quinta-feira, janeiro 11, 2018

Terapia Cognitivo-Comportamental altera rede cerebral – (Novo Estudo)


Um novo estudo mostrou pela primeira vez que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) fortalece conexões específicas no cérebro de pessoas com psicose e que essas conexões mais fortes estão associadas a longo prazo à redução nos sintomas e recuperação oito anos mais tarde.

A TCC – um tipo específico de psicoterapia – envolve mudar a forma como as pessoas pensam e respondem aos seus pensamentos e experiências. Para os indivíduos que sofrem de sintomas psicóticos, comuns na esquizofrenia e em uma série de outros transtornos psiquiátricos, a terapia envolve aprender a pensar de forma diferente sobre experiências incomuns, como crenças angustiantes de perseguição. A Terapia Cognitivo-Comportamental também envolve o desenvolvimento de estratégias para reduzir o sofrimento e melhorar o bem-estar.
Os resultados, publicados na revista Translational Psychiatry , acompanham o trabalho anterior dos mesmos pesquisadores que mostrou que pessoas com psicose que receberam TCC exibiram reforçadas ligações entre regiões importantes do cérebro envolvidas no processamento de ameaça social, com precisão.
Os novos resultados mostram pela primeira vez que estas mudanças continuam a ter um impacto anos mais tarde na recuperação das pessoas a longo prazo.
Os resultados mostram que o aumento da conectividade entre várias regiões cerebrais – principalmente a amígdala (o centro de ameaça do cérebro) e os lobos frontais (que estão envolvidos no pensamento e no raciocínio) – estão associados à recuperação a longo prazo da psicose. Esta é a primeira vez que as mudanças no cérebro associadas à TCC têm se mostrado associadas à recuperação de longo prazo em pessoas com psicose.
O principal autor do estudo, o Dr. Liam Mason, do King’s College de Londres, que é psicólogo clínico no Hospital Maudsley onde a pesquisa ocorreu, disse:
“Esta pesquisa desafia a noção de que a existência de diferenças físicas cerebrais fazem dos fatores ou tratamentos psicológicos menos importantes. Infelizmente, pesquisas anteriores mostraram que esse “preconceito cerebral” pode tornar os clínicos mais propensos a recomendar medicamentos, mas não terapias psicológicas. Isso é especialmente importante na psicose, onde apenas uma em cada dez pessoas que poderiam se beneficiar de terapias psicológicas recebem as ofertas.
Os pesquisadores agora esperam confirmar os resultados em uma amostra maior e identificar as mudanças no cérebro que diferenciam as pessoas que experimentam melhorias com a Terapia Cognitivo-Comportamental daquelas que não. Em última análise, os resultados podem levar a melhores e mais adaptados tratamentos para a psicose, permitindo aos investigadores compreender o que determina se as terapias psicológicas são eficazes.


Via Psypost.

