domingo, dezembro 11, 2011

Como Jogar Vacas no Precipício





Muitas vezes temos que nos desvencilhar do que estamos habituados para que possamos conhecer nossas verdadeiras habilidades. A zona de conforto é cômoda, mas perdê-la no precipício pode nos abrir portas inimagináveis!


Era uma vez, numa terra distante, um sábio chinês e seu discípulo. Certo dia, em suas andanças, avistaram ao longe um casebre. Ao se aproximar, notaram que, a despeito da extrema pobreza do lugar, a casinha era habitada.
Naquela área desolada, sem plantações nem árvores, viviam um homem, uma mulher, seus três filhos pequenos e uma vaquinha magra e cansada. Com fome e sede, o sábio e o discípulo pediram abrigo por algumas horas. Foram bem recebidos. A certa altura, enquanto se alimentava, o sábio perguntou:
- Este é um lugar muito pobre, longe de tudo. Como vocês sobrevivem?
- O senhor vê aquela vaca? Dela tiramos todo o nosso sustento - disse o chefe da família.
- Ela nos dá o leite, que bebemos e também transformamos em queijo e coalhada. Quando sobra, vamos à cidade e trocamos o leite e o queijo por outros alimentos. É assim que vivemos.
O sábio agradeceu a hospitalidade e partiu. Nem bem fez a primeira curva da estrada, disse ao discípulo:
- Volte lá, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali em frente e atire-a lá pra baixo.
O discípulo não acreditou.
- Não posso fazer isso, mestre! Como pode ser tão ingrato? A vaquinha é tudo o que eles têm. Se eu jogá-la no precipício, eles não terão como sobreviver. Sem a vaca, eles morrem!
O sábio, como convém aos sábios chineses, apenas respirou fundo e repetiu a ordem:
- Vá lá e empurre a vaca no precipício.
Indignado porém resignado, o discípulo voltou ao casebre e, sorrateiramente, conduziu o animal até a beira do abismo e o empurrou.
A vaca, previsivelmente, estatelou-se lá embaixo.
Alguns anos se passaram e durante esse tempo o remorso nunca abandonou o discípulo. Num certo dia de primavera, moído pela culpa, abandonou o sábio e decidiu voltar àquele lugar. Queria ver o que tinha acontecido com a família, ajudá-la pedir desculpas, reparar seu erro de alguma maneira.
Ao fazer a curva da estrada não acreditou no que seus olhos viram. No lugar do casebre desmazelado havia um sítio maravilhoso, com muitas árvores, piscina, carro importado na garagem, antena parabólica. Perto da churrasqueira, estavam três adolescentes robustos comemorando com os pais a conquista do primeiro milhão de dólares. O coração do discípulo gelou. O que teria acontecido com a família? Decerto, vencidos pela fome foram obrigados a vender o terreno e ir embora. Nesse momento, pensou o aprendiz, devem estar mendigando em alguma cidade. Aproximou-se, então do caseiro e perguntou se ele sabia o paradeiro da família que havia morado lá há alguns anos.
- Claro que sei. Você está olhando para ela! - disse o caseiro, apontando as pessoas ao redor da churrasqueira.
Incrédulo, o discípulo afastou o portão, deu alguns passos e, chegando perto da piscina, reconheceu o mesmo homem de antes, só que mais forte e altivo, a mulher mais feliz, as crianças, que haviam se tornado adolescentes saudáveis. Espantado, dirigiu-se ao homem e disse:
- Mas o que aconteceu? Eu estive aqui com meu mestre uns anos atrás e este era um lugar miserável, não havia nada. O que o senhor fez para melhorar tanto de vida em tão pouco tempo?
O homem olhou para o discípulo, sorriu e respondeu:
- Nós tínhamos uma vaquinha, de onde tirávamos nosso sustento. Era tudo o que possuíamos, mas um dia ela caiu no precipício e morreu. Para sobreviver, tivemos que fazer outras coisas, desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes...

sábado, novembro 26, 2011

As Pessoas têm Medo da Felicidade


As pessoas passam a vida tentando ir atrás da felicidade. Mas afinal o que é felicidade?
           
Felicidade
(latim felicitas, -atis)
s. f.
1. Concurso de circunstâncias que causam ventura.
2. Estado da pessoa feliz.
3. Sorte.
4. Ventura, dita.
5. Bom êxito.
a felicidade eterna: a bem-aventurança.

A questão é: o ser humano sabe o que é felicidade? Ou melhor, o ser humano sabe ser feliz? Eu diria que não. As pessoas têm muito medo de serem felizes. Costumo ouvir diariamente em meu consultório as pessoas dizerem: “mas tudo esta correndo tão bem, que tenho certeza de que, dentro em pouco, algo de ruim me acontecerá.” É como se as pessoas não soubessem lidar bem com as coisas boas da vida e começam a duvidar desta condição ate porque não sabem viver com o que é bom. Sabem se preparar para o que é ruim, mas não para o que é bom.
As pessoas se sabotam diariamente: de repente escolhem mal seus relacionamentos ou vivem relações superficiais. Ou continuam reclamando do que não tem, como se o que lhes falta fosse a garantia para a felicidade: “se eu tivesse a casa 'x' eu seria feliz; ou se eu tivesse mais dinheiro seria feliz; ou se eu não tivesse me casado, estaria melhor.”
            E quando alcançam aquilo que realmente almejavam...continuam não sentindo a tal felicidade.
          Ouço ate quem tem medo de viver em equilíbrio. Ou quem não pára nunca: está sempre em busca, mas em busca do quê exatamente? Precisa ter foco! Precisa almejar coisas que façam sentido, que deixem as áreas da vida em equilíbrio. Que acrescentem. Isso quer dizer que os sonhos, ou melhor, os objetivos devem existir. Claro, senão a vida perde a graça! A questão é: cada conquista precisa ser sentida, curtida de verdade.
           E você? Esta preparado para ser feliz? Sabe o que o fará feliz?
           Esta resposta você encontrará dentro de você. E quando você encontrar, não tenha medo de sentir! 
           Permita-se viver melhor!!!

