sábado, novembro 04, 2017

COMO LIDAR COM A ANSIEDADE EM CRIANÇAS?

MEDO DE FICAR SOZINHO, DE FALAR E DE IR À ESCOLA: OS SINTOMAS DE ANSIEDADE EM CRIANÇAS PODEM ATÉ PARECER NORMAIS – MAS NÃO PODEM SER IGNORADOS

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A cena é um clássico do começo de ano nas escolas de todo o mundo. Enquanto algumas felizardas recebem apenas um aceno de longe, outras mães, tentando deixar as crianças, enfrentam choro e ranger de dentes de desespero. Quem não conhece uma criança que parece birrenta? Ou que segue dormindo na cama dos pais depois de grande? Nossas lembranças de uma infância plenamente feliz são filtros. Crescer e adaptar-se ao mundo é essencialmente angustiante, o que causa ansiedade. Mas, quando a criança não relaxa nunca, não quer sair de casa, não consegue ficar sozinha, sua ansiedade pode ter se tornado doença.
A ansiedade é uma das patologias psiquiátricas mais comuns nas crianças, atrás apenas dos Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de conduta. Cerca de 10% dos pequenos sofre de algum transtorno ansioso, e cinco em cada dez passarão por algum episódio depressivo por causa dela. É necessário estar atento, também, à ansiedade que não chega a ser um transtorno, mas que traz sofrimentos e prejuízos cotidianos, como diminuição da autoestima.
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) tem um novo olhar sobre os quadros psiquiátricos em geral, em particular os de ansiedade. Antes, separavam-se os de início específico na infância; hoje, estão todos catalogados sem divisão de faixa etária. Isso significa que os transtornos presentes em crianças e adolescentes não são mais vistos como menos graves.
Os mais frequentes na primeira fase da vida são o transtorno de ansiedade de separação, o transtorno de ansiedade generalizada e as fobias específicas (medo de animais, de avião, de elevador…), seguidos pela fobia social e o transtorno de pânico. Apesar da existência de um quadro clínico para cada um, a maioria das crianças apresentará mais de um transtorno ansioso – a chamada comorbidade.

QUANDO ANSIEDADE É DOENÇA?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), que tem eficácia comprovada no tratamento de distúrbios ansiosos, vê que os indivíduos com ansiedade percebem o mundo como um lugar perigoso, que exige constante vigilância. Além disso, são sensíveis demais a estímulos que sugerem reprovação, e sofrem de autocrítica exagerada.
Coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, Fernando Ramos Asbahr compara a percepção do ansioso a um sensor desregulado de incêndio, que alaga um prédio inteiro por conta de um riscar de fósforo. “A ansiedade pode até atrapalhar o desenvolvimento, mas o problema é quando altera o dia a dia. A criança não consegue ir para a escola, não entra numa loja, tem problemas de convivência”, afirma.

PAIS NERVOSOS, FILHOS ANSIOSOS

Tanto por características do ambiente em que são criados quanto pela herança biológica, a ansiedade dos pais tem influência crucial na saúde dos filhos. “O maior fator de risco de uma criança ou adolescente é ter um pai ou mãe ansioso”, diz Asbahr. Há casos em que os pais sentem-se fragilizados frente à prole, e acabam não segurando a barra de ser um ponto de referência e segurança. É também por isso que o envolvimento dos pais na terapia é fundamental para o sucesso do tratamento.
No transtorno de ansiedade da separação, os adultos têm um papel determinante. Com aparecimento precoce, ele é caracterizado pela dificuldade da criança em ficar sozinha e se adaptar na escola, incompatível com o seu nível de desenvolvimento. Os sintomas, que acometem principalmente crianças na faixa dos 6 a 8 anos, caracterizam-se por preocupações excessivas quanto aos perigos que envolvem os pais ou a si próprio, relutância em estar desacompanhado deles e a dificuldade em adormecer ou dormir fora.
“O pai ou mãe ansioso, que acha que o filho vai sofrer na escola, deixa o filho ansioso”, diz Asbahr. Por outro lado, ele afirma que, em certos casos, a ansiedade auxilia no diagnóstico. “Pais que sofreram na infância pensam ‘eu sei o que ele está sentindo, eu tinha isso’. Se a pessoa teve prejuízo pela ansiedade, vai sentir empatia, e isso é bom.”
Usar técnicas de relaxamento e respiração com os pequenos, expor devagar os filhos a circunstâncias diferentes e, principalmente, não se zangar, mas trabalhar em conjunto com as crianças para superar as dificuldades são dicas importantes para os pais.