terça-feira, dezembro 12, 2017

SÍNDROME DO NINHO VAZIO: PERGUNTAS E RESPOSTAS

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O que é a síndrome do ninho vazio e quem é acometido pelo problema?
– A Síndrome do Ninho Vazio ou SNV ocorre quando os filhos adultos saem de casa: seja para morar fora, se casarem, viajarem, etc e os pais sentem o vazio em casa. Tanto o pai quanto a mãe podem ser acometidos pela síndrome do ninho vazio, embora a incidência maior ocorra em mulheres que dedicaram suas vidas exclusivamente ao cuidado dos filhos e não exerceram outros papéis além o de serem mães.
Quais são as principais características para diagnosticar a síndrome?
– Percebemos fortes indícios da presença da Síndrome do Ninho Vazio quando há tristeza associada a fortes sentimentos de vazio ao se deparar com a ausência dos filhos adultos em casa, e os pais não conseguem reestabelecer a rotina diária, não tem mais objetivos na vida, sentem ansiedade, irritabilidade, sensação de inutilidade, insatisfação com a própria vida e também pode vir a adoecer fisicamente.
Esse problema costuma ser de curta duração ou existem pessoas que precisam de tratamento prolongado para se livrar desse tipo de problema?
– Algumas pessoas poderão se recuperar mais rápido que outras. Um dos fatores seria o motivo da saída dos filhos da casa: casamento, fazer faculdade, novo emprego; que poderão ser vistos como situações positivas, neste caso a fase poderá ser superada com maior tranquilidade; já no caso de brigas/ desavenças ou morte, o sofrimento poderá se estender mais ou até mesmo não ser minimizado. Outro fator que devemos considerar é que algumas pessoas poderão sofrer mais devido a características da personalidade, a maior fragilidade emocional, ao período em que estão passando (climatério, no caso de mulheres, por exemplo) e precisariam de um tempo maior para se restabelecerem.
Qual o papel do companheiro (a) nessa recuperação e valorização da autoestima e da nova rotina?
– O cônjuge tem papel fundamental nessa fase delicada: precisa haver a paciência, apoio, compreensão, afeto e companheirismo de um para com o outro. É o momento em que o casal deve se unir mais, reconstruir a parceria e cumplicidade, estabelecer mais diálogo, fazer novos planos, retomarem a vida a dois, se redescobrirem, valorizar e elogiar o companheiro (a) que muitas vezes esta se sentindo inútil e desamparado.
A situação é bem mais complicada quando a pessoa mora sozinha com os filhos?
– Neste caso o sentimento de solidão pode sim aumentar, principalmente se a pessoa se anulou e estabeleceu relação de dependência com seu filho, pois pode não ter em quem se apoiar (ou não ter forças para buscar apoio).
Como os filhos podem ajudar os pais nessa etapa de aceitação de uma realidade diferente da que eles viviam?
– É importante que os filhos compreendam esse momento delicado pelo qual os pais estão passando e mantenham uma proximidade através dos meios de comunicação (telefonemas, mensagens, redes sociais), façam visitas periódicas, combinem almoços ou jantares, procure dialogar sobre essa mudança. Os filhos também podem incentivar os pais a buscarem um objetivo de vida pessoal. É importante que estes se sinta acolhidos e entendam que não foram abandonados.
A síndrome do ninho vazio pode se transformar em depressão e gerar afastamento social?
– Sim. Quando o silêncio de uma casa que antes era cheia e agora é tão quieta, quando a solidão invade e causa dor, melancolia, desânimo. Também se a mãe estiver no período do climatério (menopausa), a mulher pode associar como sinal de envelhecimento. Todas essas sensações podem levar à depressão e como consequência ao isolamento social.
É possível refazer a vida depois de passar pela síndrome do ninho vazio? A auto estima está intimamente ligada a esse processo?
– Sim. Tenha em mente de que essa é uma fase de sua vida como foram tantas outras e sua duração se estende até a inclusão de uma nova ordem familiar. Quanto melhor você estiver consigo próprio(a) e com a auto estima elevada ficará mais fácil esse processo, pois você conseguirá enxergar as coisas sob um novo ângulo e estará mais disposto(a) a refazer sua vida.
Dicas para que os pais possam lidar com essa nova fase:
– Evite se fechar em seu mundo. Procure conversar com outras pessoas que também passaram ou estão passando pela mesma situação;
– Faça novas amizades;
– Descubra coisas que lhe dão prazer;
– Faça coisas por você;
– Tenha hobbies;
– Aproveite o tempo livre;
– Trace metas e objetivos para sua vida;
– Avalie as suas conquistas;
– Pratique alguma atividade física;
– Adote um animal de estimação;
– Se necessário procure ajuda especializada.

quinta-feira, novembro 09, 2017

TOC não é brincadeira – entenda como funciona o transtorno

Pensamentos que não saem da mente acompanhados de rituais complexos e rígidos comprometem a qualidade de vida de quem tem transtorno obsessivo compulsivo

Jenifer checa a escova de dentes diversas vezes no banheiro para ter certeza de que não engoliu o objeto. Caio passou três horas em idas e voltas pela mesma ponte da Marginal Tietê, em São Paulo, sem conseguir chegar ao seu destino. Gleyce teve um ataque de choro ao ver uma panela suja na pia de sua casa. Esses são exemplos reais de pessoas com transtorno obsessivo compulsivo (TOC), uma condição psiquiátrica que atinge ao redor de 8 milhões de brasileiros.
Os três fazem parte de um grupo de discussão sobre o tema no Facebook, que conta com mais de 12 mil participantes. Eles aceitaram, junto com outras 37 pessoas, falar sobre o impacto da doença em suas vidas para esta reportagem – você confere os depoimentos ao longo dela.
“O TOC me desconcentra, bagunça minhas relações e faz com que eu fique viciada em tópicos específicos. Me sinto um disco quebrado, com um fantasma que não me deixa viver o presente.”
Claudia, 28 anos
O ponto que une todos os relatos é a frustração com o preconceito que existe sobre o TOC. Muitos ainda se incomodam com o senso comum, que encara o assunto como piada ou uma coisa fácil de ser superada. Não é, não.
Trata-se de um quadro de difícil manejo, marcado por pensamentos inconvenientes que invadem a cabeça sem aviso prévio. Eles são seguidos por um rito ou um comportamento repetido, que serve de escape para acalmar a mente. “É o caso do sujeito com um pavor irracional de bactérias que deixa de tocar em maçanetas e lava as mãos compulsivamente para não se contaminar”, exemplifica o médico Antônio Geraldo da Silva, da Associação Brasileira de Psiquiatria.
Apesar de afetar tanta gente, pouco se sabe sobre as origens do problema. “Acreditamos que ele seja o resultado da interação de uma falha genética com fatores ambientais”, conta o psiquiatra Leonardo Fontenelle, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Situações como traumas no parto, abuso nos primeiros anos de vida e até infecções estão associadas à gênese do transtorno.
A infância e a adolescência, aliás, são os períodos-chave para o aparecimento dos sintomas iniciais em mais da metade das vezes. Outras fases e momentos, como o nascimento de um filho, também contribuem: pais e mães predispostos podem desenvolver uma preocupação doentia com o bebê que acabou de vir ao mundo.

