quinta-feira, março 30, 2017

A sua paz interior depende exclusivamente de você

"Perto de Tóquio vivia um grande samurai, já idoso, que se dedicava a ensinar zen aos jovens.
Apesar de sua idade, corria a lenda de que ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Certa tarde, um guerreiro conhecido por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali.
Queria derrotar o samurai e aumentar sua fama.
O velho não aceitou o desafio e o jovem começou a insultá-lo.
Chutou algumas pedras em sua direção, cuspiu em seu rosto, gritou insultos, ofendeu seus ancestrais.
Durante horas fez tudo para provocá-lo, mas o velho permaneceu impassível.
No final da tarde, sentindo-se já exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se.
Desapontados, os alunos perguntaram ao mestre como ele pudera suportar tanta indignidade.
- Se alguém chega até você com um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
- A quem tentou entregá-lo, respondeu um dos discípulos.
- O mesmo vale para a inveja, a raiva e os insultos.
Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem o carregava consigo.
A sua paz interior depende exclusivamente de você.
As pessoas não podem lhe tirar a calma. Só se você permitir."
(Parábola taoísta de autoria desconhecida)

sexta-feira, março 24, 2017

A suposta função evolutiva da depressão

Uma das características da depressão é ficar ruminando ideias obsessivamente. Você sofre por coisas que aconteceram num passado remoto ou recente, fica tentando encontrar explicações para as coisas – uma briga não resolvida, um relacionamento que não deu certo – e se afunda nesses pensamentos. Apesar de saber que eles lhe fazem mal, você não consegue sair dessa situação. Quem já passou por isso sabe como pode ser doloroso – e quem melhorou sabe como é libertador. A Organização Mundial da Saúde (OMS) diz que a depressão já é a doença mais incapacitante do mundo e atinge mais de 400 milhões de pessoas.
Mas alguns psicólogos têm sugerido uma abordagem diferente para a depressão: e se, em vez de ser um transtorno, uma desordem, ela tiver sua função evolutiva e for uma resposta estratégica para alcançar certos benefícios? Em um artigo recente publicado na revista Nautilus, o escritor Matthew Hutson explicou isso melhor.
Ali, ele diz que pesquisadores como Paul Andrews, psicólogo evolucionista da Universidade McMaster, e J. Anderson Thomson, psiquiatra da Universidade de Virginia, observaram que os sintomas físicos e mentais da depressão parecem formar um sistema organizado: “Há anedonia, que é a falta de prazer ou interesse na maioria das atividades. Há um aumento na ruminação, a obsessão sobre a fonte da própria dor. Há um aumento em certos tipos de capacidade analítica. E há um aumento no sono REM, um tempo em que o cérebro consolida memórias”.
Ordem na desordem
Para eles, esses sintomas não seriam aleatórios. Afinal, como é que uma suposta desordem pode produzir um conjunto tão organizado de respostas? A função dessa condição seria nos afastar das atividades ordinárias da vida e nos obrigar a concentrar na compreensão ou na solução do problema que desencadeou o episódio depressivo – como o relacionamento fracassado, por exemplo. Estudos com depressivos confirmam isso: “Em um estudo de 61 indivíduos deprimidos, 4 em cada 5 relataram pelo menos um lado positivo da sua ruminação, incluindo auto-percepção, resolução de problemas e prevenção de erros futuros”, diz o texto de Hutson.
Pensando assim, as terapias cognitivo-comportamentais podem funcionar justamente porque aceleram processos que poderiam ocorrer naturalmente ao longo de meses ou anos. Quem faz terapia talvez consiga compreender – e superar – um problema em bem menos tempo e com menos sofrimento do que faria sem ela.
A função dos antidepressivos
Mas o que dizer dos antidepressivos? Se a depressão é uma resposta estratégica que estamos programados para ter, faz sentido combater seus sintomas? O antropólogo Edward Hagen, da Washington State University, é outro defensor dessa hipótese. No entanto, ele reconhece que, da mesma forma que seria antiético para um ortopedista tratar de um pé quebrado apenas engessando-o, sem prescrever remédios para dor, é preciso tratar os dolorosos efeitos da depressão.
Mas, assim como analgésicos sozinhos não resolvem o problema de um pé quebrado, ele diz que antidepressivos não deveriam ser receitados sem que se leve em conta as circunstâncias do paciente, como a morte de alguém próximo. Apesar de os remédios terem um efeito imediato importante, eles não podem, sozinhos, ajudar o paciente a resolver seus problemas a longo prazo.
Ninguém está dizendo, com isso, que a depressão seria uma evolução positiva ou útil. “Nós evoluímos para desejar consumir açúcar e gordura, mas essa adaptação é incompatível com nosso ambiente moderno de abundância calórica, levando a uma epidemia de obesidade. A depressão também pode ser uma condição incompatível”, diz o artigo.
Além disso, os psiquiatras todos concordam que a doença não tem uma causa – embora geralmente tenha gatilhos – e que alguns casos são causados por falhas genéticas ou por padrões de pensamento negativos aprendidos durante episódios anteriores não resolvidos. Mesmo quando há um gatilho, é muito difícil encontrá-lo em meio a todas as nossas memórias, especialmente quando não existiu nenhum grande trauma. Você pode até ter ideia de qual episódio tenha sido, mas nunca vai conseguir testar isso objetivamente.
Por fim, é preciso frisar que estamos falando de hipóteses sem comprovação clínica – e, na verdade, nem se sabe se uma eventual comprovação trará alguma mudança na forma como se trata a depressão atualmente. Ainda assim, elas nos fazem pensar. Ter uma abordagem diferente pode ser útil a pesquisadores, profissionais da saúde e principalmente para aqueles que lutam contra a depressão no seu dia a dia.
Fonte: http://super.abril.com.br/blog/como-pessoas-funcionam/a-suposta-funcao-evolutiva-da-depressao/

