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quinta-feira, agosto 10, 2017

O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA?


A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.
A ABEM estima que atualmente 35 mil brasileiros tenham Esclerose Múltipla.
Sistema Nervoso Central
A Esclerose Múltipla:
  • NÃO é uma doença mental.
  • NÃO é contagiosa.
  • NÃO é suscetível de prevenção.
  • NÃO tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.
Sintomas mais comuns
Fadiga
Sintoma debilitante de instalação imprevisível ou desproporcional em relação à atividade realizada. A fadiga é um dos sintomas mais comuns e um dos mais incapacitantes da EM. Manifesta-se por um cansaço intenso e momentaneamente incapacitante. Muito comum quando o paciente se expõe ao calor ou quando faz um esforço físico intenso.
Alterações  fonoaudiológicas
Pode surgir no inicio da doença ou no decorrer dos anos alterações ligadas a fala e deglutição com sintomas como: fala lentificada, palavras arrastadas, voz trêmula, disartrias, fala escandida (o que é?) e disfagias (dificuldade para engolir: líquidos, pastosos, sólidos).

Transtornos visuais:
Visão embaçada;
Visão dupla (diplopia);
Problemas de equilíbrio e coordenação:
Perda de equilíbrio;
Tremores;
Instabilidade ao caminhar (ataxia);
Vertigens e náuseas;
Falta de coordenação;
Debilidade (pode afetar pernas e o andar);
Fraqueza geral.
Espasticidade
A espasticidade é arigidez de um membro ao movimento e acomete principalmente os membros inferiores.
A parestesia compromete a sensação tátil normal. Pode surgir como sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo;
Outras sensações não definidas como a dor, por exemplo.
Transtornos cognitivos
O paciente pode apresentar sintomas cognitivos, ou seja; de memória, durante qualquer momento da doença, e independe da presença de sintomas físicos/ motores. As funções cognitivas mais frequentemente comprometidas são no processamento da memória e na execução das tarefas. Os indivíduos se queixam muito que levam mais tempo para memorizar as tarefas e possuem mais dificuldades para executar as mesmas.
Transtornos emocionais
Pode haver sintomas depressivos, ansiosos, transtorno de humor, irritabilidade, flutuação entre depressão e mania (transtorno bipolar).
Sexualidade
Disfunção erétil, nos homens.
Diminuição de lubrificação vaginal nas mulheres.
Comprometimento da sensibilidade do períneo (região da genitália), interferindo no desempenho do ato sexual.

FONTE: ABEM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

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sexta-feira, novembro 25, 2011

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL (TCC): EFICACIA NO TRATAMENTO CONTRA A OBESIDADE



A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) tem eficácia comprovada no tratamento contra a obesidade. De acordo com os princípios básicos da TCC, a maneira como as pessoas pensam interfere diretamente em suas emoções e comportamentos.  No tratamento para a obesidade a TCC auxilia o paciente a identificar os pensamentos sabotadores e a utilizar ferramentas para responder a eles de maneira funcional.
No trabalho clinico com pacientes obesos, é muito comum notarmos que pessoas obesas não sabem 'pensar' como pessoas magras, ou seja, tem uma programação mental que sabota seus esforços e freqüentemente tem pensamentos do tipo: Sei que não deveria comer isto, mas não me importo; Se eu comer isto só desta vez não terá problemas; Tive um dia difícil. Mereço comer; Não consigo resistir a esta comida; Estou chateado. Tenho que comer; Já comi o que não devia, vou continuar comendo ate o final do dia; É muito difícil. Não quero continuar fazendo dieta; Nunca vou emagrecer.

Estudos nos mostram que uma pessoa que se submete a uma dieta razoável poderá obter melhores resultados se conseguir estabelecer uma programação mental adequada:

Estou com fome + Pensamento Sabotador: Isso é intolerável! Tenho que comer = Ansiedade =  Procurar comida.
Estou com fome + Respostas Adaptativas: Tudo bem. Vou comer dentro de pouco tempo. Posso esperar = Auto-Controle = Envolvimento em outras atividades.