O TOC no Brasil

Uma boa notícia é que o Brasil está na vanguarda científica e obteve avanços memoráveis no que se sabe sobre o transtorno. Em 2003, experts de diversas universidades se reuniram para formar um time voltado exclusivamente a pesquisar o TOC. Eles entrevistaram 1 001 portadores espalhados pelos quatro cantos do país.
A partir das informações, montaram o maior banco de dados sobre o tema do mundo. “Esse esforço coletivo já gerou mais de 50 artigos científicos e permite fazer conclusões certeiras que vão beneficiar diretamente essa comunidade”, comemora o médico Euripedes Constantino Miguel, professor titular de psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e fundador do consórcio.
Um dos principais achados foi a relação do TOC com uma série de distúrbios psiquiátricos: 68% dos respondentes sofriam ao mesmo tempo com depressão, 63% conviviam com quadros de ansiedade generalizada e 35% foram diagnosticados com fobia social. Ou seja: por aqui, ter mais de uma encrenca mental é regra, e não exceção, o que modifica o tratamento receitado.
“Os levantamentos ainda mostraram que um terço dos pacientes já teve desejos de se suicidar e 10% haviam efetivamente tentado se matar, o que reflete a gravidade desses pensamentos e comportamentos”, acrescenta o psiquiatra Ygor Arzeno Ferrão, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre.

É TOC ou não?

Mas como diferenciar uma pessoa com TOC daquela que apenas gosta das coisas devidamente organizadas? “Se os rituais começam a tomar tempo, interferem na qualidade de vida, atrapalham a capacidade de estudar e trabalhar ou geram angústia e solidão, é preciso buscar ajuda”, responde a psiquiatra Albina Rodrigues Torres, da Faculdade de Medicina de Botucatu da Universidade Estadual Paulista. A preocupação se inicia quando eles ocupam mais de uma hora por dia e fazem o indivíduo se atrasar ou até desistir de seus compromissos.
E é aí que deparamos com outro dilema: a demora entre o início do transtorno e o seu diagnóstico. “A média é de dez a 14 anos para procurar o médico, o que faz do TOC a doença do segredo”, lamenta a psiquiatra Roseli Gedanke Shavitt, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Os gargalos são a falta de conhecimento dos próprios profissionais de saúde sobre a enfermidade e, mais uma vez, o estigma de ser tachado de “louco” numa sociedade que não encara as condições psiquiátricas com muito respeito. “O paciente compreende que suas atitudes são absurdas e os ritos desnecessários, mas não consegue deixar de segui-los”, esmiúça Roseli.
“Tenho considerado a ideia de largar o emprego e a vida social. Assim, me dedicarei completamente às minhas manias.”
Joana, 26 anos

O tratamento

A partir do diagnóstico, feito no consultório por meio de uma conversa e uma avaliação, o médico começa a traçar a rota de recuperação. “A primeira coisa a se fazer é a psicoeducação para explicar direitinho o que é o TOC, suas características e seus riscos”, diz a psiquiatra Maria Conceição do Rosário, da Universidade Federal de São Paulo.
Na sequência, vêm a terapia cognitivo-comportamental e os remédios da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina, normalmente prescritos no combate à depressão. A união dessas duas estratégias em um tratamento de longa duração é a que costuma trazer os melhores resultados – cerca de 60% mantêm um bom controle com o esquema.
Para ter sucesso, é necessário abrir o olho para as doenças que seguem de mãos dadas ao transtorno, como a fobia social e a bipolaridade. “Algumas delas pioram se forem utilizados determinados medicamentos, o que demanda adaptações nas doses e na escolha do fármaco”, avisa o psiquiatra Pedro Antônio do Prado Lima, do Instituto do Cérebro da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul.
Não dá pra se esquecer da família nesse processo. Muitas vezes, os parentes participam dos rituais, pois sabem que desobedecer as regras do indivíduo desemboca em atritos. O correto seria não ceder a exigências e manias. “Ele até pode ficar ansioso ou agressivo, mas isso vai durar pouco. Se compactuar com as compulsões, todos se tornam reféns do TOC para sempre”, recomenda Ferrão. O esforço de negar as vontades e agir com firmeza deve ser orientado pelo profissional de saúde. Ao longo das terapias, o paciente é incentivado a questionar seus pensamentos e modificar os comportamentos.
A ciência não está satisfeita e se debruça sobre uma lista grande de novas possibilidades terapêuticas. O mindfulness, técnica de atenção plena que se inspira em alguns conceitos da meditação, mostrou ótimo desempenho em pesquisas e surge como um potencial complemento aos comprimidos.
“Existem perspectivas sobre a neuromodulação, que estimula ou inibe regiões do cérebro com eletricidade ou ondas magnéticas”, vislumbra a psiquiatra Juliana Belo Diniz, do Hospital das Clínicas paulistano. Alguns apostam até na implantação de marca-passos e eletrodos na massa cinzenta para os casos que não reagem às alternativas disponíveis.
Porém, de nada vai adiantar essa batelada de tecnologias se as pessoas prejudicadas não puderem falar abertamente sobre o assunto e procurarem ajuda especializada. Leda Sampaio, de 37 anos, não conseguia mais ficar sozinha com seus filhos após sofrer um trauma nove anos atrás. Depois de cinco anos de altos e baixos, buscou apoio e, hoje, se sente bem melhor. “Há uma vida toda nos esperando depois do TOC”, declara. Sábio conselho de quem viu, viveu e está vencendo suas próprias obsessões.
“Infelizmente, o TOC é visto como bobagem ou frescura. Até dentro de casa temos que ouvir piadinhas…”
Giselle, 41 anos

