domingo, abril 15, 2012

Enurese Noturna

Xixi na cama: só 10% têm causa emocional

O famoso xixi na cama não está diretamente relacionado ao lado emocional da criança como a maioria das pessoas acredita. Noventa por cento dos casos são orgânicos e a maior parte deles tem razão hereditária.

Dois terços dos pais que já sofreram com o problema podem ter filhos com os sintomas da enurese noturna - que é a continuação involuntária do hábito da criança urinar na cama após a idade em que já deveria controlar o xixi.

O controle da urina durante o dia aparece mais precocemente. Geralmente, com cerca de dois anos de idade, a criança começa a notar a sensação de bexiga cheia e a chamar a atenção quando quer fazer xixi. A partir daí, as mães tendem a retirar a fralda diurna, mantendo a noturna por mais tempo.

Se, ao ultrapassar os cinco anos, a criança ainda não demonstrou controle da urina durante a noite, o ideal é procurar um pediatra. Na maioria das vezes, trata-se de um caso de enurese noturna primária.

As causas

Grande parte dos casos de enurese noturna primária é genética. Geralmente se encontram vários casos anteriores ao da criança na família, como tios, avós, pais ou primos que tiveram o mesmo problema.

Algumas crianças sofrem com a falta de uma substância chamada vasopressina, que é fabricada pela hipófise para diminuir a produção de urina durante a noite. Com esse déficit, muitas produzem, à noite, a mesma quantidade de urina que produzem durante o dia.

Outra causa possível é uma imaturidade do sistema nervoso, que impede que o cérebro da criança receba o aviso enviado pela bexiga cheia durante a noite. Sem ser avisada, a criança deixa de acordar para ir ao banheiro e acaba encharcando os lençóis.

Os casos emocionais - apenas 10% – são chamados de enurese secundária porque, geralmente, acontecem depois de a criança já ter aprendido a controlar o xixi, normalmente por um trauma emocional.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico e o tratamento para o combate do xixi na cama devem ser iniciados o mais rapidamente possível - próximo dos cinco anos de idade – assim que a doença for diagnosticada.

Quanto antes o problema for tratado, menos chances a criança terá de sofrer com baixa autoestima, que acaba interferindo no seu comportamento emocional, ou seja, podendo torná-la tímida, retraída e sem confiança nas suas próprias capacidades.

Tratamentos

Existem medicamentos para repor a vasopressina em tratamentos que duram cerca de um ano. O remédio só deve deixar de ser tomado quando a criança estiver com a cama "seca" há mais de seis meses.

Dependendo do caso, há medicamentos que relaxam a musculatura da bexiga e diminuem as contrações responsáveis por eliminar o xixi. Com menos contrações, diminui-se a probabilidade de liberar urina à noite. Alguns antidepressivos também têm uma ação específica sobre a musculatura da bexiga e também podem minimizar o problema.

Apesar de o diagnóstico ser simples – geralmente obtido em uma conversa entre os pais e o médico – cada caso deve ser tratado de maneira específica. Xixi na cama nunca mais!

Algumas dicas para diminuir as chances de a criança molhar os lençóis todas as noites:

• Procure fontes confiáveis e não perca tempo com tratamentos alternativos sem qualquer comprovação científica.

• Não compense a má alimentação da criança durante o dia com mamadeira ou copo de leite à noite, que aumenta o volume de líquido filtrado pelo rim.

• Se necessário, diminua a ingestão de sucos e sopas à noite.

• A suposta sede da criança antes de dormir pode ser evitada se ela se acostumar a tomar mais líquido durante o dia, de forma distribuída.

• Esvazie a bexiga da criança antes do sono.

• Retire a fralda para desacostumar a criança do "conforto" de urinar na cama.

• Evite levar a criança, durante o sono, para o banheiro. Além de interferir na tranquilidade do sono, dormindo a criança não vai aprender a desenvolver o reflexo de que deve acordar antes de fazer xixi na cama.

Curiosidades

O problema é mais comum entre as crianças hiperativas. Um terço dos pacientes com enurese noturna apresenta a associação dos dois quadros: xixi na cama e hiperatividade.

Você sabia que 20% das crianças e adolescentes com enurese também apresentam enxaqueca?

Treinamento de "retenção urinária"

Treinar a retenção urinária da criança pode ser uma boa maneira de acostumá-la ao controle do xixi.