TRATAMENTO

A TCC costuma ser a primeira escolha para os psiquiatras infantis. “O uso da medicação está associado à intensidade: se não é um quadro tão grave, trata-se de uma segunda opção. Mas se a pessoa não responde, se não há uma participação total do paciente e da família – principalmente no caso de crianças menores -, não funciona.”
Quando esse tratamento não tem sucesso, a combinação de medicação e terapia costuma ser eficaz. São indicados antidepressivos inibidores da captação da serotonina, começando por um período de seis meses, um ano.
O tratamento não medicamentoso é de exposição: “se a criança tem medo de cachorro, vai se aproximando. O que está por trás da ideia é a pessoa ir se habituando, mudando o significado, tirando a importância do medo.”

FALTA MUITO?

A vida agitada, a agenda lotada e a tecnologia sempre disponível tornaram a paciência uma qualidade que não se desenvolve sozinha. A formação atual das famílias faz com que os filhos, sem irmãos, não tenham que esperar a sua vez para nada.
Crianças não precisam nem ao menos aguardar seu desenho favorito passar na televisão: podem assisti-lo a qualquer hora, em qualquer plataforma e lugar. É comum observarmos os pequenos absortos em tablets e celulares em restaurantes, para que todos jantem em tranquilidade.
As soluções ao alcance de um clique causam ansiedade, e não apenas nas crianças. Isso piora quando os pais, para compensar a menor disponibilidade de tempo, satisfazem todas as vontades da criança. Crer que o mundo é um lugar adaptado aos seus desejos cedo ou tarde traz sofrimento, e constatar que o planeta não gira ao redor deles nem sempre é fácil.
Ensinar paciência exige envolvê-los nas situações: explicar a necessidade da espera e ensinar brincadeiras que não incluam tecnologia para que se distraiam. É preciso falar sobre o que está acontecendo quando estão no supermercado, por exemplo, em vez de excluí-los dessas atividades.
Ao compreenderem que existe um processo para que as coisas fiquem prontas ou aconteçam, crianças tornam-se mais felizes. A paciência melhora o aprendizado e diminui a ansiedade, já que elas aprendem a ouvir, pensar antes de falar e argumentar.

Fonte:  Saúde Abril 

quinta-feira, outubro 05, 2017

FOBIAS: CONHEÇA 5 CARACTERÍSTICAS E COMO COMBATÊ-LAS

FOBIA É DOENÇA, SIM! UMA EM CADA CINCO PESSOAS SOFRE COM ESSE PROBLEMA GRAVE E INCAPACITANTE

Afrodite, deusa do amor, e Ares, deus da guerra, formaram um dos casais mais admirados da mitologia grega. Um dos principais frutos desse relacionamento foi o jovem Fobos. Diz a lenda que ele acompanhava o pai no campo de batalha para ajudar os guerreiros helênicos contra os seus oponentes.
Sua função era injetar medo no coração dos soldados inimigos, para que na hora da luta eles se acovardassem e fugissem. Um papel tão fundamental nos conflitos motivou uma série de sacrifícios em sua honra — ele era particularmente venerado em Esparta, cidade-estado famosa por seu poderio militar.
Milênios após essas histórias se popularizarem, Fobos serviu de inspiração para nomear a fobia, um dos males psiquiátricos contemporâneos mais comuns — junto com outros transtornos de ansiedade, ela só fica atrás de depressão e dependência química no número de casos.
Estima-se que a condição atinja 20% da população mundial, segundo dados do Instituto Nacional de Saúde americano. “Estamos falando de um temor exagerado e incompreensível a algum objeto ou situação que prejudica a vida da pessoa”, define o psiquiatra Antonio Egídio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. As manifestações desse quadro não se restringem à cabeça e, durante as crises, levam a taquicardia, tremedeira, suor excessivo, falta de ar, tontura e até desmaios.
Antes de entrarmos a fundo na anatomia das fobias, convém esclarecer que se sentir inquieto diante de alguns cenários é bom e desejável. “Isso nos protege e faz com que evitemos riscos desnecessários”, diferencia Nardi. Se pensarmos na evolução, nossos antepassados das cavernas só sobreviveram porque se assustavam e fugiam diante da possibilidade de serem devorados por um tigre-dentes-de-sabre ou tomarem picadas de uma cobra peçonhenta.
“O medo aciona diversos núcleos de neurônios, entre eles a amígdala, uma das estruturas mais primitivas do cérebro”, explica o neurocientista Ivan Izquierdo, coordenador do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. O dilema é quando esse pavor ultrapassa os limites.
Evidências apontam que a tal da amígdala é sensível e fica ativada em demasia justamente nos indivíduos fóbicos, mas ainda há muita discussão sobre as origens da doença. Por ora, as pesquisas não encontraram falhas genéticas capazes de patrocinar diretamente seu surgimento.
“Mas se sabe que o desenvolvimento desse problema está relacionado à família e ao convívio entre pais e filhos”, observa a psicóloga Mariângela Gentil Savoia, do Hospital das Clínicas de São Paulo. Exemplo: uma mãe que fica aterrorizada em tempestades com trovões e demonstra isso no dia a dia pode transmitir o incômodo e perpetuá-lo em suas crianças.