Manifestações diferentes do TOC

  1. Tudo precisa ficar estritamente organizado, alinhado, ordenado… Algo que fuja do padrão gera calafrios e irritação. Eis um dos principais subtipos do transtorno.
  2. Há aqueles que criam um medo gigante de contaminação. Isso os impede de tocar em portas e corrimões. Existe uma dificuldade de visitar lugares como hospitais e cemitérios.
  3. Um terceiro grupo não sai de casa sem olhar várias vezes a fechadura, o gás ou as torneiras. Eles cumprem uma maratona de ritos e cultos que demoram desde minutos até algumas horas.

E os acumuladores?

Por décadas, quem não jogava nada no lixo era classificado de obsessivo compulsivo. Mas o critério mudou, e hoje essa enfermidade é reconhecida como um problema independente. No TOC, esse sintoma até aparece, mas é um fator secundário a outros comportamentos.

Fonte: *Revista Saúde (Ed. Abril)  

sábado, novembro 04, 2017

COMO LIDAR COM A ANSIEDADE EM CRIANÇAS?

MEDO DE FICAR SOZINHO, DE FALAR E DE IR À ESCOLA: OS SINTOMAS DE ANSIEDADE EM CRIANÇAS PODEM ATÉ PARECER NORMAIS – MAS NÃO PODEM SER IGNORADOS

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A cena é um clássico do começo de ano nas escolas de todo o mundo. Enquanto algumas felizardas recebem apenas um aceno de longe, outras mães, tentando deixar as crianças, enfrentam choro e ranger de dentes de desespero. Quem não conhece uma criança que parece birrenta? Ou que segue dormindo na cama dos pais depois de grande? Nossas lembranças de uma infância plenamente feliz são filtros. Crescer e adaptar-se ao mundo é essencialmente angustiante, o que causa ansiedade. Mas, quando a criança não relaxa nunca, não quer sair de casa, não consegue ficar sozinha, sua ansiedade pode ter se tornado doença.
A ansiedade é uma das patologias psiquiátricas mais comuns nas crianças, atrás apenas dos Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de conduta. Cerca de 10% dos pequenos sofre de algum transtorno ansioso, e cinco em cada dez passarão por algum episódio depressivo por causa dela. É necessário estar atento, também, à ansiedade que não chega a ser um transtorno, mas que traz sofrimentos e prejuízos cotidianos, como diminuição da autoestima.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) tem um novo olhar sobre os quadros psiquiátricos em geral, em particular os de ansiedade. Antes, separavam-se os de início específico na infância; hoje, estão todos catalogados sem divisão de faixa etária. Isso significa que os transtornos presentes em crianças e adolescentes não são mais vistos como menos graves.
Os mais frequentes na primeira fase da vida são o transtorno de ansiedade de separação, o transtorno de ansiedade generalizada e as fobias específicas (medo de animais, de avião, de elevador…), seguidos pela fobia social e o transtorno de pânico. Apesar da existência de um quadro clínico para cada um, a maioria das crianças apresentará mais de um transtorno ansioso – a chamada comorbidade.

QUANDO ANSIEDADE É DOENÇA?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), que tem eficácia comprovada no tratamento de distúrbios ansiosos, vê que os indivíduos com ansiedade percebem o mundo como um lugar perigoso, que exige constante vigilância. Além disso, são sensíveis demais a estímulos que sugerem reprovação, e sofrem de autocrítica exagerada.
Coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, Fernando Ramos Asbahr compara a percepção do ansioso a um sensor desregulado de incêndio, que alaga um prédio inteiro por conta de um riscar de fósforo. “A ansiedade pode até atrapalhar o desenvolvimento, mas o problema é quando altera o dia a dia. A criança não consegue ir para a escola, não entra numa loja, tem problemas de convivência”, afirma.