sexta-feira, novembro 25, 2011

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL (TCC): EFICACIA NO TRATAMENTO CONTRA A OBESIDADE



A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) tem eficácia comprovada no tratamento contra a obesidade. De acordo com os princípios básicos da TCC, a maneira como as pessoas pensam interfere diretamente em suas emoções e comportamentos.  No tratamento para a obesidade a TCC auxilia o paciente a identificar os pensamentos sabotadores e a utilizar ferramentas para responder a eles de maneira funcional.
No trabalho clinico com pacientes obesos, é muito comum notarmos que pessoas obesas não sabem 'pensar' como pessoas magras, ou seja, tem uma programação mental que sabota seus esforços e freqüentemente tem pensamentos do tipo: Sei que não deveria comer isto, mas não me importo; Se eu comer isto só desta vez não terá problemas; Tive um dia difícil. Mereço comer; Não consigo resistir a esta comida; Estou chateado. Tenho que comer; Já comi o que não devia, vou continuar comendo ate o final do dia; É muito difícil. Não quero continuar fazendo dieta; Nunca vou emagrecer.

Estudos nos mostram que uma pessoa que se submete a uma dieta razoável poderá obter melhores resultados se conseguir estabelecer uma programação mental adequada:

Estou com fome + Pensamento Sabotador: Isso é intolerável! Tenho que comer = Ansiedade =  Procurar comida.
Estou com fome + Respostas Adaptativas: Tudo bem. Vou comer dentro de pouco tempo. Posso esperar = Auto-Controle = Envolvimento em outras atividades.

É muito comum a queixa de pacientes que iniciam o processo de emagrecimento mas chegam a abandonar a dieta e algumas das razões para isso acontecer podem estar relacionadas a questões emocionais como: Não se sentir satisfeito mesmo tendo acabado de comer; sentir-se chateado e pensar que comendo sentir-se-á melhor; sentir-se atraído (desejo) por um alimento enquanto fazia compras no supermercado; estar exausto e optar ao fastfood; ser muito educado para recusar a sobremesa que foi preparada para você; ir a uma festa e ter vontade de se tratar bem.

Portanto, para que você consiga emagrecer e manter o peso conquistado, é importante resolver alguns problemas tanto práticos quanto psicológicos e para isso é essencial que haja a mudança de pensamentos automáticos negativos como: Eu sou um fracasso. Nunca serei capaz de emagrecer para Eu posso recomeçar utilizando novas estratégias agora mesmo.

Você já pode ter conseguido mudanças de curto prazo em hábitos alimentares para emagrecer porem quando o caminho se tornou difícil, acabou abandonando seu objetivo por não saber responder  aos pensamentos sabotadores: Eu gostaria de poder comer isto ou É injusto não poder comer isto e ficar triste/ infeliz ao invés de responder assertivamente: Estou tão feliz por não comer isto ou Estou feliz por não ter comido exageradamente.

Comer não é uma ação automática ou involuntária como os batimentos cardíacos ou a respiração. Você decide comer. Logo, você pode aprender a ter mais controle sobre suas decisões alimentares.

É importante notar que geralmente há um pensamento que precede o ato de comer (seus pensamentos influenciam o que você faz). Se diante de um pacote de bolachas você pensar eu quero mesmo comer uma, pegar só uma não fará diferença e não reagir a este pensamento você ira adiante e comerá a bolacha. Porem se você pensar eu realmente quero comer uma bolacha, mas não devo pois não faz parte da minha dieta; é importante que eu evite comer entre as refeições, ficará mais fácil você resistir e não comer a bolacha.

Os pensamentos sabotadores fazem com que você reaja de maneira disfuncional e os pensamentos que os conduzem a agir de forma produtiva são funcionais.

1- Pensamentos sabotadores incentivam você a comer: Eu sei que não devo comer isto, mas tudo bem por que tive um dia difícil; É uma comemoração; Tudo ira para o lixo; Eu quero tanto; Recomeçarei a dieta amanhã.
2 - Pensamentos sabotadores minam sua autoconfiança: Foi terrível comer, sou tão fraco; Não serei capaz de emagrecer ao invés de tudo bem, eu errei, eu não poderia ter comido, mas vou comer direito a partir de agora. Esse tipo de pensamento também pode ser freqüente quando você se pesa e vê que seu peso aumentou: Isso é terrível! Nunca dará certo. Ao invés de Isso não é tão grave assim continuarei persistindo na dieta e meu peso provavelmente diminuirá nos próximos dias.
   3 - Pensamentos sabotadores aumentam o nível de estresse: Eu tenho de fazer tudo perfeito aumenta o estresse. (Perfeição e inatingível); Tenho que fazer as pessoas felizes o tempo todo.