QUAL O SEU MEDO?

É difícil confirmar se o contingente de acometidos por fobias hoje é maior que no passado. As estatísticas até calculam que a geração atual apresenta dez vezes mais medo que as anteriores. Esse aumento, porém, é influenciado pela melhoria dos recursos de diagnóstico da condição. Uma coisa, contudo, não dá para negar: o cenário é afetado pelo acirramento dos perigos vividos no planeta, como a violência das grandes metrópoles, a ameaça de terrorismo e o risco de novas epidemias — fatos que são explorados algumas vezes de forma desmedida por imprensa e publicidade, diga-se.
Foi o que aconteceu após o atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001: o receio de subir num avião fez com que muitos americanos preferissem usar o carro para viajar. O resultado dessa mudança de comportamento? Um acréscimo de 1 600 mortes nas estradas dos Estados Unidos ao longo do ano seguinte, de acordo com uma análise do Instituto Max Planck, na Alemanha. “Episódios catastróficos potencializam a fobia em quem já a possui”, diz Nardi. Agora, calma lá: há alternativas comprovadas cientificamente para controlar tanto medo, como se verá ao virar a página.
A demora em buscar ajuda é uma das principais barreiras no enfrentamento das fobias. “Quando concluí minha tese de mestrado sobre o tema em 1998, alguns jornais fizeram reportagens acerca do assunto. E ainda hoje há pessoas que me procuram em razão dessas matérias, que leram 19 anos atrás e só agora as motivaram a procurar tratamento”, relata a psiquiatra Daniela Knijnik, de Porto Alegre.
Muitos sofrem calados por achar que seu problema não é concreto ou digno de cuidados. Uma pena, porque 75% dos tratados colhem benefícios em alguns meses. “Consultar um terapeuta é importante para valorizar as conquistas e manter a motivação a fim de enfrentar os desafios seguintes”, orienta a psicóloga Paola Espósito, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Uma vez feito o diagnóstico, é possível lançar mão de diversas opções no contra-ataque ao pavor. Para alguns, a solução é o uso de remédios, indicados especialmente para as fobias sociais. Entre as classes mais prescritas, estão os inibidores de recaptação de serotonina e noradrenalina, os benzodiazepínicos e os betabloqueadores, drogas antidepressivas e ansiolíticas que modulam as concentrações de neurotransmissores relacionados ao bem-estar e ao estresse no cérebro.
Esses compostos vão diminuir o nervosismo e, assim, permitir, por exemplo, que se fale em público sem entrar em parafuso. Seu uso pode ser contínuo ou circunstancial — e, obviamente, exige a receita e a orientação do médico.
Uma segunda abordagem bastante difundida é a terapia cognitivo-comportamental (TCC). “Seu objetivo está em reorganizar os pensamentos do indivíduo, de modo que ele deixe de encarar o motivo da fobia como uma ameaça”, explica Daniela. Baseada na conversa e na troca de experiências com o terapeuta, a TCC tenta trazer lógica a uma reação instintiva. Ora, se uma barata nunca atacou um ser humano, por que você sai gritando quando vê um inseto passeando pelo banheiro? Ou seja, o ponto de partida é ponderar sobre os temores.