PAIS NERVOSOS, FILHOS ANSIOSOS

Tanto por características do ambiente em que são criados quanto pela herança biológica, a ansiedade dos pais tem influência crucial na saúde dos filhos. “O maior fator de risco de uma criança ou adolescente é ter um pai ou mãe ansioso”, diz Asbahr. Há casos em que os pais sentem-se fragilizados frente à prole, e acabam não segurando a barra de ser um ponto de referência e segurança. É também por isso que o envolvimento dos pais na terapia é fundamental para o sucesso do tratamento.
No transtorno de ansiedade da separação, os adultos têm um papel determinante. Com aparecimento precoce, ele é caracterizado pela dificuldade da criança em ficar sozinha e se adaptar na escola, incompatível com o seu nível de desenvolvimento. Os sintomas, que acometem principalmente crianças na faixa dos 6 a 8 anos, caracterizam-se por preocupações excessivas quanto aos perigos que envolvem os pais ou a si próprio, relutância em estar desacompanhado deles e a dificuldade em adormecer ou dormir fora.
“O pai ou mãe ansioso, que acha que o filho vai sofrer na escola, deixa o filho ansioso”, diz Asbahr. Por outro lado, ele afirma que, em certos casos, a ansiedade auxilia no diagnóstico. “Pais que sofreram na infância pensam ‘eu sei o que ele está sentindo, eu tinha isso’. Se a pessoa teve prejuízo pela ansiedade, vai sentir empatia, e isso é bom.”
Usar técnicas de relaxamento e respiração com os pequenos, expor devagar os filhos a circunstâncias diferentes e, principalmente, não se zangar, mas trabalhar em conjunto com as crianças para superar as dificuldades são dicas importantes para os pais.

TRATAMENTO

A TCC costuma ser a primeira escolha para os psiquiatras infantis. “O uso da medicação está associado à intensidade: se não é um quadro tão grave, trata-se de uma segunda opção. Mas se a pessoa não responde, se não há uma participação total do paciente e da família – principalmente no caso de crianças menores -, não funciona.”
Quando esse tratamento não tem sucesso, a combinação de medicação e terapia costuma ser eficaz. São indicados antidepressivos inibidores da captação da serotonina, começando por um período de seis meses, um ano.
O tratamento não medicamentoso é de exposição: “se a criança tem medo de cachorro, vai se aproximando. O que está por trás da ideia é a pessoa ir se habituando, mudando o significado, tirando a importância do medo.”

FALTA MUITO?

A vida agitada, a agenda lotada e a tecnologia sempre disponível tornaram a paciência uma qualidade que não se desenvolve sozinha. A formação atual das famílias faz com que os filhos, sem irmãos, não tenham que esperar a sua vez para nada.
Crianças não precisam nem ao menos aguardar seu desenho favorito passar na televisão: podem assisti-lo a qualquer hora, em qualquer plataforma e lugar. É comum observarmos os pequenos absortos em tablets e celulares em restaurantes, para que todos jantem em tranquilidade.
As soluções ao alcance de um clique causam ansiedade, e não apenas nas crianças. Isso piora quando os pais, para compensar a menor disponibilidade de tempo, satisfazem todas as vontades da criança. Crer que o mundo é um lugar adaptado aos seus desejos cedo ou tarde traz sofrimento, e constatar que o planeta não gira ao redor deles nem sempre é fácil.
Ensinar paciência exige envolvê-los nas situações: explicar a necessidade da espera e ensinar brincadeiras que não incluam tecnologia para que se distraiam. É preciso falar sobre o que está acontecendo quando estão no supermercado, por exemplo, em vez de excluí-los dessas atividades.
Ao compreenderem que existe um processo para que as coisas fiquem prontas ou aconteçam, crianças tornam-se mais felizes. A paciência melhora o aprendizado e diminui a ansiedade, já que elas aprendem a ouvir, pensar antes de falar e argumentar.

