segunda-feira, fevereiro 13, 2017

O Tempo

"Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?
Você irá gastar cada centavo, é claro!
Todos nós somos cliente deste banco que estamos falando.
Chama-se TEMPO.
Todas as manhãs são creditados para cada um 86,400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

• Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte para um
estudante que repetiu o ano.
• Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe
que teve o seu bebê prematuramente.
• Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um
editor de um jornal semanal.
• Para você perceber o valor de UM DIA, pergunte a uma diarista
que não pode ir ao trabalho.
• Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes
que estão esperando para se encontrar.
• Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma
pessoa que perdeu o trem.
• Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma
pessoa que conseguiu evitar um acidente.
• Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO de segundo,
pergunte a alguém que ganhou a medalha de prata em uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
O ontem é história.
O amanhã é um mistério.
O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE! "
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

"Quem Ama Educa"

É muito comum os pais me procurarem no consultório para atender seus filhos (crianças e/ ou adolescentes) com a queixa de que seus filhos são “malcriados”, respondões,   não sabem lidar com frustrações. Comportam-se como manipuladores e dominadores diante de seus pais. Nestes casos, não é o filho que precisa de Psicoterapia, mas os pais que precisam serem orientados para lidar e mudar seus comportamentos diante dos seus filhos, colocando a estes limites, tendo atitudes firmes e aprenderem a não ceder às chantagens emocionais dos mesmos.
O médico Psiquiatra Içami Tiba (1941-2015), em seu livro “Educação Familiar – Presente e Futuro (2014)”, nos convida a refletir sobre o comportamento:
Se um filho ofende a mãe, esta não deveria atendê-lo. Se a mãe engole seco e procura atendê-lo, está reforçando a má educação. Se a mãe, sem ficar brava, disser claramente: “Se você me trata mal, eu saio de perto de você” (e se afasta), o filho vai aprender que se tratar mal as pessoas, elas se afastarão.
Não é interessante nem educativo a mãe se afastar em silêncio ou magoada. Tem de explicar que não aceitou como o filho a tratou. Não basta o filho vir e pedir algo outra vez. É preciso que antes peça desculpas pelo desrespeito. Este é o preço que o filho deve pagar por ter tratado mal a mãe. Se insistir com grosseria, ele que arque com outras consequências, que devem estar combinadas antes. Tudo o que é combinado tem de ser cumprido. Mesmo que a vontade dos pais seja perdoar, alimentam a má educação.
Pense nisso: Educar dá trabalho! Mas vale a pena…Afinal: quem ama, educa.
Referencia/ Citação:
Tiba, Içami. Educação familiar : presente e futuro – São Paulo : Integrare Editora, 2014.
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Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sexta-feira, novembro 11, 2016

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL ALIVIA A ANSIEDADE E MUDA O CÉREBRO

Por: Dra Silvana Frassetto (Especialista em TCC)
Não dá para evitar: a vida moderna causa estresse e ansiedade. Coisas importantes como a insegurança no emprego, ou pequenas, como uma pia entupida, vão se amontoando e os níveis de ansiedade vão aumentando, e vão mudando o cérebro das pessoas. Um estudo recente publicado na revista Translational Psychiatry, demonstrou que a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) aplicada a pacientes com fobia social reduziu os sintomas destes pacientes, ocasionando, também, mudanças no volume e na atividade cerebral. A psicóloga especialista em TCC e doutora em Bioquímica, com ênfase em Neurociências, Silvana Frassetto, explica que a TCC parte da ideia que podemos nos libertar de angústias se nos tornamos conscientes de nossa forma distorcida de ver as situações, particularmente as estressantes, ajustando desta forma nosso comportamento.
Fobia Social (ou transtorno de ansiedade social) ocorre quando o indivíduo sente intenso e persistente medo em situações sociais onde possam ocorrer constrangimento ou avaliações negativas. Não se trata apenas de timidez. A pessoa fóbica social evita a todo custo se expor em eventos sociais, como falar em público, dirigir uma reunião ou dar uma palestra. Muitas pessoas chegam a desistir de empregos e dos estudos visando fugir destas situações que para ela são apavoradoras.
Como a pesquisa foi feita
Pesquisadores da Linköping University e de outras universidades suíças trataram 26 pacientes fóbicos ansiosos por 9 semanas. Realizaram uma imagem por ressonância magnética (MRI em inglês) do cérebro dos pacientes antes e depois da terapia.
Os pesquisadores descobriam que quanto maior era a melhora do paciente, menor era o volume de uma área cerebral chamada amígdala, a qual, dentre outras situações, é ativada quando a pessoa sente medo e ansiedade.
Esta pesquisa evidencia os efeitos psicológicos e biológicos da terapia cognitivo-comportamental e mostra que, quando o paciente está em terapia, ele não somente altera suas emoções, pensamentos e comportamentos, mas também o próprio cérebro.
Fonte: Neuroplasticity in response to cognitive behavior therapy for social anxiety disorder. K N T Mansson, A Salami, A Frick, P Carlbring, G Andersson, T Furmark and C-J Boraxbekk.
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terça-feira, outubro 25, 2016

(Re)Descubra o Novo!

