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segunda-feira, abril 17, 2017

Aplicativo brasileiro promete ajudar no tratamento da ansiedade

Pense bem, qual seu maior medo? Contrair uma doença, andar de avião, ir ao dentista ou falar em público? Se você escolheu a última opção, saiba que não está sozinho. Esse é um dos maiores temores da humanidade – maior até que o próprio medo de morrer.
O número de pessoas nem sempre importa, encarar uma plateia enorme ou um pequeno grupo de pessoas para apresentar as suas ideias não é uma missão simples. Aliás, interagir e se comunicar é uma tarefa nada fácil. Recentemente, o Pew Research Center perguntou a mais de 3 mil pessoas quais são as habilidades necessárias para uma criança se desenvolver nos dias de hoje e 90% dos entrevistados respondeu “capacidade de comunicação”.
Pensando nisso, nas limitações da vida de alguém com fobia social e nos inúmeros casos que atendia em seu consultório, o psiquiatra brasileiro José Hamilton Vargou criou, em parceria com o desenvolvedor Diego Dotta, o Youper – um aplicativo para ajudar pessoas com problemas de ansiedade, timidez e fobia social. O gadget foi construído com base em pesquisas de Terapia Cognitivo Comportamental, uma das vertentes psicológicas mais eficazes no tratamento de ansiedade, e está disponível em inglês e português em versões para Android e IOS com planos semanais de R$25.
Ao contrário da maioria dos apps do gênero, o Youper não é uma conversa de chat em que a pessoa conta seus medos e recebe o retorno de um profissional. Afinal, partindo do pressuposto de que você baixou algo para superar sua dificuldade em se comunicar, a última coisa que você deseja é, de fato, falar com alguém, não é mesmo? Por isso, ele funciona como uma plataforma personalizável em que cada um é testado e estimulado através de dicas e tarefas para bater de frente com suas frustrações.
Quando o usuário baixa o Youper, ele responde um questionário para medir o nível de habilidade social e também escolhe algumas situações que gostaria de se sentir mais confiante.
Essa avaliação comportamental segue os parâmetros de um teste de ansiedade social criado na Duke University, nos Estados Unidos. Através dos resultados obtidos nesta fase, os desenvolvedores do Youper perceberam que as circunstâncias mais temidas pelas 11 mil pessoas que já utilizaram o app são: parecer estúpido em algum evento social, fazer uma apresentação para uma plateia e falar com pessoas desconhecidas.
Depois que o usuário cumpre essas duas etapas, vai recebendo atividades para desafiar suas limitações e dicas práticas como treinamentos para respiração e táticas para não cair em pensamentos negativos. De tempos em tempos, a pessoa é convidada a refazer o teste de habilidade social para acompanhar a evolução.
Estima-se que metade da população mundial tenha algum grau de timidez e que 12% sofra de fobia social, mas menos de 10% delas chegam a ter algum tipo de acompanhamento psicológico ou diagnóstico. “Falta de informação e alto custo são as maiores barreiras para que essas pessoas superem a ansiedade social. No Youper, como uma ferramenta pessoal podemos estar com o nosso usuário 24 horas por dia, sete dias por semana. Isso é algo muito poderoso para ampliar a resposta a qualquer tratamento. E se o usuário também estiver se tratando com medicamentos e terapia, o aplicativo será mais um aliado de peso”, afirma Dr. José Hamilton Vargas.
Fonte:
Revista SuperInteressante: http://super.abril.com.br/saude/aplicativo-brasileiro-promete-ajudar-no-tratamento-da-ansiedade/

sexta-feira, novembro 11, 2016

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ALIVIA A ANSIEDADE E MUDA O CÉREBRO