Fonte:  Saúde Abril 

quinta-feira, outubro 05, 2017

FOBIAS: CONHEÇA 5 CARACTERÍSTICAS E COMO COMBATÊ-LAS

FOBIA É DOENÇA, SIM! UMA EM CADA CINCO PESSOAS SOFRE COM ESSE PROBLEMA GRAVE E INCAPACITANTE

Afrodite, deusa do amor, e Ares, deus da guerra, formaram um dos casais mais admirados da mitologia grega. Um dos principais frutos desse relacionamento foi o jovem Fobos. Diz a lenda que ele acompanhava o pai no campo de batalha para ajudar os guerreiros helênicos contra os seus oponentes.
Sua função era injetar medo no coração dos soldados inimigos, para que na hora da luta eles se acovardassem e fugissem. Um papel tão fundamental nos conflitos motivou uma série de sacrifícios em sua honra — ele era particularmente venerado em Esparta, cidade-estado famosa por seu poderio militar.
Milênios após essas histórias se popularizarem, Fobos serviu de inspiração para nomear a fobia, um dos males psiquiátricos contemporâneos mais comuns — junto com outros transtornos de ansiedade, ela só fica atrás de depressão e dependência química no número de casos.
Estima-se que a condição atinja 20% da população mundial, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde americano. “Estamos falando de um temor exagerado e incompreensível a algum objeto ou situação que prejudica a vida da pessoa”, define o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. As manifestações desse quadro não se restringem à cabeça e, durante as crises, levam a taquicardia, tremedeira, suor excessivo, falta de ar, tontura e até desmaios.
Antes de entrarmos a fundo na anatomia das fobias, convém esclarecer que se sentir inquieto diante de alguns cenários é bom e desejável. “Isso nos protege e faz com que evitemos riscos desnecessários”, diferencia Nardi. Se pensarmos na evolução, nossos antepassados das cavernas só sobreviveram porque se assustavam e fugiam diante da possibilidade de serem devorados por um tigre-dentes-de-sabre ou tomarem picadas de uma cobra peçonhenta.
“O medo aciona diversos núcleos de neurônios, entre eles a amígdala, uma das estruturas mais primitivas do cérebro”, explica o neurocientista Ivan Izquierdo, coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O dilema é quando esse pavor ultrapassa os limites.
Evidências apontam que a tal da amígdala é sensível e fica ativada em demasia justamente nos indivíduos fóbicos, mas ainda há muita discussão sobre as origens da doença. Por ora, as pesquisas não encontraram falhas genéticas capazes de patrocinar diretamente seu surgimento.
“Mas se sabe que o desenvolvimento desse problema está relacionado à família e ao convívio entre pais e filhos”, observa a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Exemplo: uma mãe que fica aterrorizada em tempestades com trovões e demonstra isso no dia a dia pode transmitir o incômodo e perpetuá-lo em suas crianças.

QUAL O SEU MEDO?

É difícil confirmar se o contingente de acometidos por fobias hoje é maior que no passado. As estatísticas até calculam que a geração atual apresenta dez vezes mais medo que as anteriores. Esse aumento, porém, é influenciado pela melhoria dos recursos de diagnóstico da condição. Uma coisa, contudo, não dá para negar: o cenário é afetado pelo acirramento dos perigos vividos no planeta, como a violência das grandes metrópoles, a ameaça de terrorismo e o risco de novas epidemias — fatos que são explorados algumas vezes de forma desmedida por imprensa e publicidade, diga-se.
Foi o que aconteceu após o atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001: o receio de subir num avião fez com que muitos americanos preferissem usar o carro para viajar. O resultado dessa mudança de comportamento? Um acréscimo de 1 600 mortes nas estradas dos Estados Unidos ao longo do ano seguinte, de acordo com uma análise do Instituto Max Planck, na Alemanha. “Episódios catastróficos potencializam a fobia em quem já a possui”, diz Nardi. Agora, calma lá: há alternativas comprovadas cientificamente para controlar tanto medo, como se verá ao virar a página.
A demora em buscar ajuda é uma das principais barreiras no enfrentamento das fobias. “Quando concluí minha tese de mestrado sobre o tema em 1998, alguns jornais fizeram reportagens acerca do assunto. E ainda hoje há pessoas que me procuram em razão dessas matérias, que leram 19 anos atrás e só agora as motivaram a procurar tratamento”, relata a psiquiatra Daniela Knijnik, de Porto Alegre.
Muitos sofrem calados por achar que seu problema não é concreto ou digno de cuidados. Uma pena, porque 75% dos tratados colhem benefícios em alguns meses. “Consultar um terapeuta é importante para valorizar as conquistas e manter a motivação a fim de enfrentar os desafios seguintes”, orienta a psicóloga Paola Espósito, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Uma vez feito o diagnóstico, é possível lançar mão de diversas opções no contra-ataque ao pavor. Para alguns, a solução é o uso de remédios, indicados especialmente para as fobias sociais. Entre as classes mais prescritas, estão os inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina, os benzodiazepínicos e os betabloqueadores, drogas antidepressivas e ansiolíticas que modulam as concentrações de neurotransmissores relacionados ao bem-estar e ao estresse no cérebro.
Esses compostos vão diminuir o nervosismo e, assim, permitir, por exemplo, que se fale em público sem entrar em parafuso. Seu uso pode ser contínuo ou circunstancial — e, obviamente, exige a receita e a orientação do médico.
Uma segunda abordagem bastante difundida é a terapia cognitivo-comportamental (TCC). “Seu objetivo está em reorganizar os pensamentos do indivíduo, de modo que ele deixe de encarar o motivo da fobia como uma ameaça”, explica Daniela. Baseada na conversa e na troca de experiências com o terapeuta, a TCC tenta trazer lógica a uma reação instintiva. Ora, se uma barata nunca atacou um ser humano, por que você sai gritando quando vê um inseto passeando pelo banheiro? Ou seja, o ponto de partida é ponderar sobre os temores.