Quando uma pessoa chega diante do mar pela primeira vez, fica impactada pela beleza e pela força que vê diante de si.
Já quem mora de frente para a praia, olha e não vê, vê e não enxerga, enxerga e já não sente mais nada…
Quando um turista desce no aeroporto da cidade desejada, quando vê monumentos e ruas que antes só via na TV,quando percorre ruas que antes eram sonhos, fica entusiasmado, tira milhares de fotos, compra postais e jura que um dia vai voltar. Quem mora ali mesmo, ás vezes quer até se mudar…
Quando alguém se apaixona por uma pessoa, move mundos e fundos para conquistar.
Faz coisas que parecem ridículas, contém seus vícios, fala manso, ri muito, capricha nas roupas, cerca a pessoa de todas as formas. Depois de algum tempo da conquista, se transforma, já não beija mais como antes, não leva flores, nem bombons, esquece até de mudar de roupa, e por fim, esquece do amor que nunca existiu…
Por isso, antes de encantar-se com o fim da viagem, curta a estrada e seus contornos.
Antes de comer a comida saborosa, cheire seus odores, aprecie a arrumação no prato, coma devagar e aprecie cada sabor.
Antes de terminar o relacionamento, examine se o que você cobra tanto, você oferece?
Antes de sair do emprego pergunte-se: será que fiz o melhor pelo ambiente?
O encanto está nos nossos olhos, o desencanto em nossos corações.
Por isso, deixe-se levar pela emoção todos os dias, descubra o novo no velho, e faça de cada dia, uma novidade pelos detalhes amorosos do seu ser.
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sexta-feira, outubro 14, 2016

Reflexão para a Vida

Diz a lenda que um monge, próximo de se aposentar precisava encontrar um sucessor entre seus 2 discípulos.
O mestre lançou um desafio para colocar a sabedoria dos dois à prova. Ambos receberam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreenderem a subida de uma grande montanha.
Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. Parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando seu oponente sumir de vista.
Prova encerrada, todos voltam da montanha para ouvirem do monge, o óbvio anúncio. O derrotado aproxima-se e pergunta ao vencedor como ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos:
- Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta.
Carregando feijões ou problemas: há sempre um jeito mais fácil de levar a vida.
Problemas são inevitáveis. Já a duração do sofrimento é você quem determina.

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domingo, setembro 04, 2016

Insônia e o Tratamento com a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC)


[Sinônimo: Distúrbio do sono]
Nos tempos atuais, correria, estresse, compromissos e preocupações: em meio a tudo  como simplesmente fechar os olhos e pegar no sono à noite?
Estudos multinacionais mostram que a prevalência de insônia crônica entre os adultos varia de 3,9% a 22%.
A ICSD-3 (Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono-3) define como insônia crônica a condição que se instala quando surge um ou mais dos seguintes problemas, pelo menos três vezes por semana, por pelo menos três meses:
  • Dificuldade para iniciar o sono;
  • Dificuldade para mantê-lo;
  • Acordar mais cedo do que o desejado;
  • Resistência para deitar num horário razoável;
  • Dificuldade para dormir sem um parente ou um cuidador.
Quando a duração desses transtornos é menor do que três meses, a insônia é classificada como de curta duração.
A Insônia é um distúrbio e pode estar associado ao aumento do risco de morte, doença cardiovascular, depressão, obesidade, dislipidemia, hipertensão, fadiga e ansiedade. Nos quadros crônicos, está associada a acidentes automobilísticos, domésticos e no trabalho.
Tratamento:
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é considerada uma das metodologias mais assertivas e eficazes no tratamento para a insônia, pois promove mudanças nas ações e  nos pensamentos que interferem diretamente na capacidade de dormir bem e ajuda a desenvolver hábitos saudáveis de sono. Algumas das técnicas utilizadas no tratamento:
  • Aprender a lidar com as emoções e com as crenças disfuncionais que você tem sobre dormir – (Expl: Não serei capaz de dormir pode gerar ansiedade – o que dificultara ainda mais o seu sono);
  • Higiene do sono;
  • Técnicas de relaxamento;
  • Restringir o tempo de sono;
  • Controle dos estímulos que mantém a vigília.
Estudos comprovam que seus benefícios são superiores ao uso de medicamentos, tanto na eficácia quanto na duração dos efeitos positivos.
Medicações: Geralmente são prescritos em casos refratários, quando os demais recursos foram esgotados.

quinta-feira, setembro 01, 2016

Suicídio: Vamos falar à respeito?