Por: Dra Silvana Frassetto (Especialista em TCC)
Não dá para evitar: a vida moderna causa estresse e ansiedade. Coisas importantes como a insegurança no emprego, ou pequenas, como uma pia entupida, vão se amontoando e os níveis de ansiedade vão aumentando, e vão mudando o cérebro das pessoas. Um estudo recente publicado na revista Translational Psychiatry, demonstrou que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aplicada a pacientes com fobia social reduziu os sintomas destes pacientes, ocasionando, também, mudanças no volume e na atividade cerebral. A psicóloga especialista em TCC e doutora em Bioquímica, com ênfase em Neurociências, Silvana Frassetto, explica que a TCC parte da ideia que podemos nos libertar de angústias se nos tornamos conscientes de nossa forma distorcida de ver as situações, particularmente as estressantes, ajustando desta forma nosso comportamento.
Fobia Social (ou transtorno de ansiedade social) ocorre quando o indivíduo sente intenso e persistente medo em situações sociais onde possam ocorrer constrangimento ou avaliações negativas. Não se trata apenas de timidez. A pessoa fóbica social evita a todo custo se expor em eventos sociais, como falar em público, dirigir uma reunião ou dar uma palestra. Muitas pessoas chegam a desistir de empregos e dos estudos visando fugir destas situações que para ela são apavoradoras.
Como a pesquisa foi feita
Pesquisadores da Linköping University e de outras universidades suíças trataram 26 pacientes fóbicos ansiosos por 9 semanas. Realizaram uma imagem por ressonância magnética (MRI em inglês) do cérebro dos pacientes antes e depois da terapia.
Os pesquisadores descobriam que quanto maior era a melhora do paciente, menor era o volume de uma área cerebral chamada amígdala, a qual, dentre outras situações, é ativada quando a pessoa sente medo e ansiedade.
Esta pesquisa evidencia os efeitos psicológicos e biológicos da terapia cognitivo-comportamental e mostra que, quando o paciente está em terapia, ele não somente altera suas emoções, pensamentos e comportamentos, mas também o próprio cérebro.
Fonte: Neuroplasticity in response to cognitive behavior therapy for social anxiety disorder. K N T Mansson, A Salami, A Frick, P Carlbring, G Andersson, T Furmark and C-J Boraxbekk.
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Contato:
vivian.psico@hotmail.com

quinta-feira, setembro 08, 2011

Transtorno (ou Sindrome) do Panico


O Transtorno de Pânico faz parte dos chamados transtornos de ansiedade e é caracterizado pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico, que consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como: taquicardia, perda do foco visual, falta de ar, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sensação de irrealidade, despersonalização, medo de enlouquecer, sudorese, tremores, náuseas, desconforto abdominal, calafrios, ondas de calor, medo de desmaiar, sensação de iminência da morte, boca seca.  A partir deste susto inicial, começa um processo de medo e ansiedade que vai crescendo até atingir uma intensidade em que a pessoa se sente em estado de desespero e pânico. 
 Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades, sendo que, a evitação das situações aumenta a ansiedade a longo prazo.
Segundo o modelo cognitivo, a experiência de ansiedade diante de uma situação não seria causada pela situação em si, mas pela atribuição de um significado ameaçador ou perigoso diante de determinada situação. Logo, a experiência de ansiedade decorreria de uma atribuição exagerada de ameaça ou perigo a eventos e/ ou situações.
A pessoa que sofre de ansiedade interpreta as situações como mais perigosas do que elas realmente são. Isso ocorre devido a pressuposições ou crenças aprendidas durante sua vida. Geralmente são pessoas que se vêem muito frágeis e incapazes de enfrentar situações estressantes.
Os indivíduos que experimentam ataques de pânico recorrentes o fazem por ter uma tendência resistente a interpretar sensações físicas de modo catastrófico.
O tratamento ao Transtorno de pânico com enfoque na TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) tem como objetivo ajudar o paciente a buscar interpretações alternativas às crenças exageradamente catastróficas e capacitá-lo a avaliar eventos com mais realismo, bem como auxilia-lo com técnicas comportamentais para o enfrentamento de situações temerosas.  


  • Texto revisado em Jan/ 2017. 


Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com – F: (19) 3232-8181 – Campinas/ SP ou (11) 4013-2748 – Itu/ SP

sábado, setembro 03, 2011

Como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ajuda-lo com as Preocupações Excessivas

