quinta-feira, setembro 15, 2011

A FELICIDADE PODE DEMORAR


Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer
senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente,
e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar,
tanto quanto precisamos respirar...é nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino.
Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração
pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver,
até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol,
a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto.
É a força da natureza nos chamando para a vida.
Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança,
te traíram sem qualquer piedade.
Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo.
Você descobre que algumas pessoas nunca disseram eu te amo, e por isso nunca fizeram amor,
apenas transaram...
Descobre também que outras disseram eu te amo uma única vez.
E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá
ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores
importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu.
(dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores
e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor. Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém
que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas idéias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que
quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa
te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento,
manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco.
Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda
mais intenso, do que teria sido no passado.
Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna.
A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não
esteja apenas de passagem...

quinta-feira, setembro 08, 2011

Abusos sexuais na Infancia



O abuso sexual se caracteriza por uma relação de poder, de desigualdade onde a vítima tem afetado fortemente, seu lado psicológico ficando impotente diante da situação, o que dificulta a descoberta do ato. O abuso sexual contra crianças e adolescentes é um grave problema de saúde pública.
O abuso sexual em crianças é um fato real em nossa sociedade e é mais comum do que muita gente pensa. Alguns trabalhos afirmam que pelo menos 1 a cada 5 mulheres adultas e 1 a cada 10 homens adultos se lembra de abusos sexuais durante a infância. Geralmente, crianças que sofreram abusos sexuais, raramente sofrem danos físicos permanentes e a recuperação emocional dependerá, em grande parte, da resposta familiar ao incidente. As reações das crianças ao abuso sexual diferem com a idade e com a personalidade de cada uma, bem como com a natureza da agressão sofrida. Devido ao fato da criança muito nova não ser preparada psicologicamente para o estímulo sexual, e mesmo que não possa saber da conotação ética e moral da atividade sexual, quase invariavelmente acaba desenvolvendo problemas emocionais depois da violência sexual, exatamente por não ter habilidade diante desse tipo de estimulação. As seqüelas do abuso sexual poderão ser de ordem psíquica, comportamental e física.
A criança que sofreu abuso pode desenvolver terror e medo de algumas pessoas ou de alguns lugares, acreditando que aquela pessoa terá intenções de abusá-la. Esta idéia poderá levar a criança a evitar sair de casa ou a manter contato com as pessoas, culpar-se por ter despertado o desejo de algum adulto etc. Já as crianças ou adolescentes portadores de Transtorno de Conduta poderão fantasiar e criar falsas informações em relação ao abuso sexual. 
A criança de cinco anos ou pouco mais, mesmo conhecendo e apreciando a pessoa que o abusa, se sente profundamente conflitante entre a lealdade para com essa pessoa e a percepção de que essas atividades sexuais estão sendo terrivelmente más. Para aumentar ainda mais esse conflito, pode experimentar profunda sensação de solidão e abandono. Quando os abusos sexuais ocorrem na família, a criança pode ter muito medo da ira do parente abusador, medo das possibilidades de vingança ou da vergonha dos outros membros da família ou, pior ainda, pode temer que a família se desintegre ao descobrir seu segredo. A criança que é vítima de abuso sexual prolongado, usualmente desenvolve uma perda violenta da auto-estima, tem a sensação de que não vale nada e adquire uma representação anormal da sexualidade. Comumente as crianças abusadas estão aterrorizadas, confusas e muito temerosas de contar sobre o incidente. Com freqüência elas permanecem silenciosas por não desejarem prejudicar o abusador ou provocar uma desagregação familiar ou por receio de serem consideradas culpadas ou castigadas. Crianças maiores podem sentir-se envergonhadas com o incidente.
Como mencionado anteriormente, depende de fatores como: personalidade da vitima, maneira como a vitima irá lidar com o abuso, como a família abordará o assunto, os tratamentos aos quais ela for submetida, o meio em que ela estiver inserida, a freqüência e a natureza da agressão, dentre outros.
Na vida adulta podemos perceber que o trauma esta atrapalhando quando o paciente apresenta, por exemplo, distúrbios psicológicos e psicossomáticos freqüentes: frigidez, vaginismo, dispareunia, promiscuidade sexual, impotência, pedofilia, dificuldade sexual no casamento, incesto, prostituição, homossexualismo, uso de drogas, delinqüência juvenil, baixa auto-estima, depressão, sintomas conversivos e dissociativos, automutilação, múltiplas tentativas de suicídio.
Os psiquiatras e/ ou psicólogos infantis podem ajudar crianças abusadas a recuperar sua auto-estima, a lidar melhor com seus eventuais sentimentos de culpa sobre o abuso e a começar o processo de superação do trauma. O tratamento adequado pode reduzir o risco de a criança desenvolver sérios problemas no futuro e a prevenção ainda continua sendo a melhor atitude. Algumas medidas preventivas que os pais podem tomar, fazendo com que essas regras de conduta soem tão naturais quanto às orientações para atravessar uma rua, afastar-se de animais ferozes, evitarem acidentes, etc. Se considerar que a criança ainda não tem idade para compreender com adequação a questão sexual, simplesmente explique que algumas pessoas podem tentar tocar as partes íntimas (apelidadas carinhosamente de acordo com cada família), de forma que se sintam incomodadas.