O Suicídio ainda é um assunto tabu em nossa sociedade, seja por causar medo, espanto ou pelo fato das pessoas não saberem como lidar com a triste realidade.
As causas mais comuns do Suicídio estão associadas a transtornos mentais (psicológicos e/ ou psiquiátricos) que podem incluir depressão, ansiedade, transtorno bipolar, esquizofrenia, alcoolismo e abuso de drogas. Dificuldades financeiras e/ou emocionais também desempenham um fator significativo.
Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma media de 800 mil pessoas cometem Suicídio no mundo a cada ano (número maior que todos os mortos em guerras, vítimas de homicídios e desastres naturais). Novos estudos indicam que o ritmo dos Suicídios está se acelerando. A Universidade de Oxford estudou os efeitos da crise econômica global, que começou em 2008, sobre as taxas de Suicídio nos EUA, no Canadá e na Europa. Em todos os casos, elas apresentaram crescimento: de 4,8%, 4,5% e 6,5%, respectivamente. Os Suicídios no mundo já vinham aumentando (o número global de casos cresceu 60% desde a década de 1970), mas agora assumiram um ritmo mais intenso. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos por dia, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer.
Ainda segundo a OMS, 9 em cada 10 casos poderiam ser prevenidos. É necessário a pessoa buscar ajuda e atenção de quem está à sua volta.
Indicadores que a pessoa precisa de ajuda especializada, tem ideação (=ideias) Suicida e pode vir a cometer o Suicídio:
  • Desesperança de vida/ de futuro;
  • Isolamento social;
  • Deixar de cumprir com as obrigações diárias sem se importar com consequências;
  • Falar sobre a morte como a única saída para os problemas;
  • Dizer frases do tipo: “Não consigo lidar com tudo isso – a vida é muito difícil. Não se preocupe, não estarei aqui pra ver o desenrolar disso. Não vou te atrapalhar por muito tempo. Você ficara melhor sem mim. Sinto como se não houvesse saída. Gostaria de estar morto. Não queria ter nascido.”
Portanto, esteja atento às mudanças bruscas nos comportamentos; se você perceber que as ideias de suicídio são frequentes, investigue se existe um planejamento para o ato suicida. Não encare a situação como: “ele (a) faz isso somente para chamar atenção/ Não teria coragem”. Procure ajuda especializada o mais rápido.
A prevenção ainda é a melhor saída.
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) na prevenção ao Suicídio:
O processo terapêutico da TCC com o paciente com pensamentos suicidas tem similaridades com o processo terapêutico da TCC para pacientes com depressão, com transtornos de ansiedade, com transtornos de dependência de substância, dentre outros (Wenzel et al., 2010). A TCC com o paciente suicida se debruça sobre os problemas de vida do indivíduo, mais aguçadamente se estes estiverem concatenados com crises suicidas. Sendo assim, torna-se importante atentar para a prevenção do Suicídio, seja na busca de estratégias que modifiquem a ideação ou intenção suicida, seja na busca de estratégias que provoquem esperança para o futuro (Wenzel et al., 2010).
Sabe-se da eficácia comprovada do tratamento da TCC para pacientes com quadros depressivo e ansioso, os quais podem aumentar o risco de Suicídio. Um terapeuta com características ativas e assertivas, que acredite no tratamento e tenha um plano de ação é ponto importante para gerar mudança nas cognições, nas emoções e nos comportamentos do paciente. Uma aliança terapêutica estabelecida pode contribuir para a redução da desesperança e dos pensamentos suicidas (Sudak, 2012).
Estudo realizado por Brown e colaboradores (2005) com um grupo de pacientes com graus significativos de desesperança aponta que intervenções realizadas por meio de 10 sessões de TCC tornaram 50% dos participantes menos propensos à tentativa de suicídio no período do acompanhamento do que o grupo que não recebeu tal tratamento. Além disso, foi constatada diminuição significativa dos níveis de desesperança do grupo que foi acompanhado a partir da TCC, bem como outros sintomas depressivos se tornaram menos graves.
Fonte/ Referências Bibliográficas:
Brown, G. K., Have, T. T., Henriques, G. R., Xie, S. X., Hollander, J. E., & Beck, A. T. (2005). Cognitive therapy for the prevention of suicide attempts: A randomized controlled trial. Journal of American Medical Association, 294(5),563-570. DOI: http://dx.doi.org/10.1001/jama.294.5.563
Global Burden of Disease, Organização Mundial da Saúde.
Sudak, D. M. (2012). Combinando terapia cognitivo-comportamental e medicamentos: Uma abordagem baseada em evidências. Porto Alegre: Artmed.

Wenzel, A., Brown, G. K., & Beck, A. T. (2010). Terapia cognitivo-comportamental para pacientes suicidas. Porto Alegre: Artmed.

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com