segunda-feira, fevereiro 20, 2017

E Voce prefere ter Razão ou ser Feliz?

Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
E voce? Escolhe ser feliz ou ter razão?

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Deixe a Raiva secar...

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: - Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro, depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar história do vestido novo que havia sujado de barro.
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

O Tempo

"Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?
Você irá gastar cada centavo, é claro!
Todos nós somos cliente deste banco que estamos falando.
Chama-se TEMPO.
Todas as manhãs são creditados para cada um 86,400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

• Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte para um
estudante que repetiu o ano.
• Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe
que teve o seu bebê prematuramente.
• Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um
editor de um jornal semanal.
• Para você perceber o valor de UM DIA, pergunte a uma diarista
que não pode ir ao trabalho.
• Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes
que estão esperando para se encontrar.
• Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma
pessoa que perdeu o trem.
• Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma
pessoa que conseguiu evitar um acidente.
• Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO de segundo,
pergunte a alguém que ganhou a medalha de prata em uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
O ontem é história.
O amanhã é um mistério.
O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE! "
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

"Quem Ama Educa"

É muito comum os pais me procurarem no consultório para atender seus filhos (crianças e/ ou adolescentes) com a queixa de que seus filhos são “malcriados”, respondões,   não sabem lidar com frustrações. Comportam-se como manipuladores e dominadores diante de seus pais. Nestes casos, não é o filho que precisa de Psicoterapia, mas os pais que precisam serem orientados para lidar e mudar seus comportamentos diante dos seus filhos, colocando a estes limites, tendo atitudes firmes e aprenderem a não ceder às chantagens emocionais dos mesmos.
O médico Psiquiatra Içami Tiba (1941-2015), em seu livro “Educação Familiar – Presente e Futuro (2014)”, nos convida a refletir sobre o comportamento:
Se um filho ofende a mãe, esta não deveria atendê-lo. Se a mãe engole seco e procura atendê-lo, está reforçando a má educação. Se a mãe, sem ficar brava, disser claramente: “Se você me trata mal, eu saio de perto de você” (e se afasta), o filho vai aprender que se tratar mal as pessoas, elas se afastarão.
Não é interessante nem educativo a mãe se afastar em silêncio ou magoada. Tem de explicar que não aceitou como o filho a tratou. Não basta o filho vir e pedir algo outra vez. É preciso que antes peça desculpas pelo desrespeito. Este é o preço que o filho deve pagar por ter tratado mal a mãe. Se insistir com grosseria, ele que arque com outras consequências, que devem estar combinadas antes. Tudo o que é combinado tem de ser cumprido. Mesmo que a vontade dos pais seja perdoar, alimentam a má educação.
Pense nisso: Educar dá trabalho! Mas vale a pena…Afinal: quem ama, educa.
Referencia/ Citação:
Tiba, Içami. Educação familiar : presente e futuro – São Paulo : Integrare Editora, 2014.
Contato:


Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sexta-feira, novembro 11, 2016

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ALIVIA A ANSIEDADE E MUDA O CÉREBRO

Por: Dra Silvana Frassetto (Especialista em TCC)
Não dá para evitar: a vida moderna causa estresse e ansiedade. Coisas importantes como a insegurança no emprego, ou pequenas, como uma pia entupida, vão se amontoando e os níveis de ansiedade vão aumentando, e vão mudando o cérebro das pessoas. Um estudo recente publicado na revista Translational Psychiatry, demonstrou que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aplicada a pacientes com fobia social reduziu os sintomas destes pacientes, ocasionando, também, mudanças no volume e na atividade cerebral. A psicóloga especialista em TCC e doutora em Bioquímica, com ênfase em Neurociências, Silvana Frassetto, explica que a TCC parte da ideia que podemos nos libertar de angústias se nos tornamos conscientes de nossa forma distorcida de ver as situações, particularmente as estressantes, ajustando desta forma nosso comportamento.
Fobia Social (ou transtorno de ansiedade social) ocorre quando o indivíduo sente intenso e persistente medo em situações sociais onde possam ocorrer constrangimento ou avaliações negativas. Não se trata apenas de timidez. A pessoa fóbica social evita a todo custo se expor em eventos sociais, como falar em público, dirigir uma reunião ou dar uma palestra. Muitas pessoas chegam a desistir de empregos e dos estudos visando fugir destas situações que para ela são apavoradoras.
Como a pesquisa foi feita
Pesquisadores da Linköping University e de outras universidades suíças trataram 26 pacientes fóbicos ansiosos por 9 semanas. Realizaram uma imagem por ressonância magnética (MRI em inglês) do cérebro dos pacientes antes e depois da terapia.
Os pesquisadores descobriam que quanto maior era a melhora do paciente, menor era o volume de uma área cerebral chamada amígdala, a qual, dentre outras situações, é ativada quando a pessoa sente medo e ansiedade.
Esta pesquisa evidencia os efeitos psicológicos e biológicos da terapia cognitivo-comportamental e mostra que, quando o paciente está em terapia, ele não somente altera suas emoções, pensamentos e comportamentos, mas também o próprio cérebro.
Fonte: Neuroplasticity in response to cognitive behavior therapy for social anxiety disorder. K N T Mansson, A Salami, A Frick, P Carlbring, G Andersson, T Furmark and C-J Boraxbekk.
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terça-feira, outubro 25, 2016

(Re)Descubra o Novo!

Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si.
Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada…
Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV,quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar. Quem mora ali mesmo, ás vezes quer até se mudar…
Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar.
Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas. Depois de algum tempo da conquista, se transforma, já não beija mais como antes, não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que nunca existiu…
Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos.
Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor.
Antes de terminar o relacionamento, examine se o que você cobra tanto, você oferece?
Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente?
O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.
Por isso, deixe-se levar pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser.
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sexta-feira, outubro 14, 2016

Reflexão para a Vida

Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar precisava encontrar um sucessor entre seus 2 discípulos.
O mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova. Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. Parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam da montanha para ouvirem do monge, o óbvio anúncio. O derrotado aproxima-se e pergunta ao vencedor como ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas: há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.

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