O exercício pode ser feito da seguinte maneira:

Dar líquido (água ou suco) para a criança beber às 9 horas ou às 15 horas. Após 15 ou 20 minutos, ela terá vontade de urinar. Peça que ela segure a vontade por um ou dois minutos ou o quanto aguentar. Dessa forma, ela estará sendo hidratada no período certo (que não é antes de dormir) e fazendo exercícios para estimular a sensação de bexiga cheia, que nos leva naturalmente ao banheiro durante a noite.

Fonte: Dr. Abram Topczewski – Neurologista da Infância e Adolescência do Einstein e co-autor do livro "Xixi na cama nunca mais!".

Fonte: Hospital Albert Einstein

segunda-feira, abril 02, 2012

Camelo, Leão e Criança



“Três transformações do espírito vos menciono: como o espírito se muda em camelo, e o camelo em leão, e o leão, finalmente, em criança.” Friedrich Nietzsche 

O filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844-1900) defendeu que os seres humanos evoluem na Terra, podendo passar metaforicamente por três fases "camelo", "leão" e "criança".
O homem, ao nascer, é como o camelo. É obrigado a comer, assimilar e armazenar, por um bom tempo, grande parte dos dados, histórias e ensinamentos acumulados pela humanidade ao longo de séculos. Essas informações chegam a ele por meio das orientações dos pais, professores e mestres, da convivência com seus iguais ou também por toda a produção cultural existente na sociedade: livros, filmes, arte, teatro, arquitetura, todo tipo de mídia... Ele vai ruminar, ruminar e ruminar essa quantidade enorme de dados até construir seu sistema de valores e crenças que, na maioria das vezes, já está alinhado com valores e crenças organizadas e pré-existentes sejam elas religiões, sejam elas sistemas políticos, filosofias ou doutrinas.
A maior parte da humanidade vive no estado de camelo. Só assimilando, aceitando, deglutindo. Ou, pior, se estapeando por causa do conteúdo engolido, isto é, por causa de suas crenças, ideologias ou religiões. Os homens-camelos não têm potencial crítico para se afastar da própria crença, analisá-la de forma isenta e descobrir seus pontos falhos ou ângulos distorcidos. Principalmente porque ela está baseada na emoção, não na razão. Por isso, para eles, de alguma forma parece impensável e sacrílego fazer essa avaliação.
Uns poucos entre os camelos chegam ao estado de leão. Normalmente, os grandes felinos se insurgem contra isso tudo que está aí, como se dizia na década de 70. Pode ser por meio da arte, como Picasso, que subverteu os cânones dos critérios artísticos aceitos até sua época (não sem antes dominá-los muito bem, por sinal). Pode ser por meio do cinema, como Ingmar Bergman, que trouxe a conflituosa realidade psicológica do ser humano para seus filmes inovadores. Ou pode ser por meio da religião. Francisco de Assis, por exemplo, foi um extraordinário leão de seu tempo.
Leões são geralmente líderes e, por isso, têm enorme influência junto aos camelos. Por isso mesmo, muitas vezes são feitos em pedacinhos por eles ou, então, por outros leões na defesa de seu território. O problema do leão é que, na maioria dos casos, ele ainda está preso ao que ele é contra. Pode dedicar sua vida e até morrer por seu ideal. Como diz o mestre espiritual Osho, que comentou a teoria de Nietzsche no livro 'Liberdade, a Coragem de Ser Você Mesmo', a grande maioria da humanidade está empacada no estado do camelo; a minoria está empacada no estágio do leão. A maioria significa as massas; a minoria, a 'intelligentsia' (pintores, músicos, cineastas, intelectuais, escritores, uma boa parte dos pensadores...). O leão, continua Osho, evolui das massas e se faz por si mesmo. Ele é basicamente mental e egóico. Já para se formar a criança é preciso uma formidável revolução interior. A criança é a pessoa que passou por uma transformação interna absolutamente radical. Ela tornou-se um outro ser, renasceu. É pós-mental e pós-egóica. O camelo vive no passado, o leão no futuro e criança no aqui-e-agora. 

Ela é a única realmente livre.

segunda-feira, março 26, 2012

Escolhas: Apegar-se ou ser Livre?