HORA DE SE EXPOR

Travar contato com o agente causador da fobia, aliás, é outra maneira de alcançar um pouco de alívio. O processo é gradual: quem tem medo de avião começa indo ao aeroporto. Depois, vê vídeos de uma cabine do piloto. Em algumas semanas, passa a usar recursos de realidade virtual para simular que está dentro de uma aeronave. Até que consegue embarcar de verdade para uma viagem. É a chamada terapia de exposição. “Conforme o sujeito interage com o objeto ou a situação, a resposta de medo perde força e é inibida no cérebro”, explica Ivan Izquierdo.
Uma pesquisa da Universidade de Uppsala, na Suécia, testou uma versão diferente dessa modalidade terapêutica. Uma turma de 45 voluntários com receio de aranhas foi dirigida a observar durante alguns instantes imagens do aracnídeo.
Aí, depois de um intervalo de dez minutos, o procedimento se repetiu. Só que dessa vez a espiada se deu por um período mais prolongado. “A primeira visualização desestabiliza a memória do medo por uma curta janela de tempo, na qual agimos de forma ostensiva para que o temor se enfraqueça”, detalha o psicólogo Johannes Björkstrand, responsável pelo experimento. O estudo, a propósito, foi pioneiro ao extinguir os pavores da vida real por meio da técnica dupla.
Nos últimos anos, ocorreram avanços decisivos na compreensão do funcionamento da mente e na criação de exames sofisticados que facilitarão o flagra das fobias no futuro. Tantas novidades só reforçam a importância de visitar um expert o quanto antes. “Para um tratamento dar certo, é preciso em primeiro lugar aceitar a doença, deixar isso claro para as pessoas próximas e decretar que você vai sair de sua zona de conforto”, enumera o médico Márcio Bernik, do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo. Tais atitudes garantem um início certeiro na luta para derrotar esse problema da pesada. Ao batalhar contra os próprios demônios, nem mesmo um deus grego será capaz de injetar medos duradouros em seu coração.

AS FACES DA FOBIA

Social
Receio muito intenso de situações de interação, como participar de festas ou falar em público. Há dificuldade para fazer amizades, engatar namoros ou atuar em cargos de liderança.
Específica
O indivíduo entra em pânico ao se ver diante de um ou de vários fatores. Pode ser aranha, elevador, altura, buracos, cobra, mar… O medo o deixa totalmente paralisado.
Agorafobia
Temor de estar num local e não conseguir escapar se acontecer algo ruim. É o caso de quem surta ao sentar longe da saída de emergência no cinema pensando num possível cenário de incêndio.
*Este conteúdo foi originalmente publicado em Saúde

domingo, setembro 03, 2017

12 LIVROS INDICADOS PARA PSICOTERAPEUTAS E PACIENTES

No post de hoje, selecionei alguns livros com base na abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) que considero essenciais tanto psicoterapeutas como auxílio na prática clínica quanto para pacientes em suas dificuldades no dia-dia, já que tem uma linguagem fácil e com técnicas eficazes da TCC. Espero que gostem: 
1 – Vencendo a Ansiedade e a Preocupação – com a Terapia Cognitivo Comportamental (Manual do Paciente)
(Aaron T. Beck, David A. Clark)
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Existe livro, escrito por Aaron T. Beck, criador da Psicologia Cognitiva, e David A. Clark é fantástico para aqueles que desejam diminuir a sua ansiedade e as suas preocupações. 
Na versão para paciente, qualquer pessoa pode começar a ler o livro e utilizar os conhecimentos, técnicas e avaliações para melhorar esta parte de suas vidas.

2 – Pense Magro – Por toda a vida. A dieta definitiva de Judith S. Beck
(Judith S. Beck) 
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Agora você vai ser bem-sucedido em sua dieta, emagrecendo com segurança e o que é mais importante, vai continuar magro para sempre. Isto será possível, porque este é o primeiro livro que aplica os benefícios comprovados da terapia cognitiva para dietas de emagrecimento. Atrelado a qualquer dieta adequada, este programa de seis semanas oferece as ferramentas para pensar diferente e fazer mudanças comportamentais necessárias para emagrecer e manter a perda de peso. 




