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quarta-feira, abril 19, 2017

JOGO DA BALEIA ROSA! VOCÊ JÁ CONHECE?

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Em reação à Baleia Azul, jogo na internet que incentiva o suicídio, uma dupla de publicitários paulistanos resolveu criar uma versão positiva do game: o Baleia Rosa. No Baleia Rosa, o objetivo é Fazer o Bem e principalmente combater o Baleia Azul. No site, a mensagem é fazer posts otimistas com 50 tarefas que façam o bem ao outro e ao próprio jogador.
Para auxiliar em casos mais sérios, os administradores entraram em contato com uma psicóloga para ajudar aos jovens. Eles também enviam o número do Centro de Valorização da Vida (CVV) para quem está buscando ajuda.
“Eu fiquei muito impressionada quando soube dos desafios da baleia azul. Eu e um amigo decidimos então criar essas atividades que fossem positivas, que ajudassem na autoestima das pessoas. A gente queria incentivar as pessoas a fazerem o bem umas para as outras”, disse a idealizadora dos desafios da Baleia Rosa, uma publicitária de 30 anos que prefere se manter anônima. “Estamos alertando as crianças para não entrarem nesses tipos de grupo, é muito perigoso. Também estamos procurando um caminho profissional porque estamos falando com pessoas que estão passando por situações muito difíceis e queremos arrumar uma forma de ajudar. O nosso pensamento é continuar recebendo mensagens e ajudando como der”.
Desafios da Baleia Rosa
O jogo terá 50 desafios da baleia rosa, um por dia, e até a data deste post, o último desafio era o de número 23. Confira abaixo os desafios da baleia rosa que já foram lançados:
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  1. Com uma canetinha, escreva na pele de alguém o quanto você o ama;
  2. Desenhe com uma canetinha uma baleia rosa com uma frase ou palavra motivadora e poste em suas redes sociais;
  3. Se você está pronto para a próxima fase, escreva sim nos comentários. Se não, vá até o espelho mais próximo e elogie-se por 5 minutos;
  4. Converse com alguém que você não fala á muito tempo;
  5. Escreva na sua timeline ou poste uma foto com a frase “Eu sou linda(o)” #BaleiaRosa;
  6. Pense na situação que te deixou mais feliz na sua vida. Pensou? Agora aproveite essa lembrança;
  7. Desenhe com canetinha o seu sonho, o que parecer mais impossível. Agora faça de tudo para realizá-lo;
  8. Desenhar uma Baleia Rosa numa batalha de travesseiros e poste na sua timeline;
  9. Poste uma foto usando a roupa que te faz sentir bem;
  10. Crie uma playlist que te deixa animado e troque com seus amigos;
  11. Use as mãos para fazer carinho em alguém;
  12. Faça algo generoso, faça alguém sorrir;
  13. Escreva a maior quantidade de “Baleia Rosa” em 22 segundos, não vale trapacear;
  14. Escreva a maior quantidade de “Baleia Rosa” ao contrário, em 22 segundos;
  15. Faça um novo amigo;
  16. Agora é hora de você nos ajudar. Repasse esse jogo para mais 3 pessoas;
  17. Missão secreta. Se você chegou até aqui, nos envie um inbox no Facebook e seu mentor irá lhe enviar a sua missão;
  18. Poste e fale em vários momentos do dia “Baleia Rosa” mas não explique o porquê até as 16h20 de amanhã;
  19. Aproveite esse momento e ligue para seus avós. Eles vão adorar a surpresa;
  20. Passe um dia sem usar palavras negativas;
  21. Peça desculpas ou perdoe alguém. Desbloquear aquele amigo das redes sociais também vale;
  22. Escreva uma carta para você do futuro e guarde, só abra daqui 10 anos;
  23. Olhe no espelho e agradeça por tudo que você tem na vida;
(Pagina no Facebook: @eusoubaleiarosa)
E o que você achou dos desafios da Baleia Rosa? Não se esqueça de deixar seu comentário.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Suicídio: Vamos falar à respeito?


O Suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, seja por causar medo, espanto ou pelo fato das pessoas não saberem como lidar com a triste realidade.
As causas mais comuns do Suicídio estão associadas a transtornos mentais (psicológicos e/ ou psiquiátricos) que podem incluir depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.
Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma media de 800 mil pessoas cometem Suicídio no mundo a cada ano (número maior que todos os mortos em guerras, vítimas de homicídios e desastres naturais). Novos estudos indicam que o ritmo dos Suicídios está se acelerando. A Universidade de Oxford estudou os efeitos da crise econômica global, que começou em 2008, sobre as taxas de Suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa. Em todos os casos, elas apresentaram crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente. Os Suicídios no mundo já vinham aumentando (o número global de casos cresceu 60% desde a década de 1970), mas agora assumiram um ritmo mais intenso. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
Ainda segundo a OMS, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.
Indicadores que a pessoa precisa de ajuda especializada, tem ideação (=ideias) Suicida e pode vir a cometer o Suicídio:
  • Desesperança de vida/ de futuro;
  • Isolamento social;
  • Deixar de cumprir com as obrigações diárias sem se importar com consequências;
  • Falar sobre a morte como a única saída para os problemas;
  • Dizer frases do tipo: “Não consigo lidar com tudo isso – a vida é muito difícil. Não se preocupe, não estarei aqui pra ver o desenrolar disso. Não vou te atrapalhar por muito tempo. Você ficara melhor sem mim. Sinto como se não houvesse saída. Gostaria de estar morto. Não queria ter nascido.”
Portanto, esteja atento às mudanças bruscas nos comportamentos; se você perceber que as ideias de suicídio são frequentes, investigue se existe um planejamento para o ato suicida. Não encare a situação como: “ele (a) faz isso somente para chamar atenção/ Não teria coragem”. Procure ajuda especializada o mais rápido.
A prevenção ainda é a melhor saída.
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) na prevenção ao Suicídio:
O processo terapêutico da TCC com o paciente com pensamentos suicidas tem similaridades com o processo terapêutico da TCC para pacientes com depressão, com transtornos de ansiedade, com transtornos de dependência de substância, dentre outros (Wenzel et al., 2010). A TCC com o paciente suicida se debruça sobre os problemas de vida do indivíduo, mais aguçadamente se estes estiverem concatenados com crises suicidas. Sendo assim, torna-se importante atentar para a prevenção do Suicídio, seja na busca de estratégias que modifiquem a ideação ou intenção suicida, seja na busca de estratégias que provoquem esperança para o futuro (Wenzel et al., 2010).
Sabe-se da eficácia comprovada do tratamento da TCC para pacientes com quadros depressivo e ansioso, os quais podem aumentar o risco de Suicídio. Um terapeuta com características ativas e assertivas, que acredite no tratamento e tenha um plano de ação é ponto importante para gerar mudança nas cognições, nas emoções e nos comportamentos do paciente. Uma aliança terapêutica estabelecida pode contribuir para a redução da desesperança e dos pensamentos suicidas (Sudak, 2012).
Estudo realizado por Brown e colaboradores (2005) com um grupo de pacientes com graus significativos de desesperança aponta que intervenções realizadas por meio de 10 sessões de TCC tornaram 50% dos participantes menos propensos à tentativa de suicídio no período do acompanhamento do que o grupo que não recebeu tal tratamento. Além disso, foi constatada diminuição significativa dos níveis de desesperança do grupo que foi acompanhado a partir da TCC, bem como outros sintomas depressivos se tornaram menos graves.
Fonte/ Referências Bibliográficas:
Brown, G. K., Have, T. T., Henriques, G. R., Xie, S. X., Hollander, J. E., & Beck, A. T. (2005). Cognitive therapy for the prevention of suicide attempts: A randomized controlled trial. Journal of American Medical Association, 294(5),563-570. DOI: http://dx.doi.org/10.1001/jama.294.5.563
Global Burden of Disease, Organização Mundial da Saúde.
Sudak, D. M. (2012). Combinando terapia cognitivo-comportamental e medicamentos: Uma abordagem baseada em evidências. Porto Alegre: Artmed.

Wenzel, A., Brown, G. K., & Beck, A. T. (2010). Terapia cognitivo-comportamental para pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed.

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com