terça-feira, março 07, 2017

Jamais Desista

"(...) Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. E você pode evitar que ela vá a falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer “me perdoe”. É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”. É ter humildade da receptividade.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz. E, quando você errar o caminho, recomece. Pois assim você descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para lapidar o prazer. Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo.
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível, ainda que se apresentem dezenas de fatores a demonstrarem o contrário."
AutoriaDr. Augusto Cury (Médico Psiquiatra, Professor e Escritor brasileiro).

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

segunda-feira, fevereiro 20, 2017

E Voce prefere ter Razão ou ser Feliz?

Oito da noite numa avenida movimentada.
O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, assim como o caminho que ela conferiu no mapa antes de sair. Ele dirige o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda.
Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe que estava errado.
Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno.
Ela sorri e diz que não há problema algum em chegar alguns minutos mais tarde. Mas ele ainda quer saber:
- Se você tinha tanta certeza de que eu estava tomando o caminho errado, deveria insistir um pouco mais.
E ela diz:
- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma briga, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite.
E voce? Escolhe ser feliz ou ter razão?

Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

sexta-feira, fevereiro 17, 2017

Deixe a Raiva secar...

Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.
Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Júlia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.
Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.
Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: - Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.
Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações. Mas a mãe, com muito carinho, ponderou:
- Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro, depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha! Com a raiva é a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro, depois fica bem mais fácil resolver tudo.
Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:
- Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.
- Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.
E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar história do vestido novo que havia sujado de barro.
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

segunda-feira, fevereiro 13, 2017

O Tempo

"Imagine que você tenha uma conta corrente e a cada manhã você acorde com um saldo de R$ 86.400,00. Só que não é permitido transferir o saldo do dia para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz?
Você irá gastar cada centavo, é claro!
Todos nós somos cliente deste banco que estamos falando.
Chama-se TEMPO.
Todas as manhãs são creditados para cada um 86,400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reinicializada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta. Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na saúde, felicidade e sucesso!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.

• Para você perceber o valor de UM ANO, pergunte para um
estudante que repetiu o ano.
• Para você perceber o valor de UM MÊS, pergunte para uma mãe
que teve o seu bebê prematuramente.
• Para você perceber o valor de UMA SEMANA, pergunte a um
editor de um jornal semanal.
• Para você perceber o valor de UM DIA, pergunte a uma diarista
que não pode ir ao trabalho.
• Para você perceber o valor de UMA HORA, pergunte aos amantes
que estão esperando para se encontrar.
• Para você perceber o valor de UM MINUTO, pergunte a uma
pessoa que perdeu o trem.
• Para você perceber o valor de UM SEGUNDO, pergunte a uma
pessoa que conseguiu evitar um acidente.
• Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO de segundo,
pergunte a alguém que ganhou a medalha de prata em uma Olimpíada.

Valorize cada momento que você tem! E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
O ontem é história.
O amanhã é um mistério.
O hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE! "
Contato:
Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com 

quarta-feira, fevereiro 08, 2017

"Quem Ama Educa"

É muito comum os pais me procurarem no consultório para atender seus filhos (crianças e/ ou adolescentes) com a queixa de que seus filhos são “malcriados”, respondões,   não sabem lidar com frustrações. Comportam-se como manipuladores e dominadores diante de seus pais. Nestes casos, não é o filho que precisa de Psicoterapia, mas os pais que precisam serem orientados para lidar e mudar seus comportamentos diante dos seus filhos, colocando a estes limites, tendo atitudes firmes e aprenderem a não ceder às chantagens emocionais dos mesmos.
O médico Psiquiatra Içami Tiba (1941-2015), em seu livro “Educação Familiar – Presente e Futuro (2014)”, nos convida a refletir sobre o comportamento:
Se um filho ofende a mãe, esta não deveria atendê-lo. Se a mãe engole seco e procura atendê-lo, está reforçando a má educação. Se a mãe, sem ficar brava, disser claramente: “Se você me trata mal, eu saio de perto de você” (e se afasta), o filho vai aprender que se tratar mal as pessoas, elas se afastarão.
Não é interessante nem educativo a mãe se afastar em silêncio ou magoada. Tem de explicar que não aceitou como o filho a tratou. Não basta o filho vir e pedir algo outra vez. É preciso que antes peça desculpas pelo desrespeito. Este é o preço que o filho deve pagar por ter tratado mal a mãe. Se insistir com grosseria, ele que arque com outras consequências, que devem estar combinadas antes. Tudo o que é combinado tem de ser cumprido. Mesmo que a vontade dos pais seja perdoar, alimentam a má educação.
Pense nisso: Educar dá trabalho! Mas vale a pena…Afinal: quem ama, educa.
Referencia/ Citação:
Tiba, Içami. Educação familiar : presente e futuro – São Paulo : Integrare Editora, 2014.
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Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com