3 – Vencendo o Transtorno Obsessivo-Compulsivo
(Aristides Volpato Cordioli)
51Gdc9IaQAL._SX382_BO1,204,203,200_Preocupar-se excessivamente com limpeza, lavar as mãos a todo momento e revisar diversas vezes portas e janelas antes de deitar são alguns exemplos de ações popularmente conhecidas como manias mas que, na verdade, são sintomas de um transtorno que interfere de forma acentuada na vida de seus portadores: o transtorno obsessivo-compulsivo, ou TOC. Este livro é uma ferramenta prática e acessível para auxiliar a vencer o transtorno.

4 – A Mente Vencendo o Humor
(Dennis Greenberger e Christine A. Padesly)
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Este é um livro diferente e útil para indivíduos que desejam fazer mudanças em suas vidas e um forte subsídio para os psicoterapeutas junto aos seus pacientes. Este manual mostra como a terapia cognitiva pode melhorar sua vida.




5 – Aprenda a ser Otimista
(Martin E.P. Seligman)
index.cgi-3O livro ensina como se tornar um verdadeiro otimista por meio do fortalecimento interior, mostrando como desenvolver níveis de otimismo que permitam viver uma vida plena de realizações. “Nossa análise mostra que a mudança do pessimismo para o otimismo é, pelo menos parcialmente, responsável pela prevenção de sintomas depressivos”, ressalta o autor.  



6 – As 10 bobagens mais comuns que as pessoas inteligentes cometem e técnicas eficazes para evitá-las
(Arthur Freeman e RoseDeWolf – Prefácio: Aaron T. Beck) 
index.cgi-4Muitas vezes cometemos erros aparentemente inexplicáveis: mancadas, “brancos”, ataques de insegurança, acessos de fúria desproporcional… momentos em que nossa (des)inteligência emocional supera nossa inteligência racional e desfoca nosso olhar. Se tivéssemos parado para pensar, teríamos agido diferente. Quando ultrapassamos nosso limite de resistência, o cérebro passa a trabalhar em modo automático, nem sempre adequado às circunstâncias. Se o estresse é inevitável, os erros que ele nos leva a cometer não são. Esse é o ponto de partida do livro: os autores revelam os padrões de pensamento que induzem a grande maioria das pessoas a fazer bobagens quando estão sob pressão, e propõem técnicas efetivas para modificá-las.
7 – Laços
(Patrícia Quaresma Ragone) 
index.cgi-5Laços é o primeiro livro no Brasil voltado para a orientação familiar fundamentado no modelo cognitivo. Esse enfoque é trabalhado em outras publicações divulgadas no país. Porém, a maioria se direciona para o segmento profissional. Laços traz depoimentos pessoais e exemplos de casos clínicos reais que aproximam o leitor da obra, ao fazer com que ele identifique essas passagens com suas próprias vivências. A publicação aborda temas que auxiliam na melhoria do processo de relacionamento em geral e incentiva a promoção do auto conhecimento. O livro é atual, discute temas pertinentes aos dias atuais como distúrbios alimentares, drogas, depressão, síndrome do pânico, entre outros. A leitura permite um desdobramento terapêutico para cada leitor: pais, filhos, jovens, adultos. 
8 – Como lidar com as preocupações
(Robert L. Leahy) 
index.cgi-6Sete passos para impedir que as preocupações paralisem você.
“Recomendo intensamente este livro para todos os que se preocupam… e isso inclui praticamente todos nós. O eminente psicólogo, Dr. Robert L. Leahy, elaborou um programa fácil de seguir, identificando preocupações improdutivas na ampla extensão dos relacionamentos, do trabalho, da saúde e das finanças. Em elegante estilo, ele nos mostra como neutralizá-las e até mesmo eliminá-las”.
(Aaron T. Beck, M. D)

9 – Felicidade Autêntica
(Martin E. P. Seligman) 
index.cgi-7Pesquisas recentes demonstram que a felicidade pode aumentar e se estender. E um novo e revolucionário movimento, a “Psicologia Positiva”, ensina como conseguir isso. Neste livro, o conceituado psicólogo Martin E. P. Seligman apresenta um dos mais notáveis e reveladores estudos científicos feitos até hoje, baseado na idéia revolucionária da Psicologia Positiva. Numa narrativa simples e direta, Seligman apresenta passo a passo suas descobertas sobre felicidade e longevidade e de que maneira podemos dar nossa parcela de contribuição para um mundo melhor e alcançar níveis sustentáveis de alegria, gratificação e significado autênticos em nossas vidas.
10 – Manual de Terapia Cognitivo-comportamental para Casais e Famílias
(Frank M. Dattilio) 
index.cgi-8O autor extrai as implicações da pesquisa no mundo real para entender as dificuldades que levam os casais e as famílias a buscar terapia. Descreve maneiras efetivas para identificar e modificar os pensamentos automáticos, reestruturar os esquemas disfuncionais no contexto familiar, lidar com problemas que envolvem regulação emocional, melhorar a comunicação e a resolução de problemas, realizar mudanças comportamentais mutuamente acordadas, praticar e consolidar suas novas habilidades.