Algumas tribos africanas utilizam um engenhoso método para capturar macacos. Como estes são muito espertos e vivem saltando nos galhos mais altos das árvores, os nativos desenvolveram o seguinte sistema:
1) Pegam uma cumbuca de boca estreita;
2) Em seguida, amarram-na ao tronco de uma árvore frequentada por macacos, afastam-se e esperam.
3) Após isso um macaco curioso desce;
4) Enfia a mão. Apanha a fruta, mas como a boca do recipiente é muito estreita, ele não consegue retirar a banana.
Surge um dilema: se largar a banana sua mão sai e ele pode ir embora livremente; caso contrário, continua preso na armadilha.
Depois de um tempo, os nativos voltam e, tranquilamente, capturam os macacos que teimosamente se recusam a largar as bananas. O final é meio trágico, pois os macacos são curados para servirem de alimento.
Você deve estar achando inacreditável o grau de estupidez dos macacos, não é? Afinal, basta largar a banana e ficar livre do destino de ir para a panela.
Fácil demais…
O detalhe deve estar na importância exagerada que o macaco atribui à banana. Ela já está ali, na sua mão… Parece ser uma insanidade largá-la. Essa história é engraçada, porque muitas vezes, fazemos exatamente como os macacos.
Você nunca conheceu alguém que está totalmente insatisfeito com o emprego, mas insiste em permanecer mesmo sabendo que está cultivando um infarto? Ou alguém que não está satisfeito com o que faz, e ainda assim faz apenas pelo dinheiro? Os casais com relacionamentos completamente deteriorados, que permanecem sofrendo, sem amor e compreensão? Ou pessoas infelizes por causa de decisões antigas, que adiam um novo caminho que poderia trazer de volta a alegria de viver?
A vida é preciosa demais para trocarmos por uma banana – que apesar de estar na nossa mão, pode levar-nos direto a panela.


Contato: vivian.psico@hotmail.com 

sábado, março 24, 2012

" Um Meio ou uma Desculpa "


(Por ROBERTO SHINYASHIKI)
Não conheço ninguém que conseguiu realizar seu sonho, sem sacrificar feriados e domingos pelo menos uma centena de vezes.
Da mesma forma, se você quiser construir uma relação amiga com seus filhos, terá que se dedicar a isso, superar o cansaço, arrumar tempo para ficar com eles, deixar de lado o orgulho e o comodismo.
Se quiser um casamento gratificante, terá que investir tempo, energia e sentimentos nesse objetivo.
O sucesso é construído à noite! Durante o dia você faz o que todos fazem, mas, para obter um resultado diferente da maioria, você tem que ser especial. Se fizer igual a todo mundo, obterá os mesmos resultados.
Não se compare à maioria, pois, infelizmente ela não é modelo de sucesso.
Se você quiser atingir uma meta especial, terá que estudar no horário em que os outros estão tomando chope com batatas fritas.
Terá de planejar, enquanto os outros permanecem à frente da televisão.
Terá de trabalhar enquanto os outros tomam sol à beira da piscina. A realização de um sonho depende de dedicação, há muita gente que espera que o sonho se realize por mágica, mas toda mágica é ilusão, e a ilusão não tira ninguém de onde está, em verdade a ilusão é combustível dos perdedores, pois...
Quem quer fazer alguma coisa, encontra um MEIO...
Quem não quer fazer nada, encontra uma desculpa!

domingo, março 04, 2012

Será que já é a hora de juntar as escovas de dente?


 
"Vocês se conheceram, estão sempre juntos e morrem de saudades quando ficam um dia sequer separados. Enfim, sentem-se como se estivessem vivendo um verdadeiro conto de fadas. Afinal, um encontro que poderia ser bastante improvável, foi possível por conta do mundo virtual... "Estava escrito", vocês pensam! E assim, de repente, vocês se perguntam: será que é hora de dividir o mesmo teto e a mesma cama, por todas as manhãs?

O fato é que vocês estão apaixonados, é evidente. Esse desejo desenfreado de ficar junto, de se ver e se falar são sinais claros de que foram atingidos pela flecha do cupido. E isso é ótimo, uma delícia, sem dúvida. Feliz daquele que se entrega a esta oportunidade e se permite desfrutar as muitas sensações revigorantes, energizantes e que reforçam as cores e o brilho da vida.

Contudo, porém, no entanto... Já sabemos: a paixão, essa paixão intensa e entorpecedora, tem começo, meio e fim. E que bom que é assim! Nem nossa mente e nem nosso corpo suportariam essa dinâmica tão forte por muito tempo. Basta conhecer o significado da palavra "paixão" – sofrimento! Não é à toa que o episódio bíblico em que Jesus Cristo carregava uma cruz é chamado de "A paixão de Cristo". No nosso caso, o sofrimento é pela falta do outro. Mas a melhor notícia é que o fim da paixão abre espaço para um sentimento muito mais suave, equilibrado e inteligente. Um sentimento que nos torna integrados e íntegros: o amor. Ou não... Porque caso não tenha se desenvolvido identificação e maturidade suficientes no período da paixão, a relação pode terminar ou se tornar uma espécie de vício, dependência, ao que poderíamos chamar, para um fácil entendimento, de "amor doentio".