Os pensamentos sabotadores surgem quando você recebe os seguintes estímulos: Estímulos ambientais (visão e o cheiro dos alimentos); Estímulos biológicos (a fome, a sede ou o desejo incontrolável de comer); Estímulos mentais (pensar sobre alimentos, ler uma receita culinária, lembrar de alguma comida que você gostou de comer, lembrar-se de uma situação na qual foi privado de comer ou se imaginar comendo);  Estímulos emocionais (sentimentos desagradáveis como a raiva, a tristeza, a ansiedade, a frustração ou o aborrecimento. Sentimentos agradáveis também podem ser estímulos emocionais);   Estímulos sociais (pessoas que o incentivam a comer ou situações nas quais você gostaria de comer como os demais).

Todas as vezes que você resistir a alimentos que não deverão ser consumidos, você estará   fortalecendo sua tendência a resistir no futuro. Quando você se rende aos alimentos que não deveria comer, estará fortalecendo sua tendência a desistir da dieta. Então, se você quer emagrecer e se conservar magro definitivamente precisará aproveitar cada oportunidade para fortalecer seu músculo de resistência e enfraquecer o músculo de desistência.
Exemplos de pensamentos funcionais: Não, eu não preciso comer isto, afinal não estou com fome, ja que almocei a poucas horas; Ao invés de comer este bolinho, posso optar por algo mais saudável ja que não falta muito tempo para o jantar.

É importante reforçar-se positivamente cada vez que resistir a comida. Dizer: Droga eu queria ter comido ao invés de Foi muito bom eu não ter comido. Agindo assim você fortalecerá o seu músculo de resistência e enfraquecerá o músculo da desistência, portanto, responder aos pensamentos sabotadores é uma habilidade que poderá ser usada pela vida inteira para manter a perda de peso.

É importante distinguir a diferença entre a fome e outras sensações que se parecem com ela:
Fome – Experimentar uma sensação de vazio no estômago, freqüentemente acompanhada de ruídos.
Sede – Experimentar uma sensação de secura na boca que o impele a ingerir liquido.
Desejo – Querer comer por influencia de outros estímulos, mesmo que tenha recém comido.
Desejo Incontrolável – Sentir urgência de comer um especifico alimento, acompanhada de tensão e sensação desagradável na boca, na garganta ou no corpo.

Muitas vezes, a cadeia de eventos que termina no ato de comer é direta:

Estimulo – Pensamento – Decisão – Ação

Em outras ocasiões a cadeia de eventos é mais complicada e antes de tomar a decisão de comer, você passa a argumentar consigo mesmo: Eu acho que vou comer. Não, eu realmente não deveria, mas eu quero muito comer. Isto não está em minha dieta. Parece tão gostoso, mas não programei comer isto. Dependendo de onde termina essa argumentação interna você toma a decisão de comer ou não.
  
            Características que tornam a dieta mais difícil:

  •         Comer sem estar realmente com fome;
  •         Pensamentos como: E se eu tiver fome mais tarde?
  •         Comer além do ponto médio de satisfação;
  •         Dizer a si mesmo: Não tem importância - após comer algo que não deveria;
  •         Comer para se confortar;
  •         Abandonar a dieta após a balança indicar que engordou;
  •         Comer porque não acha justo não poder comer como as outras pessoas;
  •         Interromper a dieta assim que emagrecer.

Se você precisa se esforçar para emagrecer, sua programação mental sobre os alimentos e maneira de se alimentar é diferente do que das pessoas que não precisam. A sua forma de pensar torna a dieta mais difícil, pois há uma superestimação do desconforto e da duração dos desejos incontroláveis de comer, subestimando o fato de que pessoas magras também restringem sua alimentação.
Para eliminar, definitivamente, o excesso de peso, será necessário um conjunto de habilidades para dieta. É importante que escolha uma dieta saudável e nutritiva de preferencia elaborada por um nutricionista, o apoio psicológico e a pratica de exercícios físicos diários.

Algumas dicas essenciais para que sua dieta seja eficaz:

  • Escolher uma dieta nutritiva;
  • Arrumar tempo e energia para fazer dieta;
  • Planejar o que e quando comer;
  • Procurar apoio (psicologico, nutricional, fisico);
  • Aprender a lidar com a decepção;
  • Ver o ato de comer exageradamente como um problema temporário que você pode resolver;
  • Saber lidar com a fome e o desejo incontrolável de comer;
  • Eliminar o ato de comer pelo fator emocional/ psicológico (fome psicológica);
  • Elogiar a si mesmo.

Referencia Bibliografica: BECK, J. S. Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Porto Alegre: Artmed, 2008. 317 p.

terça-feira, novembro 15, 2011

A Fábula do Porco Espinho



 
Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente, mas os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam mais calor.
Por isso decidiram se afastar uns dos outros e começaram de novo a morrer congelados.
Então precisaram fazer uma escolha: ou desapareciam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.
Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.
Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram.