11 – Livre de Ansiedade
(Robert L. Leahy) 
index.cgi-9Esta obra investiga as origens da ansiedade e ensina como levar uma vida menos estressante. Utilizando os métodos propostos pelo autor, baseados nos melhores tratamentos psicológicos disponíveis, podemos conquistar uma vida livre de apreensão, tensão e evitação relacionadas à ansiedade. 



12 – Vencendo o Transtorno da Personalidade Borderline: Com a Terapia Cognitivo-Comportamental – Tratamentos que funcionam: manual do paciente
(Marsha Linehan) 
index.cgiIndivíduos com transtorno da personalidade borderline em geral têm déficits graves nas habilidades comportamentais de enfrentamento. Este livro é um guia passo a passo para ensinar os quatro grupos de habilidades: eficácia interpessoal, regulação emocional, tolerância a estresse e atenção plena. Componente essencial no programa de tratamento da autora, este manual detalha com precisão como implementar os procedimentos para desenvolver essas habilidades comportamentais na terapia dialética comportamental. 

quarta-feira, agosto 30, 2017

ENTENDA AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE O PSIQUIATRA E O PSICÓLOGO



DIFERENÇAS:
A principal diferença esta na formação acadêmica de cada um dos profissionais: o Psiquiatra faz a graduação em Medicina e posteriormente residência médica em Psiquiatria. O Psicólogo faz graduação em Psicologia e, em seguida, pode fazer especializações em áreas de atuações específicas (quando psicólogo clínico, geralmente segue uma abordagem terapêutica: Terapia Cognitivo-Comportamental, Psicanálise, Gestalt, Fenomenologia dentre outras).
NA PRÁTICA:
Psiquiatra: Identifica qual a desordem e/ou transtorno mental do paciente e também poderá medica-lo se necessário. No caso do tratamento medicamentoso o principal objetivo dos medicamentos é a redução dos sintomas e a melhora da qualidade de vida do paciente.  Em alguns casos, o tratamento pode ser mais longo, porem muitos pacientes têm alta após algum tempo de tratamento (estudos evidenciam que os pacientes  que associam a medicação com a psicoterapia obtém um resultado mais eficaz no tratamento).
Alguns psiquiatras,  quando habilitados, podem também realizar a psicoterapia.
Psicólogo Clínico: Analisa os processos mentais e o comportamento humano, buscando entender o seu paciente como um todo (aspecto Bio-Psico-Social).
Por meio de conversas, técnicas e métodos psicológicos, o psicólogo procura identificar quais as causas que levaram o paciente ao adoecimento mental ou ao comportamento disfuncional e também elabora um plano de tratamento individual para cada paciente.
O tratamento geralmente é realizado por meio de encontros semanais, pelo período de 1 hora/ sessão. A duração do tratamento depende da abordagem terapêutica e do quadro clinico do paciente.
ALGUNS OBJETIVOS DA PSICOTERAPIA:
Tratar doenças psíquicas, promover autoconhecimento, ajudar o paciente a lidar com as adversidades da vida, desenvolvimento da autoestima/ autoconfiança, melhoria nos relacionamentos interpessoais, melhoria na qualidade de vida, mudança na forma de pensar e de se comportar (disfuncionais), dentre outros.
LEMBRE-SE:
  • Como o psicólogo não é médico, ele não poderá prescrever nenhum tipo de medicamento ao seu paciente;
  • Tanto o Psiquiatra quanto o Psicólogo devem ser registrados em seus respectivos conselhos de classe (CRM – Conselho Regional de Medicina e CRP – Conselho Regional de Psicologia).

sexta-feira, agosto 11, 2017

OS DESAFIOS DE EDUCAR OS FILHOS NOS DIAS DE HOJE

EM ENTREVISTA, O PSIQUIATRA AUGUSTO CURY*, FALA SOBRE OS DESAFIOS DE SE CRIAR OS FILHOS HOJE E AFIRMA QUE É URGENTE FICAR MAIS OFFLINE E ENSINAR OS FILHOS A ARTE DA CONTEMPLAÇÃO. CONFIRA:

*Augusto Cury é psiquiatra, escritor e palestrante. O psiquiatra é autor do best-seller Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século e atingiu a marca de 10 livros nas listas de mais vendidos, liderando as listas de ficção e não ficção ao mesmo tempo. Em conversa com o site M de Mulher, ele fala sobre os desafios de se criar os filhos hoje e não poupa críticas à maneira como a família e a escola têm educado os pequenos.