A questão é: em que momento vocês estão se fazendo essa importante pergunta? O que move vocês a desejarem essa complexa escolha? Se for a paixão, minha sugestão é para que não tenham pressa. Aproveitem a fase, mas sem tomar decisões precipitadas e que possam causar dores e perdas para muitas pessoas. Não é hora de casar. É hora de namorar!

Veja bem! Não estou garantindo que vai dar errado caso decidam-se pela junção das escovas de dente. Não é isso! Até porque não tenho bola de cristal e sempre cada caso é um caso, cada casal é único. Estou apenas me baseando no que geralmente acontece e, como manda a sabedoria constituída, os erros já cometidos devem nos servir para a precaução de agora.

Mas se o que conduz vocês a este desejo for resultado de bastante conversa, reflexão e, principalmente, ponderação sobre as questões práticas do dia-a-dia, tais como tarefas, ritmos, contas a pagar, sacrifícios em prol do outro, aprender a ceder, aceitar novos comportamentos, enfim, tudo o que envolve esta união, então... Que se declarem casados! E que vivam um dia de cada vez, lembrando que o amor jamais está pronto. Trata-se de um constante e diário exercício de "construir juntos".

 
Rosana Braga (http://www.parperfeito.com.br/Artigos/opshow/articleid981/p-1/f-1/n-1/)

domingo, fevereiro 19, 2012

Crônica* sobre Medo, Tristeza e Raiva



O medo é bom. O medo defende. Uma ferramenta de sobrevivência sem a qual estaríamos à mercê dos riscos da natureza, dos outros e de nós mesmos. Ele atrapalha nossa vida quando se torna onipresente. Quando toma de assalto nossa liberdade de decidir, fazendo-nos reféns de seus caprichos. E nosso medo pode ser muito caprichoso. Criança mimada, chorosa e cheia de birra e manha. O medo tem o seu lugar, mas muitas vezes é preciso lembrá-lo disso. O medo é gelo. Congela sonhos, esfria relacionamentos, paralisa projetos, adormece decisões, mata aspirações no ninho. Ou é fogo. Arde antes mesmo de acender a faísca. Queima iniciativas, consome desejos e esperanças. O medo é fome. Turva a visão, interrompe o movimento, abafa o crescimento. É falta de ar. É o desespero da asfixia. Cala a voz, tira a força do grito.
    Se cedermos ao medo ele faz questão de chamar sua prima-irmã tristeza. Essa responde ao seu chamado sem demora e dificilmente recusa o convite. A tristeza conforta. Mas só traz verdadeiro conforto quando é tristeza de luto. Pois o luto verdadeiro e legítimo é rito de transformação, de passagem. Quando não é assim, torna-se conforto de isopor, alimento fastfood. A tristeza embota a alma e desbota o rosto. A tristeza é cinza. Empana os olhos, tirando o brilho e a cor da paisagem, esteja esta dentro ou fora de nós mesmos. A tristeza é amarela. Pode ser um amarelo-desânimo, amarelo-fim-de-tarde-fim-da-linha, amarelo-dolorido ou amarelo-desencontro. Em quadros avançados vira amarelão-depressão. A tristeza é branca. Uma brancura que cega. Não mostra, não define, não traz contornos, confunde e enlouquece.
    A tristeza parece o fim, mas às vezes passa e depois dela chega sua meia-irmã raiva. Nesse ponto do trajeto macabro temos diante de nós dois caminhos. Ou optamos por mirar nossa raiva para fora de nós. Podendo ter como alvos em potencial os outros. Pessoas que convivem conosco, que em geral, são as vitimas mais comuns de nossa raiva. Pode ser contra Deus, o destino, a vida, a sociedade, o governo, a falta de sorte. O outro caminho é inverso. Podemos irar-nos contra nós mesmos. Elegemo-nos como culpados, julgados e condenados a morte. E iniciamos o projeto de suicídio que pode ser lento ou rápido. Seja qual for o caminho escolhido seu desfecho não trará bons frutos. Só uma colheita maldita.
     Raiva também pode ser uma defesa, uma estratégia de sobrevivência que em alguns momentos da vida é útil. Fora desses poucos momentos a raiva é um estorvo. É um Panzer desgovernado passando por cima de tudo, de todos e de nós mesmos. É uma Kalashnikov sem trava e sem limite de munição. É um arsenal de minas que enterramos, formando nosso próprio campo minado, onde andamos esquecidos como se estivéssemos andando no quintal de casa. Às vezes convidando desavisados a caminharem conosco.
    Ninguém está livre de sentir tudo isso. Mas decidimos se cultivamos ou não esses sentimentos. Somos nós que decidimos que tipo de vida levaremos ou se seremos levados por ela. Fácil não é, mas nunca ninguém disse que seria.