Algumas formas para lidar com o acontecido:
1.Incentivar a criança a falar livremente o que se passou, sem pré julgar;
2.Demonstrar compreensão da angústia da criança e levar a sério o que esta dizendo;
3.Assegurar à criança que fez muito bem em contar o ocorrido pois, se ela tiver uma relação muito próxima com quem a abusa, normalmente se sentirá culpada por revelar o segredo ou com muito medo de que sua família a castigue por divulgar o fato;
4.Dizer enfaticamente à criança que ela não tem culpa pelo abuso sexual;
5.Oferecer proteção à criança, e prometer que fará de imediato tudo o que for necessário para que o abuso termine;
6. Informar as autoridades qualquer suspeita de abuso sexual;
7.Consultar imediatamente um pediatra ou médico de família para atestar a veracidade da agressão (quando houver sido concretizada). O exame médico pode avaliar as condições físicas e emocionais da criança e indicar um tratamento adequado;
8.A criança abusada sexualmente deve submeter-se a uma avaliação psiquiátrica ou psicológica, para determinar os efeitos emocionais da agressão sexual, bem como avaliar a necessidade de ajuda profissional para superar o trauma do abuso;
9. Ainda que a maior parte das acusações de abuso sejam verdadeiras, pode haver falsas acusações em casos de disputas sobre a custódia infantil ou em outras situações familiares complicadas;
10. Quando a criança tem que testemunhar sobre a identidade de seu agressor, deve-se preferir métodos indiretos e especiais sempre que possível, tais como o uso de vídeo, afastamento de expectadores dispensáveis ou qualquer outra opção de não ter que encarar o acusado;
11.Quando a criança faz uma confidência a alguém sobre abuso sexual, é importante dar-lhe apoio e carinho; este é o primeiro passo para ajudar no restabelecimento de sua autoconfiança, na confiança nos outros adultos e na melhoria de sua auto-estima;
12.Normalmente, devido ao grande incômodo emocional que os pais experimentam quando ficam sabendo do abuso sexual em seus filhos, estes podem pensar, erroneamente, que a raiva é contra eles. Por isso, deve ficar muito claro que a raiva manifestada não é contra a criança abusada.

* Considerações:
Estatísticas:
ABUSO SEXUAL INTRA-FAMILIAR

AGRESSOR
No.
%
PAI
77
52
PADRASTO
47
32
TIO
10
08
MAE
4
4
AVÔ
3
2
PRIMO
2
1
CUNHADO
2
1
TOTAL
145
100

Fonte: ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente - LEI Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990 - Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.



(Obs: Artigo Publicado em Set/ 2011 e Revisado em Out/ 2016).


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Transtorno (ou Sindrome) do Panico


O Transtorno de Pânico faz parte dos chamados transtornos de ansiedade e é caracterizado pela ocorrência de freqüentes e inesperados ataques de pânico, que consistem em períodos de intensa ansiedade e são acompanhados de alguns sintomas específicos como: taquicardia, perda do foco visual, falta de ar, dificuldade de respirar, formigamentos, vertigem, tontura, dor ou desconforto no peito, medo de perder o controle, sensação de irrealidade, despersonalização, medo de enlouquecer, sudorese, tremores, náuseas, desconforto abdominal, calafrios, ondas de calor, medo de desmaiar, sensação de iminência da morte, boca seca.  A partir deste susto inicial, começa um processo de medo e ansiedade que vai crescendo até atingir uma intensidade em que a pessoa se sente em estado de desespero e pânico. 
 Uma das características da Síndrome do Pânico é a pessoa viver com muita ansiedade, na expectativa constante de ter uma nova crise. Este processo, denominado ansiedade antecipatória, leva muitas pessoas a evitarem certas situações e a restringirem suas vidas a um mínimo de atividades, sendo que, a evitação das situações aumenta a ansiedade a longo prazo.
Segundo o modelo cognitivo, a experiência de ansiedade diante de uma situação não seria causada pela situação em si, mas pela atribuição de um significado ameaçador ou perigoso diante de determinada situação. Logo, a experiência de ansiedade decorreria de uma atribuição exagerada de ameaça ou perigo a eventos e/ ou situações.
A pessoa que sofre de ansiedade interpreta as situações como mais perigosas do que elas realmente são. Isso ocorre devido a pressuposições ou crenças aprendidas durante sua vida. Geralmente são pessoas que se vêem muito frágeis e incapazes de enfrentar situações estressantes.
Os indivíduos que experimentam ataques de pânico recorrentes o fazem por ter uma tendência resistente a interpretar sensações físicas de modo catastrófico.
O tratamento ao Transtorno de pânico com enfoque na TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) tem como objetivo ajudar o paciente a buscar interpretações alternativas às crenças exageradamente catastróficas e capacitá-lo a avaliar eventos com mais realismo, bem como auxilia-lo com técnicas comportamentais para o enfrentamento de situações temerosas.  