HORA DE SE EXPOR

Travar contato com o agente causador da fobia, aliás, é outra maneira de alcançar um pouco de alívio. O processo é gradual: quem tem medo de avião começa indo ao aeroporto. Depois, vê vídeos de uma cabine do piloto. Em algumas semanas, passa a usar recursos de realidade virtual para simular que está dentro de uma aeronave. Até que consegue embarcar de verdade para uma viagem. É a chamada terapia de exposição. “Conforme o sujeito interage com o objeto ou a situação, a resposta de medo perde força e é inibida no cérebro”, explica Ivan Izquierdo.
Uma pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, testou uma versão diferente dessa modalidade terapêutica. Uma turma de 45 voluntários com receio de aranhas foi dirigida a observar durante alguns instantes imagens do aracnídeo.
Aí, depois de um intervalo de dez minutos, o procedimento se repetiu. Só que dessa vez a espiada se deu por um período mais prolongado. “A primeira visualização desestabiliza a memória do medo por uma curta janela de tempo, na qual agimos de forma ostensiva para que o temor se enfraqueça”, detalha o psicólogo Johannes Björkstrand, responsável pelo experimento. O estudo, a propósito, foi pioneiro ao extinguir os pavores da vida real por meio da técnica dupla.
Nos últimos anos, ocorreram avanços decisivos na compreensão do funcionamento da mente e na criação de exames sofisticados que facilitarão o flagra das fobias no futuro. Tantas novidades só reforçam a importância de visitar um expert o quanto antes. “Para um tratamento dar certo, é preciso em primeiro lugar aceitar a doença, deixar isso claro para as pessoas próximas e decretar que você vai sair de sua zona de conforto”, enumera o médico Márcio Bernik, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Tais atitudes garantem um início certeiro na luta para derrotar esse problema da pesada. Ao batalhar contra os próprios demônios, nem mesmo um deus grego será capaz de injetar medos duradouros em seu coração.

AS FACES DA FOBIA

Social
Receio muito intenso de situações de interação, como participar de festas ou falar em público. Há dificuldade para fazer amizades, engatar namoros ou atuar em cargos de liderança.
Específica
O indivíduo entra em pânico ao se ver diante de um ou de vários fatores. Pode ser aranha, elevador, altura, buracos, cobra, mar… O medo o deixa totalmente paralisado.
Agorafobia
Temor de estar num local e não conseguir escapar se acontecer algo ruim. É o caso de quem surta ao sentar longe da saída de emergência no cinema pensando num possível cenário de incêndio.
*Este conteúdo foi originalmente publicado em Saúde

domingo, setembro 03, 2017

12 LIVROS INDICADOS PARA PSICOTERAPEUTAS E PACIENTES

No post de hoje, selecionei alguns livros com base na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que considero essenciais tanto psicoterapeutas como auxílio na prática clínica quanto para pacientes em suas dificuldades no dia-dia, já que tem uma linguagem fácil e com técnicas eficazes da TCC. Espero que gostem: 
1 – Vencendo a Ansiedade e a Preocupação – com a Terapia Cognitivo Comportamental (Manual do Paciente)
(Aaron T. Beck, David A. Clark)
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Existe livro, escrito por Aaron T. Beck, criador da Psicologia Cognitiva, e David A. Clark é fantástico para aqueles que desejam diminuir a sua ansiedade e as suas preocupações. 
Na versão para paciente, qualquer pessoa pode começar a ler o livro e utilizar os conhecimentos, técnicas e avaliações para melhorar esta parte de suas vidas.

2 – Pense Magro – Por toda a vida. A dieta definitiva de Judith S. Beck
(Judith S. Beck) 
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Agora você vai ser bem-sucedido em sua dieta, emagrecendo com segurança e o que é mais importante, vai continuar magro para sempre. Isto será possível, porque este é o primeiro livro que aplica os benefícios comprovados da terapia cognitiva para dietas de emagrecimento. Atrelado a qualquer dieta adequada, este programa de seis semanas oferece as ferramentas para pensar diferente e fazer mudanças comportamentais necessárias para emagrecer e manter a perda de peso. 




3 – Vencendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo
(Aristides Volpato Cordioli)
51Gdc9IaQAL._SX382_BO1,204,203,200_Preocupar-se excessivamente com limpeza, lavar as mãos a todo momento e revisar diversas vezes portas e janelas antes de deitar são alguns exemplos de ações popularmente conhecidas como manias mas que, na verdade, são sintomas de um transtorno que interfere de forma acentuada na vida de seus portadores: o transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC. Este livro é uma ferramenta prática e acessível para auxiliar a vencer o transtorno.

4 – A Mente Vencendo o Humor
(Dennis Greenberger e Christine A. Padesly)
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Este é um livro diferente e útil para indivíduos que desejam fazer mudanças em suas vidas e um forte subsídio para os psicoterapeutas junto aos seus pacientes. Este manual mostra como a terapia cognitiva pode melhorar sua vida.