* Crônica escrita por Elineu R. Tomé

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Fobia Social – O Inferno são os Outros

Fobia Social segundo a Classificação Internacional de Doencas: CID 10 - (F40.1) - Medo de ser exposto à observação atenta de outrem e que leva a evitar situações sociais. As Fobias sociais graves se acompanham habitualmente de uma perda da auto-estima e de um medo de ser criticado.
As Fobias sociais podem se manifestar por rubor, tremor das mãos, náuseas ou desejo urgente de urinar, sendo que o paciente por vezes está convencido que uma ou mais destas manifestações secundárias constitui seu problema primário. Os sintomas podem evoluir para um ataque de pânico.
Antropofobia
Neurose social
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A Fobia social configura um transtorno de ansiedade comum associado a um elevado grau de angustia e incapacitação de seus problemas.
O medo de pessoas surge no primeiro ano de vida de uma criança, sendo natural observarmos o temor que algumas crianças têm de estranhos: um fato considerado normal. A manifestação desse temor na vida adulta é o que causa surpresa: medo de ter contato com outras pessoas, de estar entre elas, de fazer uma simples pergunta, de flertar, de olhar para elas etc. O temor é tão intenso que leva as pessoas a abandonarem suas vidas podendo chegar ao ponto de se isolarem completamente.
Segundo Kessler e Cols., a Fobia social ocorre em cerca de 13% da população.
Seja qual for a forma de Fobia social, há um pré-requisito necessário ao diagnostico: a presença de pessoas, pois é a ansiedade diante de outras pessoas que define o quadro.
No quadro clinico, o mais comum é o medo que a pessoa tem de inúmeras situações nas quais outras pessoas possam estar observando e/ ou formando uma opinião/ julgamento sobre ela:
o De parecer ridículo;
o De pessoas desconhecidas;
o De ser o centro das atenções;
o De não saber o que esperam dela;
o De cometer erros;
o De falar com pessoas em posição de autoridade;
o Dentre outros.
Situações que podem desencadear ansiedade:
o Falar em publico;
o Comer, beber e escrever diante de pessoas;
o Conversar com pessoas;
o Ir a festas/ reuniões;
o Falar ao telefone;
o Situações de flerte ou ansiedade de encontros;
o Ambientes em que estejam outras pessoas;
o Dentre outros.
Sintomas físicos:
o Desconforto;
o Palpitações;
o Sudorese;
o Diarréia;
o Tremores;
o Tensão muscular;
o Rubor facial;
o Dentre outros.
Sintomas psíquicos:
o Sensação de confusão;
o Vergonha;
o Humilhação;
o Insegurança;
o Dentre outros.
Cognições (Pensamentos):
o Medo da avaliação negativa por parte dos outros;
o Auto-depreciacao;
o Baixa-estima;
o Superestimação da probabilidade das coisas não darem certo;
o Sensação de estarem sendo observados;
o Sentir que incomodam aos outros;
o Dentre outros.
Comportamentos:
o Fuga/ esquiva;
o Atenção seletiva;
o Auto-observação;
o Dentre outros.
As pessoas que tem a Fobia social geralmente apresentam dificuldades em falar não, colocar limites, expressar o que desejam ou o que lhes desagrada.
Tratamento:
A Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) é uma abordagem terapêutica testada empiricamente e reconhecida como eficaz para o tratamento da Fobia Social.
Dentre as principais técnicas cognitivo comportamentais utilizadas no tratamento da Fobia social estão: a reestruturação cognitiva, o treino de habilidades sociais, as técnicas de relaxamento e também as técnicas de exposição (imaginária e ao vivo).
Referencias Bibliográficas: 
CID-10 - Classificação de Transtornos Mentais e de Comportamento da CID-10: descrições clínicas e diretrizes diagnósticas. OMS (coord.). Porto Alegre: Artes Médicas, 1993.
Kessler RC, McGonagle KA, Zhao S, Nelson CB, Hughes M, Eshleman S, Wittchen HU, Kendler KS. Lifetime and 12-month prevalence of DSM-III-R psychiatric disorders in the United States: results from the National Comorbidity Survey. Arch Gen Psychiatry 1994.

Observação: 
- Texto publicado em 2012 e atualizado em Dez/ 2016.

Contato: 
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