Portanto, o melhor relacionamento não é aquele que une pessoas perfeitas, mas aquele onde cada um aprende a conviver com os defeitos do outro, e admirar suas qualidades.

domingo, outubro 30, 2011

Compromisso

Ser solteiro ou ser casado: o que você quer ser? Bom seria se pudéssemos ficar com o que há de bom em cada opção. Mas não podemos. Podemos perfeitamente ser sozinhos, se por esta condição optarmos. Mas aí está – o que me parece – uma grande armadilha. Sim, realmente existem inúmeras vantagens em ser sozinho. Tudo aquilo que é tido como ruim na condição de comprometido passa a ser maravilhoso na condição de sozinho. Estar em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer pessoa. Estar só quando assim se quer. Estar com os amigos, quando for conveniente. Viajar, ficar, ir ou não ir. Tudo é possível. Tudo pode, cada qual dentro de seu padrão de vida. Entretanto, tem algo que não muda nunca: o desejo de amar e ser amado. E o amor é possível sozinho somente até certo ponto. Depois, quando chega o desejo de compartilhar, é preciso comprometer-se. Assumir compromissos é só para fortes e corajosos!

sábado, outubro 29, 2011

A vida como ela é


A vida não é decididamente, como gostaríamos, desejaríamos ou imaginávamos.
Há pessoas que se esbravejam se enfurecem e lutam para que a vida delas caiba no modelo de vida que imaginaram como ideal para si: mudam tanto a ponto de forçar para fazer com que o sonho caiba dentro da realidade. Na maioria das vezes não da certo justamente porque não é natural. Nada do que é forçado vai bem.
            A vida ainda não é justa: coisas boas acontecem a pessoas ruins e vice-versa. Mas a vida também pode ser alegre, engraçada, divertida, insensata, louca, sábia e emocionante.
            Em algum momento a vida vai nos surpreender. Não adianta fugir.
            Há pessoas que vivem intensamente;
            Há pessoas que não aceitam a realidade e criam fugas;
            Há pessoas que vivem esperando que o pior aconteça, e o pior pode nunca vir a acontecer;
            Há pessoas que encaram os problemas e encontram soluções para os mesmos; enquanto há outras que paralisam diante dos problemas;
            Há pessoas que decidem e outras que esperam;
            Há pessoas de todos os tipos, jeitos e formas. Há quem sonha e há quem faz acontecer.
            O que muita gente não entende é que não adianta ficar se lamentando porque algo não deu certo ou não aconteceu da maneira como desejaria. Pois isso acontecera, em algum momento! E o que fazer? Você terá escolhas:
  • Pode se lamentar;
  • Pode ficar frustrado;
  • Pode encontrar culpados;
  • Pode ficar com raiva;
  • Pode criar estratégias para mudanças;
  • Pode ter outras metas, mas quem sabe mais realistas;
  • Pode se fortalecer.

Tudo vai depender da maneira como você encara a situação: Ou você vai continuar brigando pra que a vida lhe de algo que não cabe pra você, ou você vai ampliar seu olhar e ver que há outras possibilidades para que a sua vida seja plena!