  • Texto revisado em Jan/ 2017. 


Contato: Vivian Maria Denny Psicóloga Clinica – Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) – CRP 06/63504; vivian.psico@hotmail.com – F: (19) 3232-8181 – Campinas/ SP ou (11) 4013-2748 – Itu/ SP

sábado, setembro 03, 2011

Como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) pode ajuda-lo com as Preocupações Excessivas

            Todas as pessoas parecem preocupar-se; e quase todas recebem maus conselhos em como lidar com suas preocupações: Você tem que pensar de forma mais positiva, ou ainda: Você tem que acreditar mais em si mesmo. As chances de que estes conselhos possam ajudar, são praticamente nulas, então qual a melhor forma de se pensar a respeito das preocupações?
            Para lidar com as preocupações é importante perguntar: Qual a vantagem que você espera ao se preocupar? Pessoas que se preocupam excessivamente acreditam que ter um pensamento como Posso fracassar, significa que elas devem se preocupar a esse respeito e acreditam que se preocupar irá prepará-las, motivá-las e evitar que sejam surpreendidas. Logo, a preocupacao se torna uma estratégia. Por exemplo, se você tem uma prova prestes a ocorrer, você poderá tentar qualquer uma das seguintes estratégias:
1. Poderá se preocupar a respeito;
2. Poderá se embebedar para esquecer;
3. Poderá estudar.
            Preocupações podem ser classificadas como produtivas e improdutivas. As preocupações produtivas envolvem ações que a pessoa tomar agora: diante de uma viagem marcada – comprar a passagem aérea e reservar um hotel. As preocupações improdutivas envolvem todos os E se?, sobre os quais a pessoa não pode fazer nada a respeito: E se eu me perder? E se alguém não gostar de mim?
            Pesquisas nos mostram que pessoas que se preocupam excessivamente não toleram a incerteza e ironicamente 85% das coisas sobre as quais os preocupados se preocupam tendem a ter resultado positivo. Para lidar com a incerteza a pessoa poderia listar todas as coisas que evitavam fazer e começassem a fazê-las. Ao sentir-se desconfortável, ocorre a motivacao para crescer e mudar. O sucesso é adquirido a custo de imperfeições.
            Pessoas que se preocupam excessivamente têm uma fusão pensamento-realidade. Elas acreditam que Se eu achar que há possibilidade de eu vir a ser rejeitado, então isso se tornará realidade – a menos que eu me preocupe a respeito e faça todo o possível para que isso não ocorra. Nesse sentido as preocupações são como obsessões: pessoas tratam seus pensamentos como se fossem fatos. Os preocupados podem testar e desafiar seus pensamentos: Qual o pior resultado, o melhor e o mais provável?, Quais as coisas que eu poderia fazer para lidar com o real?, Há evidencias de que o resultado poderá ser positivo? ou Estou fazendo as mesmas previsões futuras erradas que eu sempre faço?
            Para lidar com a preocupação excessiva é importante reconhecer como sua personalidade contribui para o problema: você pode se preocupar em ser abandonado ou pode estar preocupado de que não é superior aos demais. Podemos utilizar as técnicas da Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para ajudar as pessoas a modificar essas preocupações: avaliando os custos e benefícios de pensar em termos tão rígidos – Tudo ou Nada; perguntar como poderia aconselhar um amigo na mesma situação; estabelecer experimentos (testes de realidade) para ver como realmente se sentiu ao lidar com determinada situação.
            Preocupados acreditam que o fracasso é inaceitável e que tudo pode ser visto como um fracasso: Se você vai a uma festa e alguém não foi amigável, então você fracassou.
            Segundo pesquisas, a preocupação é uma forma de evitação emocional, pois quando as pessoas se engajam nas preocupações, ativam o lado pensante de seus cérebros e não se permitem sentir as emoções. A preocupação é abstrata. Quando interrompem a seqüência de E se? essas pessoas experienciam tensão, suor, taquicardia, insônia, etc. Pessoas que se preocupam excessivamente têm dificuldade em rotular suas emoções e tendem a ter visões muito negativas sobre elas. Ajudamos preocupados a aceitar e valorizar suas emoções, a reconhecer que os outros também têm as mesmas emoções e que é comum ter sentimentos conflitantes. Emoções são temporárias – desde que elas ocorram.
            Finalmente, pessoas que se preocupam acreditam que o mal poderá chegar logo. Acreditam que o fracasso, a ruína financeira, a rejeição ou doenças fatais às atingirão muito rapidamente. Ensinamos essas pessoas a desligar o senso de urgência, a se distanciar de seu medo do futuro e a viver e apreciar o momento presente. Podem também se perguntar como se sentirão um mês após o evento ter ocorrido, ou como tem lidado com os problemas que de fato existem, ou até mesmo sobre o que se preocupou no ano passado. Uma vez que a maioria das preocupações nao se tornam realidade, essas pessoas frequentemente nos dizem que não conseguem se recordar com o que se preocupou no ano passado. Isso nos revela que o que o está preocupando neste momento é algo do qual você logo se esquecerá.


  • Conteúdo atualizado em Nov/ 2016.

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