.
Empatia significa a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos). É a capacidade de decodificar a comunicação não verbal e organizar atitudes a partir desta leitura.
Auto Eficácia se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. É a crença de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.
Alcançar Pessoas é a habilidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas, sem receios e medo do fracasso. É a capacidade de se conectar a outras pessoas com a finalidade de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.
Barbosa defende que tais fatores quando agrupados propiciam a superação da adversidade relacionada ao sentido da vida, no próprio resiliente e no seu próximo e é essa aglutinação que possibilita o produto da maturidade emocional.
Dicas para aumentar a capacidade de resiliência:
Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.
Praticar esportes para aumentar o ânimo e a disposição.
Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se".
Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança.
Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.
Assumir riscos (ter coragem).
Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos.
Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas).
Separar bem quem você é e o que faz.
Usar a criatividade para quebrar a rotina.
Examinar e refletir sobre a sua relação com o dinheiro.
Um exemplo de Resiliência:
Em setembro de 1998, o bicampeão em iatismo, Lars Schmidt Grael, teve sua perna direita amputada, devido a um acidente que interrompeu sua vitoriosa carreira esportista. Ao ser entrevistado e questionado sobre qual teria sido a lição aprendida desse episódio, Lars Grael concluiu: "O erro das pessoas, em geral, é se voltar para trás. Comparar o presente com o que tinham antes. Se eu fosse comparar minha vida anterior com a vida que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta ficar olhando para trás. Temos que lidar com o "aqui e agora". Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro".
Referencia: BARBOSA, George. S. Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série: Validação e aplicação do questionário do índice de Resiliência: Adultos Reivich-Shatté/Barbosa. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). São Paulo: Pontifica Universidade Católica, 2006.

  • Conteúdo atualizado em Nov/ 2016.

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