sábado, outubro 22, 2011

Hipocondria: A doença imaginária com sofrimento real



Hipocondria (= Também conhecido como Nosomifalia)
s.f.
1. Psicopatologia. Patologia mental definida pelo excesso de pensamentos e preocupações acerca de seu próprio estado de saúde, embora não haja razão genuína para isso.
[Figurado] Que está tristonho ou melancólico; tristeza.
(Etm. do latim: hypochondria; pelo grego: hypokhondría.as)
2. Estado de perturbação psíquica em que o indivíduo supervaloriza as sensações subjetivas, atribuindo-as a alterações ou a doenças orgânicas inexistentes, podendo mesmo convencer-se de que tem doenças muito graves ou mesmo incuráveis
No Transtorno Hipocondríaco existe uma preocupação, medo ou crença persistente de estar com algum transtorno somático grave e progressivo. Geralmente a atenção do paciente se concentra em um ou dois órgãos ou sistemas. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo paciente como anormais ou perturbadores. Consultas médicas, exames clínicos e laboratoriais frequentes não aliviam o medo do hipocondríaco que não considera nenhum exame convincente. Por isso, os refaz continuamente para certificar-se de que os médicos não deixaram escapar nada.
Há quem considere a hipocondria como um sintoma, uma verdadeira doença ou um traço de personalidade. De um modo geral o quadro clínico do Hipocondríaco, parece estar associado a outros transtornos emocionais, especialmente a Transtornos Depressivos e de Ansiedade. Pesquisas apontam que a incidência na população que possuem o transtorno varia entre 1 e 6% e atinge homens e mulheres.
A sociedade contemporânea piorou as coisas ao estimular uma preocupação excessiva com o cuidado com o corpo: hiper-vigilantes e atentos às funções normais, a tendência é notar e amplificar a cada pequeno sinal e considerá-los como indicio de perigo. Há pessoas que sentem todos os efeitos colaterais descritos nas bulas de medicamentos ou pensam terem contraído a ultima patologia da qual se tem falado ultimamente.
Cybercondria – Fazer uso da internet para obter informações a cerca da própria saúde, pratica que geralmente favorece o auto-diagnóstico e auto-medicações e que pode elevar o nível de ansiedade e agravar o quadro do hipocondríaco. Ou seja, a internet contribui de forma negativa para quem tem predisposição para a hipocondria, pois a quantidade de informações encontradas na rede, ao invés de tranqüilizar, aumenta o pesadelo dessas pessoas.
O Centro de Estudos em Psicologia do Ceará tem um texto bastante explicativo sobre a Hipocondria:
“… É a crença persistente na presença de pelo menos uma doença física grave, progressiva com sintomas determinados, ainda que os exames laboratoriais e consultas com vários médicos assegurem que nada exista. Muitas pessoas quando passam por uma doença grave e se restabelecem ficam sensibilizadas com o que aconteceu, preocupando-se demais, contudo nesses casos se uma consulta ou novo exame descartarem o recrudescimento da doença e o paciente tranquilizar-se, não havia hipocondria.
… Os hipocondríacos normalmente sentem-se injustiçados e incompreendidos pelos médicos e parentes que não acreditam em suas queixas, eles levam seus argumentos a sério e irritam-se com o descaso. Por outro lado resistem em ir ao psiquiatra sentindo-se até ofendidos com tal sugestão, quando não há suficiente diálogo com o clínico. Os hipocondríacos podem ser enfadonhos por repetirem constantemente suas queixas, além de serem prolixos nas suas explicações.Segundo pesquisas, os sentimentos causados nos médicos pelos pacientes hipocondríacos são:
Compreensão;
Pena;
Incômodo;
Impotência.”
Critérios Diagnósticos:
CID-10 F45.2 – Transtorno Hipocondríaco
A característica essencial deste transtorno é uma preocupação persistente com a presença eventual de um ou de vários transtornos somáticos graves e progressivos. Os pacientes manifestam queixas somáticas persistentes ou uma preocupação duradoura com a sua aparência física. Sensações e sinais físicos normais ou triviais são freqüentemente interpretados pelo sujeito como anormais ou perturbadores. A atenção do sujeito se concentra em geral em um ou dois órgãos ou sistemas. Existem freqüentemente depressão e ansiedade importantes, e que podem justificar um diagnóstico suplementar.
-Dismorfofobia (corporal) (não-delirante)
-Hipocondria
-Neurose hipocondríaca
-Nosofobia
Características Diagnósticas:
Preocupações, tensões ou medos exagerados (a pessoa não consegue relaxar).
A. Qualquer um dos seguintes sintomas:
– Uma crença persistente, com duração de pelo menos seis meses, da presença de no máximo duas doenças físicas graves (das qual pelo menos uma deve ser especificamente nomeada pelo paciente).
– A preocupação persistente com uma deformidade ou desfiguração presumida (dismorfofobia).
B. Preocupação com os sintomas causa sofrimento persistente ou interferência no funcionamento na vida diária pessoal, levando o paciente a procurar tratamento médico ou investigações (ou ajuda equivalente com curandeiros locais).
C. Persistente recusa em aceitar o conselho médico de que não há nenhuma causa física compatível com seus sintomas ou anormalidades, exceto por curtos períodos de algumas semanas imediatamente após as consultas médicas.
DSM-IV – HIPOCONDRIA – 300.7
Características Diagnósticas:
A. Preocupação com o medo de ter, ou crença de que se tem doença grave baseada na interpretação errada de sintomas físicos.
B. A preocupação persiste apesar de adequada avaliação e tranquilizacao médicas.
C. A crença no critério A não tem intensidade delirante (como na Perturbação Delirante, Tipo Somático) e não está circunscrita a uma preocupação com a imagem corporal (como na Perturbação Dismórfica Corporal).
D. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo ou disfunção social, ocupacional ou noutras áreas importantes do funcionamento individual.
E. A duração da perturbação é de pelo menos seis meses.
F. A preocupação não é melhor explicada por Perturbação da Ansiedade Generalizada, Perturbação Obsessivo-Compulsiva, Perturbação de Pânico, Episódio Depressivo Maior, Ansiedade de Separação ou outra Perturbação Somatoforme.
Especificar se:
– Com fraco insight: se durante a maior parte do tempo do episódio atual, o sujeito não reconhece que a preocupação acerca de ter uma doença grave é excessiva ou não tem fundamento.
(in Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, da American Psychiatric Association, 2002, Climepsi Editores)
Tratamento: Como tratamento para o Transtorno Hipocondríaco, a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), em alguns casos associada ao tratamento psiquiátrico medicamentoso, tem respondido de forma satisfatoria ao quadro, pois habilita o paciente a desafiar as crenças irracionais a cerca das doenças imaginarias e a criar estratégias para driblar o medo e a preocupação exagerada e persistente.
  • Publicado em Out/11
  • Revisado em Out/ 2016

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domingo, outubro 09, 2011

Sobre Perdas



Um dia um homem já de certa idade abordou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.
O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.
Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?
O homem prontamente respondeu:
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los.
Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.
O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.
Perdemos coisas o tempo todo.
A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.
Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.

quinta-feira, setembro 29, 2011

O Valor das Coisas


Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e rezamos raramente.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores. Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.
Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais ou num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, ame... Ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro. O segredo da vida não é ter tudo que você quer, mas AMAR tudo que você tem!
Por isso, valorize o que você tem e as pessoas que estão ao seu lado.