5 – Aprenda a ser Otimista
(Martin E.P. Seligman)
index.cgi-3O livro ensina como se tornar um verdadeiro otimista por meio do fortalecimento interior, mostrando como desenvolver níveis de otimismo que permitam viver uma vida plena de realizações. “Nossa análise mostra que a mudança do pessimismo para o otimismo é, pelo menos parcialmente, responsável pela prevenção de sintomas depressivos”, ressalta o autor.  



6 – As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem e técnicas eficazes para evitá-las
(Arthur Freeman e RoseDeWolf – Prefácio: Aaron T. Beck) 
index.cgi-4Muitas vezes cometemos erros aparentemente inexplicáveis: mancadas, “brancos”, ataques de insegurança, acessos de fúria desproporcional… momentos em que nossa (des)inteligência emocional supera nossa inteligência racional e desfoca nosso olhar. Se tivéssemos parado para pensar, teríamos agido diferente. Quando ultrapassamos nosso limite de resistência, o cérebro passa a trabalhar em modo automático, nem sempre adequado às circunstâncias. Se o estresse é inevitável, os erros que ele nos leva a cometer não são. Esse é o ponto de partida do livro: os autores revelam os padrões de pensamento que induzem a grande maioria das pessoas a fazer bobagens quando estão sob pressão, e propõem técnicas efetivas para modificá-las.
7 – Laços
(Patrícia Quaresma Ragone) 
index.cgi-5Laços é o primeiro livro no Brasil voltado para a orientação familiar fundamentado no modelo cognitivo. Esse enfoque é trabalhado em outras publicações divulgadas no país. Porém, a maioria se direciona para o segmento profissional. Laços traz depoimentos pessoais e exemplos de casos clínicos reais que aproximam o leitor da obra, ao fazer com que ele identifique essas passagens com suas próprias vivências. A publicação aborda temas que auxiliam na melhoria do processo de relacionamento em geral e incentiva a promoção do auto conhecimento. O livro é atual, discute temas pertinentes aos dias atuais como distúrbios alimentares, drogas, depressão, síndrome do pânico, entre outros. A leitura permite um desdobramento terapêutico para cada leitor: pais, filhos, jovens, adultos. 
8 – Como lidar com as preocupações
(Robert L. Leahy) 
index.cgi-6Sete passos para impedir que as preocupações paralisem você.
“Recomendo intensamente este livro para todos os que se preocupam… e isso inclui praticamente todos nós. O eminente psicólogo, Dr. Robert L. Leahy, elaborou um programa fácil de seguir, identificando preocupações improdutivas na ampla extensão dos relacionamentos, do trabalho, da saúde e das finanças. Em elegante estilo, ele nos mostra como neutralizá-las e até mesmo eliminá-las”.
(Aaron T. Beck, M. D)

9 – Felicidade Autêntica
(Martin E. P. Seligman) 
index.cgi-7Pesquisas recentes demonstram que a felicidade pode aumentar e se estender. E um novo e revolucionário movimento, a “Psicologia Positiva”, ensina como conseguir isso. Neste livro, o conceituado psicólogo Martin E. P. Seligman apresenta um dos mais notáveis e reveladores estudos científicos feitos até hoje, baseado na idéia revolucionária da Psicologia Positiva. Numa narrativa simples e direta, Seligman apresenta passo a passo suas descobertas sobre felicidade e longevidade e de que maneira podemos dar nossa parcela de contribuição para um mundo melhor e alcançar níveis sustentáveis de alegria, gratificação e significado autênticos em nossas vidas.
10 – Manual de Terapia Cognitivo-comportamental para Casais e Famílias
(Frank M. Dattilio) 
index.cgi-8O autor extrai as implicações da pesquisa no mundo real para entender as dificuldades que levam os casais e as famílias a buscar terapia. Descreve maneiras efetivas para identificar e modificar os pensamentos automáticos, reestruturar os esquemas disfuncionais no contexto familiar, lidar com problemas que envolvem regulação emocional, melhorar a comunicação e a resolução de problemas, realizar mudanças comportamentais mutuamente acordadas, praticar e consolidar suas novas habilidades.


11 – Livre de Ansiedade
(Robert L. Leahy) 
index.cgi-9Esta obra investiga as origens da ansiedade e ensina como levar uma vida menos estressante. Utilizando os métodos propostos pelo autor, baseados nos melhores tratamentos psicológicos disponíveis, podemos conquistar uma vida livre de apreensão, tensão e evitação relacionadas à ansiedade. 



12 – Vencendo o Transtorno da Personalidade Borderline: Com a Terapia Cognitivo-Comportamental – Tratamentos que funcionam: manual do paciente
(Marsha Linehan) 
index.cgiIndivíduos com transtorno da personalidade borderline em geral têm déficits graves nas habilidades comportamentais de enfrentamento. Este livro é um guia passo a passo para ensinar os quatro grupos de habilidades: eficácia interpessoal, regulação emocional, tolerância a estresse e atenção plena. Componente essencial no programa de tratamento da autora, este manual detalha com precisão como implementar os procedimentos para desenvolver essas habilidades comportamentais na terapia dialética comportamental.