É muito comum a queixa de pacientes que iniciam o processo de emagrecimento mas chegam a abandonar a dieta e algumas das razões para isso acontecer podem estar relacionadas a questões emocionais como: Não se sentir satisfeito mesmo tendo acabado de comer; sentir-se chateado e pensar que comendo sentir-se-á melhor; sentir-se atraído (desejo) por um alimento enquanto fazia compras no supermercado; estar exausto e optar ao fastfood; ser muito educado para recusar a sobremesa que foi preparada para você; ir a uma festa e ter vontade de se tratar bem.

Portanto, para que você consiga emagrecer e manter o peso conquistado, é importante resolver alguns problemas tanto práticos quanto psicológicos e para isso é essencial que haja a mudança de pensamentos automáticos negativos como: Eu sou um fracasso. Nunca serei capaz de emagrecer para Eu posso recomeçar utilizando novas estratégias agora mesmo.

Você já pode ter conseguido mudanças de curto prazo em hábitos alimentares para emagrecer porem quando o caminho se tornou difícil, acabou abandonando seu objetivo por não saber responder  aos pensamentos sabotadores: Eu gostaria de poder comer isto ou É injusto não poder comer isto e ficar triste/ infeliz ao invés de responder assertivamente: Estou tão feliz por não comer isto ou Estou feliz por não ter comido exageradamente.

Comer não é uma ação automática ou involuntária como os batimentos cardíacos ou a respiração. Você decide comer. Logo, você pode aprender a ter mais controle sobre suas decisões alimentares.

É importante notar que geralmente há um pensamento que precede o ato de comer (seus pensamentos influenciam o que você faz). Se diante de um pacote de bolachas você pensar eu quero mesmo comer uma, pegar só uma não fará diferença e não reagir a este pensamento você ira adiante e comerá a bolacha. Porem se você pensar eu realmente quero comer uma bolacha, mas não devo pois não faz parte da minha dieta; é importante que eu evite comer entre as refeições, ficará mais fácil você resistir e não comer a bolacha.

Os pensamentos sabotadores fazem com que você reaja de maneira disfuncional e os pensamentos que os conduzem a agir de forma produtiva são funcionais.

1- Pensamentos sabotadores incentivam você a comer: Eu sei que não devo comer isto, mas tudo bem por que tive um dia difícil; É uma comemoração; Tudo ira para o lixo; Eu quero tanto; Recomeçarei a dieta amanhã.
2 - Pensamentos sabotadores minam sua autoconfiança: Foi terrível comer, sou tão fraco; Não serei capaz de emagrecer ao invés de tudo bem, eu errei, eu não poderia ter comido, mas vou comer direito a partir de agora. Esse tipo de pensamento também pode ser freqüente quando você se pesa e vê que seu peso aumentou: Isso é terrível! Nunca dará certo. Ao invés de Isso não é tão grave assim continuarei persistindo na dieta e meu peso provavelmente diminuirá nos próximos dias.
   3 - Pensamentos sabotadores aumentam o nível de estresse: Eu tenho de fazer tudo perfeito aumenta o estresse. (Perfeição e inatingível); Tenho que fazer as pessoas felizes o tempo todo.

Os pensamentos sabotadores surgem quando você recebe os seguintes estímulos: Estímulos ambientais (visão e o cheiro dos alimentos); Estímulos biológicos (a fome, a sede ou o desejo incontrolável de comer); Estímulos mentais (pensar sobre alimentos, ler uma receita culinária, lembrar de alguma comida que você gostou de comer, lembrar-se de uma situação na qual foi privado de comer ou se imaginar comendo);  Estímulos emocionais (sentimentos desagradáveis como a raiva, a tristeza, a ansiedade, a frustração ou o aborrecimento. Sentimentos agradáveis também podem ser estímulos emocionais);   Estímulos sociais (pessoas que o incentivam a comer ou situações nas quais você gostaria de comer como os demais).