Autoria: George Carlin


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Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com

quarta-feira, setembro 28, 2011

O Mito da Caverna: Reflexão sobre superação, perseverança e mudanças






Havia uma caverna subterrânea com uma única abertura para o mundo exterior.
Dentro dela, seres humanos acorrentados pelas pernas e pescoços, vivendo na semi-escuridão desde a infância, presos de tal modo que não se podiam mover.
Tais homens, verdadeiros prisioneiros, ficavam de costas para a abertura da caverna e só podiam olhar para frente onde havia uma parede, pois eram impedidos de virar a cabeça por causa das correntes.
A única luz que viam era proveniente de uma fogueira que ardia do lado de fora da caverna, e que projetava, para seu interior, sombras de pessoas e objetos que passassem entre a fogueira e a entrada da caverna.
Assim, os prisioneiros acreditavam que as sombras que viam eram a única verdade, a realidade do seu mundo.
Em certo momento, um dos prisioneiros foi libertado das correntes e trazido para fora da caverna.
No seu processo de adaptação à nova realidade, precisou acostumar-se com a claridade do fogo e a visão de um novo mundo.
Viu primeiro as sombras no chão, depois os reflexos de homens e objetos na água, e então, fitou-os diretamente.
Depois, vendo o céu, o sol, pôde raciocinar sobre eles.
Tocou em objetos, pisou o solo e olhou para todos os lados.
Descobriu fatos e coisas nunca antes imaginados, uma nova realidade.
Passando algum tempo, maravilhado com o grande processo de mudança que tinha vivido, lembrou-se dos companheiros e retornou à caverna.
Era importante dar aos demais prisioneiros a oportunidade de descobrir outra realidade.
Mas sua missão não foi fácil.
Por sua dificuldade em acostumar-se novamente à semi-escuridão e em interpretar as sombras com a mesma habilidade, passou, a princípio, a ser ridicularizado pelo grupo.
Os prisioneiros da caverna ainda acreditavam na sua "realidade", e concluíram que o prisioneiro libertado voltava enxergando menos que antes, contando estranhas histórias sobre uma "realidade impossível".
Julgavam ser melhor não sairem da caverna, não rejeitarem as sombras tão familiares em troca de um mundo "melhor", porém desconhecido.
Apesar das dificuldades, o "iluminado" enfrentou, com paciência e determinação, sua missão, compreendendo as resistências impostas por seus companheiros e mantendo-se firme na busca pela evolução e pelo descobrimento de coisas novas para ele e seus semelhantes. 

Escrita há cerca de 2500 anos, pelo filosofo Platao, o mito da caverna constitui um modelo de perseverança, superacao e crescimento.
Quando saímos de nossas "cavernas" para o mundo exterior, buscando qualidade de vida, estamos percorrendo o mesmo caminho do prisioneiro libertado: o caminho da liberdade, da superação dos medos pelo desconhecido e da evolução. Da mesma forma, quando retornamos à caverna, para motivar nossos colegas, devemos estar preparados para enfrentar as barreiras às mudanças e os comportamentos conservadores que preferem as sombras conhecidas à nova realidade fora da caverna.
É o momento de refletirmos sobre nossos caminhos, progressos e também sobre nossa missão como agentes de mudanças e de encorajadores para o novo.


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quinta-feira, setembro 22, 2011

Tudo depende só de mim




A maneira como voce encara as adversidades da vida, determinará como serao os seus dias: Pense, reflita e principalmente: Escolha!


"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo.
Ou agradecer às águas por levarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro.
Ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde.
Ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria.
Ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar.
Ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com as tarefas da casa.
Ou agradecer a Deus por ter teto para morar.
Posso lamentar decepções com amigos.
Ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter como recomeçar.
O dia está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
TUDO DEPENDE SÓ DE MIM!"