            Todas as pessoas parecem preocupar-se; e quase todas recebem maus conselhos em como lidar com suas preocupações: Você tem que pensar de forma mais positiva, ou ainda: Você tem que acreditar mais em si mesmo. As chances de que estes conselhos possam ajudar, são praticamente nulas, então qual a melhor forma de se pensar a respeito das preocupações?
            Para lidar com as preocupações é importante perguntar: Qual a vantagem que você espera ao se preocupar? Pessoas que se preocupam excessivamente acreditam que ter um pensamento como Posso fracassar, significa que elas devem se preocupar a esse respeito e acreditam que se preocupar irá prepará-las, motivá-las e evitar que sejam surpreendidas. Logo, a preocupacao se torna uma estratégia. Por exemplo, se você tem uma prova prestes a ocorrer, você poderá tentar qualquer uma das seguintes estratégias:
1. Poderá se preocupar a respeito;
2. Poderá se embebedar para esquecer;
3. Poderá estudar.
            Preocupações podem ser classificadas como produtivas e improdutivas. As preocupações produtivas envolvem ações que a pessoa tomar agora: diante de uma viagem marcada – comprar a passagem aérea e reservar um hotel. As preocupações improdutivas envolvem todos os E se?, sobre os quais a pessoa não pode fazer nada a respeito: E se eu me perder? E se alguém não gostar de mim?
            Pesquisas nos mostram que pessoas que se preocupam excessivamente não toleram a incerteza e ironicamente 85% das coisas sobre as quais os preocupados se preocupam tendem a ter resultado positivo. Para lidar com a incerteza a pessoa poderia listar todas as coisas que evitavam fazer e começassem a fazê-las. Ao sentir-se desconfortável, ocorre a motivacao para crescer e mudar. O sucesso é adquirido a custo de imperfeições.
            Pessoas que se preocupam excessivamente têm uma fusão pensamento-realidade. Elas acreditam que Se eu achar que há possibilidade de eu vir a ser rejeitado, então isso se tornará realidade – a menos que eu me preocupe a respeito e faça todo o possível para que isso não ocorra. Nesse sentido as preocupações são como obsessões: pessoas tratam seus pensamentos como se fossem fatos. Os preocupados podem testar e desafiar seus pensamentos: Qual o pior resultado, o melhor e o mais provável?, Quais as coisas que eu poderia fazer para lidar com o real?, Há evidencias de que o resultado poderá ser positivo? ou Estou fazendo as mesmas previsões futuras erradas que eu sempre faço?
            Para lidar com a preocupação excessiva é importante reconhecer como sua personalidade contribui para o problema: você pode se preocupar em ser abandonado ou pode estar preocupado de que não é superior aos demais. Podemos utilizar as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para ajudar as pessoas a modificar essas preocupações: avaliando os custos e benefícios de pensar em termos tão rígidos – Tudo ou Nada; perguntar como poderia aconselhar um amigo na mesma situação; estabelecer experimentos (testes de realidade) para ver como realmente se sentiu ao lidar com determinada situação.
            Preocupados acreditam que o fracasso é inaceitável e que tudo pode ser visto como um fracasso: Se você vai a uma festa e alguém não foi amigável, então você fracassou.
            Segundo pesquisas, a preocupação é uma forma de evitação emocional, pois quando as pessoas se engajam nas preocupações, ativam o lado pensante de seus cérebros e não se permitem sentir as emoções. A preocupação é abstrata. Quando interrompem a seqüência de E se? essas pessoas experienciam tensão, suor, taquicardia, insônia, etc. Pessoas que se preocupam excessivamente têm dificuldade em rotular suas emoções e tendem a ter visões muito negativas sobre elas. Ajudamos preocupados a aceitar e valorizar suas emoções, a reconhecer que os outros também têm as mesmas emoções e que é comum ter sentimentos conflitantes. Emoções são temporárias – desde que elas ocorram.
            Finalmente, pessoas que se preocupam acreditam que o mal poderá chegar logo. Acreditam que o fracasso, a ruína financeira, a rejeição ou doenças fatais às atingirão muito rapidamente. Ensinamos essas pessoas a desligar o senso de urgência, a se distanciar de seu medo do futuro e a viver e apreciar o momento presente. Podem também se perguntar como se sentirão um mês após o evento ter ocorrido, ou como tem lidado com os problemas que de fato existem, ou até mesmo sobre o que se preocupou no ano passado. Uma vez que a maioria das preocupações nao se tornam realidade, essas pessoas frequentemente nos dizem que não conseguem se recordar com o que se preocupou no ano passado. Isso nos revela que o que o está preocupando neste momento é algo do qual você logo se esquecerá.


  • Conteúdo atualizado em Nov/ 2016.

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