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EXCESSO DE ESTÍMULOS

“Estamos assistindo ao assassinato coletivo da infância das crianças e da juventude dos adolescentes no mundo todo. Nós alteramos o ritmo de construção dos pensamentos por meio do excesso de estímulos, sejam presentes a todo momento, seja acesso ilimitado a smartphones, redes sociais, jogos de videogame ou excesso de TV. Eles estão perdendo as habilidades sócio-emocionais mais importantes: se colocar no lugar do outro, pensar antes de agir, expor e não impor as ideias, aprender a arte de agradecer. É preciso ensiná-los a proteger a emoção para que fiquem livres de transtornos psíquicos. Eles necessitam  gerenciar os pensamentos para prevenir a ansiedade. Ter consciência crítica e desenvolver a concentração. Aprender a não agir pela reação, no esquema ‘bateu, levou’, e a desenvolver altruísmo e generosidade.”

GERAÇÃO TRISTE

“Nunca tivemos uma geração tão triste, tão depressiva. Precisamos ensinar nossas crianças a fazerem pausas e contemplar o belo. Essa geração precisa de muito para sentir prazer: viciamos nossos filhos e alunos a receber muitos estímulos para sentir migalhas de prazer. O resultado: são intolerantes e superficiais. O índice de suicídio tem aumentado. A família precisa se lembrar de que o consumo não faz ninguém feliz. Suplico aos pais: os adolescentes precisam ser estimulados a se aventurar, a ter contato com a natureza, se encantar com astronomia, com os estímulos lentos, estáveis e profundos da natureza que não são rápidos como as redes sociais.”

DOR COMPARTILHADA

“É fundamental que as crianças aprendam a elaborar as experiências. Por exemplo, diante de uma perda ou dificuldade, é necessário que tenham uma assimilação profunda do que houve e aprender com aquilo. Como ajudá-las nesse processo? Os pais precisam falar de suas lágrimas, suas dificuldades, seus fracassos. Em vez disso, pai e mãe deixam os filhos no tablet, no smartphone, e os colocam em escolas de tempo integral. Pais que só dão produtos para os seus filhos, mas são incapazes de transmitir sua história, transformam seres humanos em consumidores. É preciso sentar e conversar: ‘Filho, eu também fracassei, também passei por dores, também fui rejeitado. Houve momentos em que chorei’. Quando os pais cruzam seu mundo com os dos filhos, formam-se arquivos saudáveis poderosos em sua mente, que eu chamo de janelas light: memórias capazes de levar crianças e adolescentes a trabalhar dores perdas e frustrações.”

INTIMIDADE

“Pais que não cruzam seu mundo com o dos filhos e só atuam como manuais de regras estão aptos a lidar com máquinas. É preciso criar uma intimidade real com os pequenos, uma empatia verdadeira. A família não pode só criticar comportamentos, apontar falhas. A emoção deve ser transmitida na relação. Os pais devem ser os melhores brinquedos dos seus filhos. A nutrição emocional é importante mesmo que não se tenha tempo, o tempo precisa ser qualitativo. Quinze minutos na semana podem valer por um ano. Pais têm que ser mestres da vida dos filhos. As escolas também precisam mudar. São muito cartesianas, ensinam raciocínio e pensamento lógico, mas se esquecem das habilidades sócio-emocionais.”

MAIS BRINCADEIRA, MENOS INFORMAÇÃO

“Criança tem que ter infância. Precisa brincar, e não ficar com uma agenda pré-estabelecida o tempo todo, com aulas variadas. É importante que criem brincadeiras, desenvolvendo a criatividade. Hoje, uma criança de sete anos tem mais informação do que um imperador romano. São informações desacompanhadas de conhecimento. Os pais podem e devem impor limites ao tempo que os filhos passam em frente às telas. Sugiro duas horas por dia. Se você não colocar limite, eles vão desenvolver uma emoção viciante, precisando de cada vez mais para sentir cada vez menos: vão deixar de refletir, se interiorizar, brincar e contemplar o belo.”