Autor: Charles Chaplin


segunda-feira, setembro 19, 2011

Resiliência – O comportamento dos Vencedores


Resiliênciaresiliencia-1
(inglês resilience)
s. f.
1. [Física] Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação.
2. [Figurado] Capacidade de superar, de se recuperar de adversidades.
A psicologia tomou esse termo emprestado da física, definindo resiliência como a capacidade do indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas - choque, estresse, eventos traumáticos, dentre outros - sem entrar em surto psicológico.
É um termo utilizado para definir a capacidade humana de passar por experiências adversas sucessivas sem prejuízos para o desenvolvimento, que propiciam ao ser humano, condições para enfrentar e superar problemas e adversidades e de ser fortalecido por elas.
O equilíbrio humano é semelhante à estrutura de um prédio, se a pressão for superior à resistência, aparecerão rachaduras (doenças e lesões, por exemplo). Dentre as mais diferentes doenças psicossomáticas que se manifestam no indivíduo que não possui resiliência, estão não apenas o estresse, mas doenças graves como a gastrite até a síndrome do pânico, incluindo ainda problemas como vaginites, doenças intestinais, hipertensão arterial, dentre outros males.
Na Neuropsiquiatria, estudos têm demonstrado que nosso cérebro tem a capacidade de
se moldar diante dos acontecimentos vivenciados em nosso dia-a-dia, sendo que o ambiente em que estamos inseridos tem papel transformador. Nesse sentido, nossa capacidade de renovação é completa: nossos pensamentos, atitudes e formas de assimilação para determinados acontecimentos. Certas pessoas tornam-se resignadas e acabam aceitando, passivamente, os dissabores da vida. Essa resignação compromete a ação de lutar contra o que ocorre, e a renúncia gera a acomodação frente a cada situação diferente e nova. Costuma-se dizer que tais pessoas sofrem da "Síndrome da Gabriela": "eu nasci assim, eu cresci assim, sempre fui assim". Outras são, totalmente, reativas. O ambiente é que comanda sua satisfação pela vida. Suas reações são reclamar e praguejar, sendo que nem ao menos tomam alguma atitude efetiva para a mudança. A revolta é uma das principais características de comportamento. Mas, há aquelas que além de confrontarem as situações, enfrentam as tensões com desenvoltura, fazendo de cada experiência um aprendizado positivo. Ao invés de focarem no problema, focam na solução. Ou seja, desenvolveram ao longo da vida, um comportamento resiliente.
A Resiliência não é um traço de caráter hereditário que possuímos ou deixamos de possuir. Trata-se de uma conquista pessoal. Não é à toa que a superação e o crescimento humano são potencializados em momentos de dificuldade!
Uma pessoa resiliente não se abate facilmente, não culpa os outros pelos seus fracassos e usa sua energia para lutar. O fatalismo e o sentimento de vítima do destino passam longe dessas pessoas. Pensamentos negativos como tudo é difícil, não consigo mudar de rumo ou ninguém faz nada por mim, não fazem parte de suas vidas. Ao contrário, vão à luta para reverter situações indesejáveis.
Toda tentativa de mudança pode produzir insegurança, medo e desejo de manter a rotina já conhecida. Não adianta a pessoa reclamar do destino, ao invés de tentar mudar e começar algo novo. Se nada for feito, a tendência é agravar os problemas a cada dia que passa, podendo surgir sintomas de angústia, depressão, úlcera, labirintite e outros distúrbios psicossomáticos.
É possível ter a ilusão de acostumar-se com os problemas, quando na verdade eles não param de crescer. Muitas vezes as pessoas insistem em comportamentos negativos e depois reclamam. Reclamar é inútil, pois a única saída é analisar a situação e buscar uma solução. Repetir os mesmos erros e esperar que os resultados melhorem é acumular frustrações. Isso só pode nos deixar infelizes.
É importante reagir, começar agora a mudar a situação indesejada: estudar, trabalhar, cuidar da saúde, estabelecer relações prazeirosas, adquirir novos hábitos de vida, organizar-se. Manter vínculos com pessoas que possam dar apoio e estímulo para novas conquistas pode ajudar na superação dos problemas, mas não se deve esperar que façam o papel de salvadores do fundo do poço. Cada pessoa deverá encontrar a melhor solução para si mesma.
Nos dias de hoje, mesmo com o estresse, manter a qualidade de vida e o equilíbrio emocional sao essenciais. Mas como fazer isso? A resposta é simples: treinando a capacidade de cada indivíduo de desenvolver a resiliência.
O pesquisador George Souza Barbosa entende a resiliência como um “amálgama de 7 fatores”: Administração das Emoções, Controle dos Impulsos, Empatia, Otimismo, Análise Causal, Auto Eficácia e Alcance de Pessoas (Barbosa, 2006).
Administração das Emoções é a habilidade de se manter sereno diante de uma situação de estresse. Pessoas resilientes quanto a esse fator são capazes de utilizar as pistas que lêem nas outras pessoas para reorientar o comportamento, promovendo a auto regulação. Quando esta habilidade é rudimentar, as pessoas encontram dificuldades em cultivar vínculos, e, com freqüência desgastam no âmbito emocional aqueles que convivem em família ou no trabalho.
Controle de Impulsos se refere à capacidade de regular a intensidade de seus impulsos no sistema muscular (nervos e músculos). É a aprendizagem de não se levar impulsivamente para a experiência de uma emoção. As pessoas podem exercem um controle frouxo ou rígido do seu sistema muscular, sendo que esses sistemas estão vinculados à regulação da intensidade das emoções. Dessa forma, a pessoa poderá viver uma emoção de forma exacerbada ou inibida. O Controle de Impulso garante a auto-regulação dessas emoções, ou a possibilidade de dar a devida força à vivência de emoções.
Otimismo se definiria pela crença de que as coisas podem mudar para melhor. Há um investimento contínuo de esperança e, por isso mesmo, a convicção da capacidade de controlar o destino da vida, mesmo quando o poder de decisão esteja fora das mãos.
Análise do Ambiente se trata da capacidade de identificar precisamente as causas dos problemas e das adversidades presente no ambiente. Essa possibilidade habilita a pessoa a se colocar em um lugar mais seguro, ao invés de se posicionar em situação de risco.
Empatia significa a capacidade que o ser humano tem de compreender os estados psicológicos dos outros (emoções e sentimentos). É a capacidade de decodificar a comunicação não verbal e organizar atitudes a partir desta leitura.
Auto Eficácia se refere à convicção de ser eficaz nas ações propostas. É a crença de que resolverá seus próprios problemas por meio dos recursos que encontra em si mesmo e no ambiente.
Alcançar Pessoas é a habilidade que a pessoa tem de se vincular a outras pessoas, sem receios e medo do fracasso. É a capacidade de se conectar a outras pessoas com a finalidade de viabilizar a formação de fortes redes de apoio.
Barbosa defende que tais fatores quando agrupados propiciam a superação da adversidade relacionada ao sentido da vida, no próprio resiliente e no seu próximo e é essa aglutinação que possibilita o produto da maturidade emocional.
Dicas para aumentar a capacidade de resiliência:
Mentalizar seu projeto de vida, mesmo que não possa ser colocado em prática imediatamente. Sonhar com seu projeto é confortante e reduz a ansiedade.
Aprender e adotar métodos práticos de relaxamento e meditação.
Praticar esportes para aumentar o ânimo e a disposição.
Procurar manter o lar em harmonia, pois este é o "ponto de apoio para recuperar-se".
Aproveitar parte do tempo para ampliar os conhecimentos, pois isso aumenta a autoconfiança.
Transformar-se em um otimista incurável, visualizando sempre um futuro bom.
Assumir riscos (ter coragem).
Tornar-se um "sobrevivente" repleto de recursos.
Apurar o senso de humor (desarmar os pessimistas).
Separar bem quem você é e o que faz.
Usar a criatividade para quebrar a rotina.
Examinar e refletir sobre a sua relação com o dinheiro.
Um exemplo de Resiliência:
Em setembro de 1998, o bicampeão em iatismo, Lars Schmidt Grael, teve sua perna direita amputada, devido a um acidente que interrompeu sua vitoriosa carreira esportista. Ao ser entrevistado e questionado sobre qual teria sido a lição aprendida desse episódio, Lars Grael concluiu: "O erro das pessoas, em geral, é se voltar para trás. Comparar o presente com o que tinham antes. Se eu fosse comparar minha vida anterior com a vida que levo hoje, com certeza teria entrado em depressão. Mas não adianta ficar olhando para trás. Temos que lidar com o "aqui e agora". Poderia ter sido pior, e tenho a obrigação de me sentir no lucro".
Referencia: BARBOSA, George. S. Resiliência em professores do ensino fundamental de 5ª a 8ª Série: Validação e aplicação do questionário do índice de Resiliência: Adultos Reivich-Shatté/Barbosa. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica). São Paulo: Pontifica Universidade Católica, 2006.