Todas as vezes que você resistir a alimentos que não deverão ser consumidos, você estará   fortalecendo sua tendência a resistir no futuro. Quando você se rende aos alimentos que não deveria comer, estará fortalecendo sua tendência a desistir da dieta. Então, se você quer emagrecer e se conservar magro definitivamente precisará aproveitar cada oportunidade para fortalecer seu músculo de resistência e enfraquecer o músculo de desistência.
Exemplos de pensamentos funcionais: Não, eu não preciso comer isto, afinal não estou com fome, ja que almocei a poucas horas; Ao invés de comer este bolinho, posso optar por algo mais saudável ja que não falta muito tempo para o jantar.

É importante reforçar-se positivamente cada vez que resistir a comida. Dizer: Droga eu queria ter comido ao invés de Foi muito bom eu não ter comido. Agindo assim você fortalecerá o seu músculo de resistência e enfraquecerá o músculo da desistência, portanto, responder aos pensamentos sabotadores é uma habilidade que poderá ser usada pela vida inteira para manter a perda de peso.

É importante distinguir a diferença entre a fome e outras sensações que se parecem com ela:
Fome – Experimentar uma sensação de vazio no estômago, freqüentemente acompanhada de ruídos.
Sede – Experimentar uma sensação de secura na boca que o impele a ingerir liquido.
Desejo – Querer comer por influencia de outros estímulos, mesmo que tenha recém comido.
Desejo Incontrolável – Sentir urgência de comer um especifico alimento, acompanhada de tensão e sensação desagradável na boca, na garganta ou no corpo.

Muitas vezes, a cadeia de eventos que termina no ato de comer é direta:

Estimulo – Pensamento – Decisão – Ação

Em outras ocasiões a cadeia de eventos é mais complicada e antes de tomar a decisão de comer, você passa a argumentar consigo mesmo: Eu acho que vou comer. Não, eu realmente não deveria, mas eu quero muito comer. Isto não está em minha dieta. Parece tão gostoso, mas não programei comer isto. Dependendo de onde termina essa argumentação interna você toma a decisão de comer ou não.
  
            Características que tornam a dieta mais difícil:

  •         Comer sem estar realmente com fome;
  •         Pensamentos como: E se eu tiver fome mais tarde?
  •         Comer além do ponto médio de satisfação;
  •         Dizer a si mesmo: Não tem importância - após comer algo que não deveria;
  •         Comer para se confortar;
  •         Abandonar a dieta após a balança indicar que engordou;
  •         Comer porque não acha justo não poder comer como as outras pessoas;
  •         Interromper a dieta assim que emagrecer.

Se você precisa se esforçar para emagrecer, sua programação mental sobre os alimentos e maneira de se alimentar é diferente do que das pessoas que não precisam. A sua forma de pensar torna a dieta mais difícil, pois há uma superestimação do desconforto e da duração dos desejos incontroláveis de comer, subestimando o fato de que pessoas magras também restringem sua alimentação.
Para eliminar, definitivamente, o excesso de peso, será necessário um conjunto de habilidades para dieta. É importante que escolha uma dieta saudável e nutritiva de preferencia elaborada por um nutricionista, o apoio psicológico e a pratica de exercícios físicos diários.

Algumas dicas essenciais para que sua dieta seja eficaz:

  • Escolher uma dieta nutritiva;
  • Arrumar tempo e energia para fazer dieta;
  • Planejar o que e quando comer;
  • Procurar apoio (psicologico, nutricional, fisico);
  • Aprender a lidar com a decepção;
  • Ver o ato de comer exageradamente como um problema temporário que você pode resolver;
  • Saber lidar com a fome e o desejo incontrolável de comer;
  • Eliminar o ato de comer pelo fator emocional/ psicológico (fome psicológica);
  • Elogiar a si mesmo.

Referencia Bibliografica: BECK, J. S. Pense magro: a dieta definitiva de Beck. Porto Alegre: Artmed, 2008. 317 p.