PARABÉNS!

“Em vez de apontar falhas, os pais devem promover os acertos. Todos os dias, filhos e alunos têm pequenos acertos e atitudes inteligentes. Pais que só criticam e educadores que só constrangem provocam timidez, insegurança, dificuldade em empreender. Os educadores precisam ser carismáticos, promover os seus educandos. Assim, o filho e o aluno vão ter o prazer de receber o elogio. Isso não tem ocorrido. O ser humano tem apontado comportamentos errados e não promovido características saudáveis.”

CONSELHO FINAL PARA OS PAIS

“Vejo pais que reclamam de tudo e de todos, não sabem ouvir não, não sabem trabalhar as perdas. São adultos, mas com idade emocional não desenvolvida. Para atuar como verdadeiros mestres, pai e mãe precisam estar equilibrados emocionalmente. Devem desligar o celular no fim de semana e ser pais. Muitos são viciados em smartphones, não conseguem se desconectar. Como vão ensinar os seus filhos e fazer pausas e contemplar a vida? Se os adultos têm o que eu chamo de síndrome do pensamento acelerado, que é viver sem conseguir aquietar a mente, como vão ajudar seus filhos a diminuírem a ansiedade?”

quinta-feira, agosto 10, 2017

O QUE É ESCLEROSE MÚLTIPLA?


A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Embora a causa da doença ainda seja desconhecida, a EM tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que têm possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes. Os pacientes são geralmente jovens, em especial mulheres de 20 a 40 anos.

A Esclerose Múltipla não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga.
A ABEM estima que atualmente 35 mil brasileiros tenham Esclerose Múltipla.
Sistema Nervoso Central
A Esclerose Múltipla:
  • NÃO é uma doença mental.
  • NÃO é contagiosa.
  • NÃO é suscetível de prevenção.
  • NÃO tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.
Sintomas mais comuns
Fadiga
Sintoma debilitante de instalação imprevisível ou desproporcional em relação à atividade realizada. A fadiga é um dos sintomas mais comuns e um dos mais incapacitantes da EM. Manifesta-se por um cansaço intenso e momentaneamente incapacitante. Muito comum quando o paciente se expõe ao calor ou quando faz um esforço físico intenso.
Alterações  fonoaudiológicas
Pode surgir no inicio da doença ou no decorrer dos anos alterações ligadas a fala e deglutição com sintomas como: fala lentificada, palavras arrastadas, voz trêmula, disartrias, fala escandida (o que é?) e disfagias (dificuldade para engolir: líquidos, pastosos, sólidos).

Transtornos visuais:
Visão embaçada;
Visão dupla (diplopia);
Problemas de equilíbrio e coordenação:
Perda de equilíbrio;
Tremores;
Instabilidade ao caminhar (ataxia);
Vertigens e náuseas;
Falta de coordenação;
Debilidade (pode afetar pernas e o andar);
Fraqueza geral.
Espasticidade
A espasticidade é arigidez de um membro ao movimento e acomete principalmente os membros inferiores.
A parestesia compromete a sensação tátil normal. Pode surgir como sensação de queimação ou formigamento em uma parte do corpo;
Outras sensações não definidas como a dor, por exemplo.
Transtornos cognitivos
O paciente pode apresentar sintomas cognitivos, ou seja; de memória, durante qualquer momento da doença, e independe da presença de sintomas físicos/ motores. As funções cognitivas mais frequentemente comprometidas são no processamento da memória e na execução das tarefas. Os indivíduos se queixam muito que levam mais tempo para memorizar as tarefas e possuem mais dificuldades para executar as mesmas.
Transtornos emocionais
Pode haver sintomas depressivos, ansiosos, transtorno de humor, irritabilidade, flutuação entre depressão e mania (transtorno bipolar).
Sexualidade
Disfunção erétil, nos homens.
Diminuição de lubrificação vaginal nas mulheres.
Comprometimento da sensibilidade do períneo (região da genitália), interferindo no desempenho do ato sexual.

FONTE: ABEM – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE ESCLEROSE MÚLTIPLA

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