  • Conteúdo atualizado em Nov/ 2016.

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sexta-feira, setembro 16, 2011

Um Passo Apenas

Não importa há quanto tempo você
esteja andando para o Norte, com apenas
um passo você é capaz de andar para o Sul.
O que é preciso para dar uma
volta de cento e oitenta graus na sua vida?
Apenas um passo.
Você está a apenas um passo de uma dieta mais equilibrada,
a um passo de melhorar suas finanças pessoais,
a um passo de ser um profissional muito melhor,
a um passo de ter um relacionamento mais gratificante.
Daqui a um minuto, seus piores problemas
podem estar todos atrás de você,
ao invés de estarem na sua frente.
Com apenas um passo,
o melhor dia da sua vida pode ainda estar por vir,
e não estar perdido em algum lugar do passado distante.
Num instante, todas as energias negativas na sua vida
podem ser redirecionadas para alguma coisa positiva.
Apenas um passo é necessário para romper essa inércia,
e dar à sua vida o rumo que você realmente gostaria que ela tivesse.


quinta-feira, setembro 15, 2011

Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)


A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é um método de psicoterapia breve, orientada e estruturada ao presente, direcionada a resolver problemas atuais, reestruturar os pensamentos e a modificar as emoções e os comportamentos disfuncionais.
Seu princípio básico é de que a maneira como percebemos uma situação e pensamos diante dela, e não a situação em si que determina nossas emoções e comportamentos. Por exemplo, estar em um Shopping Center não representa uma situação ameaçadora para a maioria das pessoas e, portanto, não desperta fortes emoções. Porém, para um paciente com transtorno de ansiedade, estar em um Shopping pode ser percebido como ameaçador, pois ele pode pensar que algo de pior vai lhe acontecer como: vou ter um ataque ou as pessoas vão ficar me olhando e rindo de mim, dentre outros pensamentos, levando a emoções muito fortes e a comportamentos ditos disfuncionais (sente-se mal, quer ir embora do local, etc). Em outras palavras, as nossas cognições (pensamentos) determinam as emoções (sentimentos) e comportamentos (ações) que as acompanham. Portanto, atua-se sobre as cognições, buscando, dessa forma, alterar as emoções e os comportamentos que estão causando angústia para o indivíduo. Daí origina-se o nome de Terapia Cognitivo Comportamental.
Ao longo do processo terapêutico, o terapeuta procura atuar diretamente sobre o sistema de esquemas e crenças do paciente a fim de promover sua reestruturação cognitiva. Em paralelo à reestruturação, o terapeuta cognitivo utiliza ainda uma abordagem de resolução de problemas.

          Alguns transtornos para os quais a TCC é eficaz:
  • Depressão (visão negativa de si, dos outros e do mundo);
  • Insônia;
  • Hipomania ou episódios maníacos (visão inflada de si, dos outros e do mundo);
  • Ideação ou comportamento suicida (desesperança em relacao ao futuro);
  • Ansiedade - generalizada ou estado de panico (ameaça real ou imaginaria de perigo iminente);
  • Fobias (ansiedade persistente, intensa e irreal, em resposta a uma situação específica);
  • Estado paranóide (visão dos outros como manipuladores e mal intencionados);
  • Transtorno obsessivo-compulsivo - TOC (pensamentos continuados e persistentes sobre segurança; atos repetitivos para precaver-se de ameaças; rituais);
  • Anorexia e bulimia (auto-imagem corporal ditorcida);
  • Hipocondria (preocupação exagerada com doenças);
  • Dentre outros.
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